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segunda-feira, junho 30, 2003

 

LONDON, LONDON.: Estarei em Londres esta semana; espero ter tempo de blogar a partir de um dos mega-cybers que funcionam na megal�polis brit.Um dos encontros previstos � com Jwana Godinho. Para alguns ,o nome pode n�o dizer muito, mas se vos disser que se trata de mais uma portuguesa na alta-roda da industria discogr�fica, que esteve nos escritorios da EMI em Lisboa, coordenando a promo��o da Virgin, onde substituiu Gabriela Carrilho, a Luis Figo desta area, agora em Miami , que n�o ser� e parece-me , o limite para a fabulosa ascen��o de uma senhora que conheci exactamente em Londres , em 1990. Ser� um prazer rever a Jwana, com quem convrsei telefonicamente para um programa da RDP- Antena 1, Porto sem Abrigo , que realizo nas madrugadas de quinta para sexta( 00-01 )e conhecer melhor os seus planos e perspectivas,que pelo que sei , v�o fazer da filha do songwriter, mais um nome ,a ter muito em conta, no panorama internacional. O outro encontro, ser� com um dos meus gurus pessoais: Barney Hoskyns, um dos maiores jornalistas de pop-cultura no activo. A biografia de Hoskyns vai merecer o espa�o justo, ele que esteve em Portugal duas vezes, primeiro a meu convite , para integrar os jurados do Fantasporto 02 e mais tarde para as confer�ncias SBSR organizadas pelo casal Antonio Sergio- Ana Cristina. Tenho um orgulho enorme, em participar no projecto, www.rocksbackpages.com , uma especie de selec��o mundial da escritica pop-rock dos ultimos 50 anos, que e no entanto inclui tamb�m textos, entrevistas e dossiers actuais , que podem ser consultados livremente no site. O mesmo n�o acontece em rela��o aos arquivos e areas mais especificas. Por isso , e se n�o forem assinantes, n�o ter�o acesso aos meus 4 artigos, escritos em ingl�s, que fazem parte da lista : actua��o dos Radiohead no Porto; QOTSA no S� da Bandeira; entrevistas com Charles R Cross, o biografo de Kurt Cobain e ainda Aimee Mann. Recentemente foi editado , o primeiro livro com base na recolha que � feita semanalmente pela equipa de Barney Hoskyns.Acreditem, que o que � cobrado pelo servi�o , � bem inferior � riqueza de conteudos, uma verdadeira biblioteca universal da pop-rock....

p.s e como base desta passagem veraniega pela "minha" ex-cidade, o presss junket do filme Hulk, uma das sensa��es do ver�o cinematografico 03

BANDA VISUAL: nova passagem pela futura MTV Portugal; para al�m dos tons emocionalmente sepia do novo video dos Blur, uma vantagem: n�o ter que aturar anuncios gregos ou israelitas, pelo menos nos proximos dias....




escrito por alvaro �s 2:47 da manhã
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BEM-VINDOS APES; PORTUGAL ADORA-VOS. : E o que se torna de facto essencial , � que o grau de "toler�ncia" para com os alinhamentos Festivaleiros � um pouco superior. com base em contextos de puro biz e dimens�o,goste-se mais ou menos do Festival, do promotor ou patrocinador. O mesmo n�o quer dizer que se possa encontrar e por exemplo em Vilar de Mouros, seja o que for que justifique a abordagem habitual , dos "espiritos" e outras manifesta��es que ali ocorrem todos os anos em Julho.No ano passado , comentei on-air e ainda na Radio Nova, a imagina��o festivaleira do meu amigo pessoal Jorge Silva da PortoEventos que conseguiu encontrar no espirito de gang de pub e de vinho tinto , tinto dos UB40 , uma liga��o ao tal espirito dos "velhinhos" e " anci�es" que e pelo menos at� 02, e com algum esfor�o de imagina��o , Vilar de Mouros era imbuido.Sem esquecer, a competi��o internacional, a real politik economica de 03, a mais do que provavel diminui��o de or�amentos e naturalmente o que est� disponivel e on tour( e em breve , farei uma escolha sem pensar nestes e noutros criterios, de artistas que rodam este Ver�o pela Europa) mais as realidades das playlists, o que justifica mais uma vinda dos Apes de Guano, alias grandes amigos do nosso pa�s, ao qual devem os maiores cachets e tratamento VIP , inexistente em qualquer outra parte do mundo que n�o seja germ�nica? mesmo para quem quer seja que ainda consiga falar da energia da Sandra e dos saltos do publico e das bandeiras nacionais, esta e presumo e pelo menos decima actua��o em menos de 3 anos, deixa o mais empedernido observador destas coisas, espantado com tanta imagina��o.�S� faltam os Gene Loves Jezebel, Lloyd Cole, Lamb e claro os Him, para que de facto seja uma noite quase t�o nacional como a que o "falecido Alvalade seculo xx" recebeu este fim de semana.Talvez por isso, o site oficial dos Guanos, nem sequer coloque Vilar de Mouros no mapa de actua��es. Uma vinda a Portugal , j� deve ser t�o habitual que os proprios , j� se sentem portugueses . Estrangeiro, s�o mesmo as actua��es em Festivais da Alemanha mais a leste, o roteiro Julho 03, da mais portuguesa banda alem� de todos os tempos...



BANDA VISUAL : supreendente e "fria"sci- fi,algures entre Admiravel Mundo Novo de Huxley e Brazil de Terry Gilliam , para ficar apenas por aqui, no que diz respeito aos varios aromas que definem Equilibrium com Christian Bale. Aluguem imediatamente.




escrito por alvaro �s 1:55 da manhã
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SUNDAY , LAZY, SUNDAY: Gostei muito da forma como a jornalista do DN, Joana de Belem, interpretou e traduziu a conversa, naturalmente mais longa , que tivemos na passada sexta-feira. O local escolhido, o Clerigos( presumo Shopping) agora uma verdadeira Ghost Town, tal � o abandono e vazio, serviu como base para o trabalho fotografico que embrulhou a pe�a.
Para os que ainda n�o imaginam do que estou a falar, esta intro, tem a ver com a entrevista publicada hoje no DN, sobre o estado da na��o festivaleira. E curiosamente , ao "zappar" pela TV, parei uns segundos na Sky, live a partir de Glastonbury , um dos festivais a que assisti e que face � sua dimens�o e caracteristicas n�o pode nem deve servir de compara��o, mas e pelo menos de inspira��o. Era Billy Bragg , explicando que ao contrario de muitos outros festivais, Glasto, mantem uma "vibe" especial, uma "onda" que faz do espa�o rural entre Bristol e o Pais de Gales, um local magico. � pergunta do reporter sobre a o cartaz 03, Bragg , com alguma ironia , mas n�o tanta como possa parecer, explica que n�o faz ideia, mas n�o � importante; est� ali em peregrina��o, um pouco como todos aqueles que compram bilhete no inicio de cada ano , sem saber sequer qual � o alinhamento. O mesmo n�o quer dizer que n�o exista total confian�a por parte de quem faz e participa no maior festival brit, que ano ap�s ano, o elenco � constituido pelo melhor e mais criativo que estiver disponivel. O que Bragg assinala � essa confian�a e n�o uma especie de carta branca , para que o "espirito de Festival" seja suficiente , mesmo que o grau de toler�ncia face aos contextos referidos, seja um pouco maior do que noutras circunst�ncias....talvez por isso, as refer�ncias que n�o couberam na entrevista de hoje, acrescentam alguns pontos mais , ao essencial dos "bitaites" escolhidos e bem pela Joana de Belem...

BANDA SONORA: chill in de domingo � noite , ensaio da futura MTV Portugal; -4 dias, diz o insert...




escrito por alvaro �s 12:33 da manhã
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sexta-feira, junho 27, 2003

 

SEXO FC 4 - U2 SPORT CLUB, 0: Ainda me recordo da chegada � Central Staation de Amsterdam. Era Outubro. 7 . 1980. Um misto de aromas, algures entre o harenque fumado e a erva e aqueles tons esmeralda, do Outono dos pa�ses baixos. Uns segundos mais tarde, j� a descer o Damrak, a caminho do Hotel Kabul, uma das babil�nias da epoca, o celebre preg�o: hash, acid, marijuana...o meu objectivo era de facto o rock and roll e as louras, mas mesmo que tivesse parado, o man continuava boulevard acima, como se o preg�o fosse uma especie de senhas de boas vindas e n�o tivesse um significado "comercial". Vou poupar-vos a algumas cenas, em particular os delirios lis�rgicos do Hotel Kabul, ainda por cima situado ao lado de uma das mais activas esquadras de policia da cidade. E �s noites "quentes" proporcionados pelos bares do Leidsplein e a tudo aquilo que n�o tenha a ver com a noite em que uma celebre banda irlandesa actuou no ainda irrepreensivel Melkweg. Podia estar aqui a dizer-vos que sou um genio e que de facto me apercebi do que estava a ver na sala principal do muito flamengo espa�o de artes, composto por 3 andares. completamente diferentes; mas vou ser sincero: dirigi-me ao local porque a companhia germ�nica de ent�o, uma loura mo�a chamada Anke Landschreiber me convidou. S� ent�o e olhando o flyer soube quem era os artistas da noite: uns tais de U2, com um single editado de titulo Eleven o clock tick tock, apresentados como uma grande esperan�a para a decada , que balbuciava os primeiros passos.Brevemente, anunciava-se o primeiro album , mas para j� o Melkweg orgulhava-se de apresentar , aquelas tretas habituais dos flyers, pensei.Seja como for ainda vi 3 ou 4 can��es , das quais n�o me recordo a impress�o que causaram. Lembro-me de meia centena de pessoas, de um espa�o enorme na sala e do corpo da jovem alem� colado ao meu...como j� devem ter percebido: Sexo- 4- U2 - 0, uma esmagadora e compreensivel derrota: o pior foi quando regressei � Santa Monica da Costa Verde( leia-se Vila do Conde) e orgulhoso mostrava a foto da muito prendada habitante da cidade Neuss, mesmo do outro lado da muito agradavel , Dusseldorf. Conto as historinhas ao meu mano, na sua fase de militante new -wave, e p�s -punk, um digno representanta dos que acreditam que tudo come�ou em 1976 com os Ramones.Quando tento identificar a banda que actuava no Melkweg, e me lembro do nome, os olhos de excita��o e rever�ncia, foram rapidamente transformados em raiva pura, consolidados em varios insultos , made in Caxinas City: "Quero l� saber das gajas...e das tuas merdas. Ent�o vais trocar os U2 por uma queca? gande FDP, que imbecil de merda e outros "elogios" de nivel semelhante ou superior a este....
Mas a vingan�a serve-se fria. E seria gelada como uma vodka matinal: Outubro de 1981. Paradiso....

BANDA VISUAL: se todos os funcionarios , fossem como o colega Luis da Netcabo, eramos de facto um pa�s melhor...




escrito por alvaro �s 6:07 da tarde
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HOTEL KABUL, WARMOESTRAAT, 1980: Parece telepatia, mas ainda hoje recebi um e-mail da propria Monika , a partir de Amesterd�o, que cruza a nova aposta da Sub-Pop, os Postal Service, com os "modestos" Grandaddy, a que o Miguel Q e eu fizemos refer�ncia , nas bloguices de ontem , e que se encontravam entre a audi�ncia do eterno Paradiso, local a que regressarei em breve. Aparentemente o " cu da Europa" est� a ficar mais "limpo": novas leis obrigam ao encerramento precoce das coffee-shops, em pleno bairro vermelho. Bem diferente eram os "numeros" a que assistia no inicio da decada de 80, quando era um regular da aldeia mais urbana do planeta....um deles inclui os U2 e mais 51 pessoas, 49 ao fim da terceira ou quarta can��o em Outubro de 1980.....

BANDA VISUAL: por falar em 80, � um prazer proibido espreitar Dallas, Love Boat, Fame e as outras series , recuperadas pela SIC GOLD.Ainda longe , mas mais perto do concept da minha esta��o de cabo favorita de todos os tempos: a Nick at Night, a vers�o classic do Cartoon Network, que nos Estados Unidos se chama Nickelodeon...




escrito por alvaro �s 5:30 da tarde
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VIVA ESPANA: Depois de CQ, a forma como o novo treinador do Real Madrid � tratado por alguma imprensa desportiva, � agora a vez de Mariza surgir em destaque na edi��o internacional do El Pa�s, inlcuida na vers�o iberica do International Herald Tribune. " A nova princesa do fado recorda as raizes Flamenco; o novo CD, torna o genero mais alegre". E entre outras coisas explica-se que j� foi convidada especial de Gerad Depardieu, cantou para Berlusconi e vai lan�ar Fado Curvo a 7 de Julho proximo centro de artes Conde Duque de Madrid. O artigo da autoria de Carlos Galilea insiste no visual sofisticado e mais "rock and roll" da artista , que confirma que os "portugueses n�o s�o t�o cinzentos como os pintam". Mas a costela "castelhana" � explorada com raro sentido de oportunidade. Para o jornalista , a fadista reconhece uma divida para com outros generos musicais em especial o flamenco, na sua forma de cantar , abrindo e conclui, horizontes mais vastos a uma carreira em plena ascen��o
Ascen��o observada a partir de Amesterd�o e da World Connection, onde se encontra Monica Cabacinha, antiga funcionaria da Musica Alternativa, que tal como Jwana Godinho em Londres e nos escritorios da Virgin e Gabriela Carrilho em Miami, liderando a Universal ,representam internacionalmente a nossa industria discografica...

BANDA SONORA: a insularidade da tabela dos mais vendidos no Reino Unido segundo a lista da VH1, onde se inclui Sean Paul que se intitula de origem jamaicana, chinesa e especialmente portuguesa...




escrito por alvaro �s 5:18 da tarde
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FAZER �: S�o 4 e 24 da manh�. Vou para a cama.




escrito por alvaro �s 4:30 da manhã
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SALUT LA ROCK E LA FOLK : A Rock et Folk est� mesmo pelo beicinho, enfeiti�ada pela magia branca do Paulo Furtado a.ka. Legendary Tiger Man. Do" sindicato de comunica��o ". luxrec, recebi mais uma nota indicando, que a renovada revista, n�o s� inclui um tema do Homem Tigre, no meio de uma compila��o cuja "concorr�ncia" se chama Dandy Warhols, Pretenders etc, como avan�a a tour do lendario bluesmen do Delta do Mondego , por terras de Fran�a, com direito a foto e tudo e ainda uma refer�ncia � compila��o Blues Beat Sessions, ainda fresquinha num pa�s que costuma interpretar e descodificar melhor estas coisas do que propriamente as produzir.Entretanto n�o percam o voodoo marcada para Julho em mais uma edi��o dos Festival Internacional de Curtas Metragens que se realiza na " minha " Vila do Conde e farejem o cheiro a sexo de Hotel, que o disco inclui gratuitamente....

BANDA SONORA: em 1939 chamava-se Huddie Ledbetter; agora � mais conhecido como Leadbelly e entre tantas outras coisas liga Led Zeppelin, Nirvana e a banda hard rock Ram Jam. Se derem de caras com um best of recentemente editado, capa tipo papel reciclado, n�o hesitem. Um peda�o de Historia aut�ntica e real, ponte interessante para a recupera��o de musica "real e primitiva" em curso...




escrito por alvaro �s 4:27 da manhã
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VAMOS OUVIR, OUVIMOS, NO TOPO DA HORA, NO FECHO DA HORA, 14 SEGUIDAS, NA ESTA��O ESTA��O, A ESTA��O DAS ESTA��ES.: N�o estou a ser ironico, quando afirmo que articular uma frase que n�o inclua , ouvimos e vamos ouvir, e dezanove seguidas na melhor isto ou aquilo , candidata um apresentador de Radio em 2003, ao titulo de intelectual perigoso; o caso torna-se mais grave se alguem conseguir alinhar , e depois das 10 da manh�, uma frase com mais de 9 segundos que n�o inclua topo de hora, fecho de hora, e a rodar. Neste caso, a condena��o eterna , um verdadeiro castigo made in Inquisi��o n�o a espanhola, mas sim a dos infaliveis consultores e seus acolitos , cientistas do marketing, genios da matematica comunicativa. Tudo isto para dizer que de vez em quando H� Radio.� o que vai acontecer esta noite depois da meia noite na Hora do Lobo de Antonio Sergio e Ana Cristina.Tema: Led Zeppelin. L� estar�o "perigosos" agitadores como o Antonio Freitas e o "nosso" Miguel Quint�o. E o vosso escriba , via telefone.Como diria a dupla Antonio Pinho- Nuno Rodrigues: hoje h� conquilhas; amanh� n�o sabemos...por isso aproveitem e bem...

BANDA SONORA: FRANCESES, DINAMARQUESES, ITALIANOS, ESPANHOIS , CATAL�ES, INGLESES , ALEM�ES E BELGAS CONCENTRADOS EM BARCELONA.




escrito por alvaro �s 4:00 da manhã
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LITTLE PORTUGAL, GEORGE LUCAS E O CAF� MODESTO DA ENCARNATION CITY: A origem hisp�nica, ou at� portuguesa do nome da cidade, � obvia ; e ainda mais, as raizes rurais que colocam Modesto no centro do vale de S�o Joaquim, uma das maiores e mais ferteis areas agricolas do planeta. Por isso mesmo, n�o faz parte da "California " , criada e amplificada pela pop-cultura, embora a sua rua central seja conhecida em todo o mundo atrav�s do filme que lan�ou um dos genios do cinema , durante a decada 70, ele mesmo um filho desta regi�o.Rodeado por cidades com nomes t�o sugestivos como Manteca,Sonora, Salinas,Los Banos e muito especialmente Madera e Gustine, onde estive , n�o para aprender a ser um verdadeiro cowboy, mas sim � procura de uma esta��o de radio, contacto que o Nuno Santos me tinha fornecido , para definitivamente arrancar com o projecto Energia Boulevard, ap�s as dificuldades iniciais, face �s astronomicas verbas pedidas por alguns estudios topo de gama, com base em Hollywood. E porqu�, fazer mais de 500 milhas para norte, num dia de tempestade biblica e ficar siderado pelo espectaculo fornecido por milhares de vacas, logo que deixei a estadual 5 , e come�ei a circular em estradas regionais? simplesmente porque � nesta regi�o que est�o concentrados a maioria dos portugueses, e se encontram sinais da sua import�ncia economica e social.Como uma esta��o de radio portuguesa,estilo country -fado, e porque a partir deste cantinho da Europa, n�o era possivel medir as dist�ncias reais da vastid�o californiana. Isto � a mesma coisa que viver no Porto e ir fazer um programa de radio a Beja... a historia da Energia Boulevard, um programa historico , feito a partir de Los Angeles, tomaria um outro rumo e iria concentrar-se nos estudios da Westwood 1 , a gigantesca produtora de radio norte-americana. A forma como cheguei a este acordo e como o director e o "conselho de guerra" da esta��o em Lisboa iriam dar luz verde, a uma opera��o de Radio, apenas possivel pela vis�o e abertura demonstradas na epoca, daria em si , mais um filme...mas e j� agora, o que faziam at� 1992, centenas de aficionados dos anos 50 , numa avenida de Modesto chamada McHenry ? para alem da parada de veiculos e sons da epoca, re-criavam algumas das cenas essenciais do filme que colocou a cidade no mapa da pop-cultura: American Graffiti de George Lucas, ele mesmo um filho do vale do Delta de Sacramento....

BANDA SONORA: os Radiohead , como lingua franca da angustia existencial, claramente audiveis em algumas das cenas do interessante e recomendavel a todos os eurocratas ,Resid�ncia Espanhola...




escrito por alvaro �s 3:41 da manhã
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rock�n�roll : robbie williams acaba de alugar o hotel triest em viena (que t�m mais de 72 quartos) para n�o ser incomodado pelas pessoas que lhe pedem autografos , assim o hotel ficar� para ele e para os 140 elementos que o acompanham durante a estadia na capital austriaca para um concerto
depois de ver a reportagem do gabriel alves com o rui costa no centro de mil�o � impossivel n�o concordar com o desgra�ado do robbie

banda sonora: Led Zeplin - what is and what should never be





escrito por miguel �s 1:14 da manhã
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quinta-feira, junho 26, 2003

 

caf� modesto: o caf� modesto fica situado no bairro da encarna��o, onde eu nasci e cresci e aonde recentemente regressei depois de uma decada de exilio .
regressar ao sitio onde cresci fez-me tb regressar ao caf� modesto que tanto frequentei nos anos oitenta, na altura um adolescente convicto
a frequencia de um caf� de bairro em plena decada de oitenta n�o era uma coisa muito recomend�vel, pelo menos no paralelo encarna��o/olivais sul , ainda assim, a mim nada de grave aconteceu
nos dias de hoje o modesto � dominado pela 3� e 4� idade (nas redondezas existem v�rios lares de 3� idade) sendo eu e mais meia duzia de viciados em cafeina a jovem excepc�o
ao senhor z� , sua esposa sofia e filhos david e cristina um muito obrigado por terem feito do caf� modesto a sua casa e mais que isso a sua vida

banda sonora : sumday , novo album dos grandaddy, banda com sede em modesto, uma pequena localidade do norte da california
o modesto californiano para n�s aqui no modesto da encarna��o




escrito por miguel �s 6:25 da tarde
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VHS: N�O ser� facil, encontrarem copias de Sweetwater, filme com selo de produ��o da VH1 TV, cuja lista completa ,pode ser consultada na imdb.com..Entre 1999 e 2000, surgiram alguns filmes para TV,direc��o que parece ter sido abandonada nos ultimos tempos. Fica ent�o , a historia da mitica Sweetwater, um brilhante melodrama, que ultrapassa a mera biografia televisiva de um momento obscuro da historia pop-rock. Mais do que seguir as tragedias, o "azar", as contra-curvas que levaram à destrui��o de uma promissora carreira, ou pelo menos , e sem ironias ,a um um espa�o superior, nas enciclop�dias do genero.Entre detalhes muito rigorosos da epoca,como posters, anuncios e imagens de documentario , encontramos algumas liberdades "po�ticas" e um casting muito interressante e carregado de significado:a jovem, e muito flower power Nansi ( escreve-se assim) Nevins, uma mistura de Grace Slick, Janis e Joni Mitchell, interpretado por um rosto fresco , Amy Jo Johnson da serie Felicity; 30 anos mais tarde, quando o paradeiro dos membros da banda � descoberto por um reporter de espectaculos , Nevins � interpretada por Michelle Philipps, um dos icons do flower -power , mais do que habilitada a carregar a personagem com a seu proprio e unico ponto de vista. Por vezes ,a express�o ,da antiga Primeira Dama ,da corte criada pelos Mamas and The Papas, carrega-se de tons que indicam uma especie de piscadela de olho �s suas proprias experi�ncias. E para completar tudo isto, n�o poderia faltar o exc�ntrico produtor ingl�s,interpretado por um alucinado e quase irreconhecivel Adam Ant, cuja presen�a corresponde à transi��o para os anos 70 , e ao final da "pureza" demonstrada por Nansi Nevins.Quanto à musica, poder� ser uma descoberta interessante. Como se pode ler no allmusicguide, apenas no final dos anos 60, seria possivel criar uma estrutura sonora , sem centro ou direc��o definidas, e que incluia os mais diversos estilos pop e rock. Mas mais do que uma viagem aos azares de uma banda da epoca, Sweetwater, não � como se diz na capa da VHS, " a verdadeira historia do rock", mas um capitulo da mesma....

BANDA VISUAL: uma outra produ��o da VH1 : Two of Us, o relato do encontro , do ultimo encontro de Paul McCartney e John Lennon em Nova Iorque. embrulhado em liberdades narrativas, que fazem deste filme para TV, um documento precioso...




escrito por alvaro �s 4:00 da tarde
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RIDE ON COWBOY: Est� assim apresentado o primeiro refor�o deste Blog FC: sem a quantidade de jornalistas e aten��O mediatica, imposta pela contrata��o de Carlos Queiroz para o Irreal Madrid, a primeira Disneyl�ndia futebolistica, segundo a edi��o em Ingl�s do El Pa�s, mas com o calor merecido e mais do que justificado. A ideia ser� , e sem t�cticas ou mesmo concep��es de jogo, re-criar algumas das conversas de" bar de esquina", cabaret, avi�o estadio,de futebol, e -mail, telefone, clubes de musica e dan�a, restaurantes e at� telep�ticas ,que temos mantido ao longo dos anos , e que ultrapassa em milhares de milhas , o que poderia ser, e sem qualquer problema, uma respeitosa rela��o profissional...creio que ele ainda se lembra de uma celebre visita a Londres no inicio de 1991, poucas semanas antes da inquestionavel grande esta��o de radio FM ,dos 90 deste pais, a Energia, definir um conceito novo de comunica��o e criar ondas de choque , verdadeiros circulos de agua, cujos efeitos ainda n�o se apagaram totalmente. E para isso bastaria falar do percurso de muitos daqueles que criaram esse momento ....
E porque recordo essa visita de "estado" a Londres , que incluia Nuno Santos e Sergio Noronha? porque creio que o cowboy percebeu imediatamente o humor que iria marcar a rela��o profissional que se desenvolveria mais profundamente ,durante o que restava de 1991, quando " fria e calculadamente" evitei o mais fashion caf� Lisboa , para "obrigar" os meus amigos de Lisboa, a sentarem-se no caf� situado do outro lado da Golborn Street: o caf� Porto, ainda fresco e a come�ar a dificil competi�ão, com o muito bem frequentado congenere, "lisboeta"...

RIDE ON COWBOY

BANDA VISUAL: ser� tema para desenvolver,mas e por acaso, "tropecei" num filme de 1999 da VH1, a bizarra historia dos Sweetwater, a primeira banda a actuar em Woodstock ......




escrito por alvaro �s 12:08 da manhã
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quarta-feira, junho 25, 2003

 

: A caminho da california

A caminho da california em 91 estava o alvaro costa via barcelona e logo a seguir ibiza para uma pequena pausa e uma despedida inglesa em solos latinos
Em barcelona estiv�mos juntos no monsters of rock que naquele ano apresentava ac/dc, mettallica e queensryche
� ultima hora os queensryche cancelaram e foram substituidos pelos tesla e as esta��es de radio da catalunha e de toda a espanha n�o pararam de avisar os chicos e las chicas da referida altera��o, por�m no olimpico de barcelona vimos os tesla subir ao palco e fugir dele, literalmente, 5 minutos depois ao serem corridos com ma��s e laranjas
Foi a primeira vez que vi mettallica ao vivo e fiquei de tal maneira surpreendido e siderado que s� recuperei j� o concerto dos ac/dc ia a meio
O bom do alvaro costa naquele ano iria ver mais os metallica que o antonio freitas (um feito quase impossivel) . salvo erro foram 4 ou 5
Nesse mesmo ano enter sandeman entraria para a playlist A da radio energia e deixaria o meio discografico e radiof�nico � beira de um ataque de nervos

Ps: um dos grandes erros do nosso pais � a confus�o que todos fazem entre o pessoal e o profissional
N�o temos que gostar uns dos outros para trabalharmos

Banda sonora : fake songs de liam lynch

writen by miguel quintao






escrito por alvaro �s 7:25 da tarde
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ACIDO NO CIMBALINO: Existe um sentido de conex�o muito estimulante, na forma como este pasquim digital se vai desenhando. Quando me sento com o objectivo de preencher, este jornal de parede, nem sempre tenho temas definidos. No Post anterior fiz uma refer�ncia^à serie Quantum Leap com Scott Bakula e o bizarro e "lynchiano" Dean Stockwell. Para os distraidos ( e para quando a recupera��o deste serie na SIC Radical, ou num futuro canal de classicos da RTP..) uma serie que em formato sci-fi, analisava profundamente a cultura popular de massas do seculo XX. Foi nessa serie que pensei, e no seu concept, aplicado ao mundo da pop-rock que todos conhecemos que pensei, numa manh� americana, em plena Pioneer Square na muito europeia, zona historica de Seattle.
As contribui��es da buc�lica cidade à beira Pacifico plantada, para a historia da pop-rock , s�o infinitamente superiores ao clich� " flanelas e grunge" que domina o imaginario de fans de todo o mundo.Quem conhece muito bem a sua historia � Charles R Cross, o autor de Heavier Than Heaven, a mais recente e influente biografia de Kurdt Cobain e brevemente( isto � em 2005) o orgulhoso autor de uma nova abordagem sobre Jimi Hendrix.Temos mantido comunica��o digital ao longo destes meses, notas para partilhar em breve. O essencial � reterem, que sem " marcar" t�o profundamente a Emerald City, Hendrix descansa agora num novo mausoleu, � o "patrono" do Experience Music Project do multi-bilionario Paul Allen, e parece "regressar" a pouco e pouco ao imaginario de uma cidade que at� hà pouco ,parecia desconhecer as liga��es afectiva do guitarrista com o seu burgo natal.E foi exactamente em caf�s da cidade com mais cimbalino nas veias que conhe�o( ainda mais que a minha...) que devorei a biog escrita por Cross e Are You Experienced , cronica sobre os primeiros tempos em Londres e a grava��o de um dois mais influentes momentos da pop-cultura do seculo XX. Era este o livro que espreitava , enquanto saboreava um incomparavel breakfast in America. De repente e do outro lado rua, surge uma figura bizarramente familiar: uma especie de fantasma, uma alucina��o exagerada conscientemente. Um negro, camisa cor de rosa flamejante, chapeu negro, presen�a de rock star num corpo envelhecido pela pobreza e vida de rua. Era um vagabundo, sim . Um dos muitos que habitualmente frequentam as areas downtown das cidades americanas. Mas a pose , a presen�a algures entre Sly Stone, Arthur Lee e Jimi Hendrix. Perguntei ao empregado de mesa, se era uma figura habitual na zona. Era. Uma especie de "cromo" de rua, transformado em fantasma de Jimi Hendrix , pela minha imagina��o. Mas mais do que isso a possibilidade de uma especie de Quantum Leap do rock em que , Jagger era mesmo assassinado em Altamont, Morrison um agente duplo, Michael Jackson efectivamente um extra-terrestre. Quanto a Hendrix, e como ali�s teria sido bem provavel, n�o teve sucesso em Londres, regressou aos Estados Unidos para voltar a integrar o circuito de cabaret negro( the chitlin circuit) e desaparecer sem deixar rasto...nessa dimens�o paralela , John o vagabundo era mesmo Hendrix , que do outro, apenas mantinha o porte psicad�lico....

BANDA SONORA: as malabarices pr�-Hendrixianas de T - Bone Walker...

14.59 / 25.06.03




escrito por alvaro �s 3:03 da tarde
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RADIO MAKAKO: Perguntam-me muitas vezes, qual seria a "playlist" pessoal, caso estivesse a apresentar e produzir programas de radio, com base em musica actual. Se por um lado agrade�o a energia positiva que ainda resta e as ondas de choque que ainda se sentem, causadas pelas experi�ncias radio, produzidas entre 1995 e 2001. Time is ( not) on our side, e n�o volta para tr�s, numa vers�o bem mais fadista. E se duvidas existissem sobre o timing perfeito ,para o "falecimento" desse projecto, a forma como muitos ,ainda se referem ao colectivo painel da noite da Antena 3 dos anos 90, � a prova. Ainda bem que deixou saudades, melhor ainda, que o tempo( o grande escultor de Marguerite Yourcenar) tenha confirmado o trabalho e a vis�o criativa que serviu de base a grandes momentos de Radio, e que tenhamos antecipado uma serie de pistas e nomes e ainda ,definido formas de comunicar inclusivas, refer�nciais e multi-disciplinares, a que o tempo tem vindo a fazer justi�a...
Mas , vamos ent�o a uma lista imaginaria , ali�s banda sonora de algumas das bloguices: The Kills, Detroit Cobras, The Black Keys. Kings of Leon, Interpol,Ryan Adams , The Coral, D4, A.R.E. Weapons, The Datsuns, The Thrills, Badly Drawn Boy, Jesse Malin, Daniel Lanois ... afinal uma escolha criteriosa que contextualizada da forma como o gang o fez nos anos 90, adaptada aos tempos que vivemos e incluisse os interesses de editoras, promotores e acima de tudo o publico, criasse as possibilidades de crescimento que se verificaram com outros nomes, hoje verdadeiros cromos repetidos dos nossos festivais e industria de musica ao vivo em geral. Os exemplos s�o muitos mas posso citar o ent�o "desconhecido" Ben Harper e a ajuda de uma historica noite live, no Auditorio das Amoreiras da RDP, que lan�ou as bases necessarias para que os passos seguintes , fossem solidos e sustentados.
Agora que os alinhamentos dos Festivais de Verão estão a ser definitivamente terminados, a questão da dist�ncia( de novo mais profunda) , entre o que est� agora ,numa especie de centro , em especial nos Festivais que servem de distribui�ão de artistas, pelos restantes que se efectuam a sul e a nordeste da velha Europa, e aquilo que publico e promotores nacionais parecem preferir, torna-se sazonalmente interessante...

BANDA SONORA: Fillmore West, 27/ 4/ 1969.Complemento ao wagneriano projecto de Jimmy Page, a escuta de bootlegs , com os "defeitos" e impurezas inerentes, mas embrulhados com a ideia de rigor historico. Estou agora em São Francisco, 1969. Se as flores j� murchavam, o acido baixava de qualidade e o Verão do Amor se transformava no Verão dos freaks , tudo isso passava ao lado dos Zeppelin. E bastaria imaginar como � que a audiência concentrada no historico Fillmore ,interpretava os sinais sonoros que recebia . Apreender o momento historico, captado numa especie de presente eterno, � apenas amplificado pela percep�ão, que para as centenas que ali se encontravam, aquele momento , não poderia ser entendido da forma como o vejo 34 anos mais tarde.A não ser que se criasse uma especie de Quantum Leap do Rock and Roll....

p.s. N�o s�o profissionais como o Miguel Quint�o que deixaram de gostar de Radio; a Radio ou quem actualmente decide os seus contornos , � que deixaram de gostar de profissionais como ele....

14.11 / 25.06.03




escrito por alvaro �s 2:17 da tarde
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MIX, RIP AND BURN: Estou agora ocupado com a "digest�o " de um numero especial de uma revista "tecnica" , a Mix, intitulado What Can Save The Music Industry, que me recorda uma outra da Musician, publicada em 1993. Ent�o, uma perspectiva "extra-terrestre", agora a realidade que a industria discografica no seu todo, retalhistas e consumidores de musica enfrentam. Longe vai o tempo em que especiais desta dimens�o, nada tinham a ver com as realidades de um mercado discografico t�o minusculo e insular como o nosso; n�o � o caso deste caso de estudo publicado pelo Mix.Se a base, � naturalmente norte-americana ,as conclus�es, tend�ncias e pistas que s�o deixadas , podem ser perfeitamente compreendidas e aplicadas a algumas das nossas realidades. Muito em breve, o resumo das linhas essenciais com que se cose, esta edi��o essencial da Mix.

BANDA SONORA : aquelas cenas habituais da MTV: sem planos de corte, das provoca��es menina-mulher da exc�ntrica Jennifer Love Hewitt, para o Beckham das alternativas: isto � um recuerdo dos Bush em meados de 90. E como o tempo passa e as "gramaticas" de grava��o , se viram contra o feiticeiro. O mesmo n�o quer dizer que live, o agora casado de fresco Rossadale, n�o possa e em exerciio de analogia assumida, " bend it like Beckham"...


13. 30 / 25.06.03




escrito por alvaro �s 1:34 da tarde
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terça-feira, junho 24, 2003

 

UMA NOITE NO YANKEE FOXTROT HOTEL: Gosto de feriados ressacados, sob o tom pardacento mais caracteristico do velho burgo.Ainda por cima, 24 de Junho, dia em que a cidade acorda zombie , em slow motion profundo e granitico. N�o seria necessario , olhar para as neblinas do Douro, para visualmente me recordar de Seattle. O que ir� acontecer , sempre que o Yankee Foxtrot Hotel dos Wilco, uma especie de Grand Hotel delux , em permanente constru��o, altere as suas formas a cada audi��o. E o que tem Seattle a ver, com a obra prima de Jeff Tweedy ?... aparentemente nada; mas foi na humida capital do poderoso Pacifico noroeste, ali�s banhada por um irresistivel e raro sol de fim de Ver�o , que e por acaso, me apercebi da projec��o de I am Trying to Break Your Heart- a film about Wilco, num daqueles cinemas, que j� nem nos Estados Unidos existem : no topo, um marquee de neon, bilheteira à porta , situado numa rua confortavel ,cheia de pequenas lojas e caf�s, chamada Queen Anne, onde tinha passado uma tarde a curar o jet lag e as emo��es causadas por uma viagem a 11 de Setembro de 2002 , para um pa�s efectivamente, em alerta maximo. Mais do que um filme, � uma especie de caso de estudo sobre a industria discografica mundial e as sua praticas. Incialmente, e ao estilo do documentarista D.A. Pennebaker, observamos as sess�ers de estudio, do que viria a ser Yankee Foxtrot Hotel. Mais estimulante ainda , as manobras de bastidores, e as expectativas excessivas, que se criam entre a Reprise e os representantes dos Wilco, algo que escapa por completo aos musicos, " entretidos " por sess�es muito complicadas e permanentes diverg�ncias entre Tweedy e Jay Bennet que ir�o levar à saida deste.
Inconstante e contraditorio, Tweedy , vai para a estrada , apresentando a solo ,uma direc��o competamente diferente ,da que estava a arquitectar para as can��es do seu Yankee Hotel, vis�o sonora , algures entre a constante reinterpreta��o da musica da America e explora��o electronica a la Radiohead. Mas o verdadeiro drama estava para chegar: entre reconvers�es, fus�es e crise geral da industria discografica, a next big thing da Reprise, passa a ser uma das bandas empacotadas. E para isso bastou a demiss�o, do executivo que tinha sido o principal responsavel pela campanha e or�amento do disco. Sem Benett, sem contrato discografico , mas com os dolares de compensa��o no bolso, a segunda parte do filme , gira � volta da Twilight Zone em que Tweedy se encontra, e a forma como a net permite que o album circule entre os fans. A reviravolta final , d�-se com um novo contrato, mais 300.000 d�lares e um novo ciclo de vida para os Wilco e para Yankee Foxtrot Hotel. Ironia das ironias: se s�o , um dos cerca de 1000 portugueses que compraram o disco no nosso pa�s, ter�o reparado que a etiqueta � a Nonesuch, isto � uma subsidiaria da Elektra, por seu lado , uma parte da WEA, que por seu lado faz parte da AOL Time Warner . O mesmo quer dizer que os Wilco foram pagos para ser despedidos de uma companhia do grupo, para voltarem a ser contratados por outra do mesmo grupo de comunica��o e conteudos: a ver sem reservas, a preto e branco o que acrescenta ao filme, agora em DVD, um tom ainda mais dramatico e documental...

BANDA VISUAL: em fundo, o Telejornal da RTP .Observado a partir de um quarto do Hotel de Jeff Tweedy.....

21.36 / 24.06.03




escrito por alvaro �s 9:40 da tarde
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PORTO COM ABRIGO: Gosto do caf� Piolho, no centro do Porto. Em especial da esplanada . Por vezes fico apenas a olhar em volta e a rebobinar, outras incarna��es daquela area da cidade, nos ultimos tempos espezinhada, esmagada por obras que nunca mais acabam.Ainda n�o tenho uma opini�o final sobre a ilha de pedra que rodeia as pra�as, em especial porque como muitos portuenses aguardo o que se vai fazer, re-fazer ou voltar a fazer na Pra�a de Carlos Alberto.O que isto tamb�m quer dizer � que deixo, os habituais "escritorios" situados na Foz, e procuro no Ver�o, e quando posso ou sou obrigado, paragens a que poder�o chamar dowtown . E n�o � de facto, um desejo morbido de andar ao contrario, mas sim e assumo o privil�gio de viver perto do mar e n�o sentir febres de Ver�o, legitimas e compreensiveis..
Esta intro tem a ver com um momento simpatico , ocorrido sob calor intenso e quando me preparava para mirar as mais recentes aquisi��es livreiras ( 2 classicos sobre a longa e suada historia dos Blues e o indispensavel Bod Dylan Companion). Se a minha exposi��o mediatica e publica � hoje bem menor e mais subtil, por outro lado as abordagens, normais nesta profiss�o, s�o e em geral mais interessantes . Foi o caso de um apressado portuense que se aproximou da minha mesa D Ouro. N�o � de facto a primeira vez, mas tenho notado um aumento de refer�ncias , observa��es ou simples reac��es �s sess�es audio-visuais que tenho levado a cabo nas FNAC . O que come�ou por ser uma forma de manter "os musculos em forma" , aplicando conceitos de radio e televis�o �s habituais confer�ncias e aproveitando para o fazer , em especial num periodo em que as oportunidades n�o surgiram, est�-se a tornar numa actividade de comunica��o autonoma e muito estimulante. Bem sei que n�o � todos os dias que se disp�e de material t�o explosivo como o recente e "wagneriano" DVD dos Led Zeppelin, mas acreditem que com muita ou pouca gente, a historia da pop .rock do seculo XX, tem passado pelas FNAC...


BANDA SONORA: Mais uma perola da revista UNCUT: desta voz aproveitando a dedicatoria a Neil Young, uma compila��o de cantautores , que e por exemplo o Cowboy Miguel Quint�o , conhece h� muito de varias pradarias sonoras. Entre Jesse Malin e Mathew Ryan , passando por Kelly Joe Phelps e terminando no dueto Daniel Lanois/ Bono, h� muito mais por onde escolher. A escutar , sem gelo , como um bom bourbon....

18.39 / 24.06.03




escrito por alvaro �s 6:42 da tarde
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DUBLIN, CALIFORNIA: Diz-me o que escutas , dir-te ei quem poder�s ser.A adapta��o do adagio popular aplica-se perfeitamente aos irlandeses The Thrills. J� os citei neste pasquim digital, a proposito das refer�ncias visuais , vitaminadas e nutritivas do clipe , que ainda vai passando na MTV Grega ou Israelita que continuamos a receber neste canto do Atl�ntico . Fiquei muito feliz, quando numa das rubricas habituais da Uncut, os Thrills citavam The Band, depois os essenciais Sunflower e Surf is Up do "multifr�nico" inicio de 70 dos Beach Boys, e ainda os Byrds. Nada mais a proposito, quando a propria Uncut, prepara um trabalho de fundo sobre a "banda que inventou tudo"...

BANDA SONORA: proto Steely Dan, pr� Elton John barroco, codigo ADN que demonstra que Badly Drawn Boy tamb�m � um filho bastardo de Carl and The Passions, um "conjunto" formado pelos Beach Boys , durante as " ferias mentais " de Brian Wilson...

17.01 / 24.06.03





escrito por alvaro �s 5:04 da tarde
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MONDEGO CITY, SEMINOLA COUNTY: Desolada manh� p�s s�o-joanina.E o regresso aos tons sepia da Foz do Douro . At� as ruas da Cantareira � Foz, parecem ressacadas por um bizarro 23.06.03, vivido entre duas margens e dois fogos de artificios, os "pum pum pums" que tanto assustam a minha baby, ainda por cima triste porque os bal�es iam ficar "queimadinhos e morrer..." Vibra��es municipais ( e muito m�s, assinale-se uma vez mais...) � parte ,e mais um capitulo ( bizarro) desta Twin Peaks � beira Douro, foi com blues alucinados que percorri as ruas das freguesias de Lordelo de Ouro, Pasteleira e Foz � procura da cafeina matinal, entenda-se a leitura da Bola, Record e Jogo...
Creio que � Robert Fripp quem insiste no profundo poder magico dos sons; e mais do que um determinado tipo de analises, que correspondem as discuss�es sobre as velas ou a embraiagem de um automovel, interessa-me muito mais a performance, o efeito da viagem, uma especie de " ultimo comboio para Memphis", roubando o titulo do livro de Peter Guralnick, que relata em forma de tragedia grega, a descida aos infernos de Elvis.E neste caso a viagem que Sauselito 1pm, da autoria dessa "acesa" personagem que se chama Legendary Tiger Man e a sua orquestra de um homem s�, me proporcionou a caminho do mar , n�o foi nem a Sausalito, a norte da California, nem a San Ysidro no sul e muito menos a El Paso , ou ainda a Souselas, bem mais perto do Delta pessoal de Paulo Furtado, mas sim a noites de can��es de fronteira.E total desatino, que o actor Harry Dean Stanton e o seu conjunto proporcionavam regularmente, para gaudio da nova e da velha Hollywood , concentrada para uma especie de Paris, Texas sonoro...
O potencial cinematografico do projecto de Paulo Furtado, n�o passou despercebido � Rock et Folk, e muito menos a percep��o que se trata de um concept s� possivel de ser idealizado por quem e de facto , " vendeu a alma ao diabo , nos cruzamentos de das estradas 61 e 49", at� porque presumo que isso n�o tenha acontecido na esta��o de Coimbra B.Old Blues got me, geme possesso. Como evocasse os espiritos de Charley Patton , ou transformasse o Mondego, no rio Yazoo....

BANDA SONORA: por coincid�ncia absoluta, os sons de uma juke-box de cantina imaginaria, situada perto do Rancho Cucamonga. As can��es sobre o suor o sexo e magia da autoria do guitar slinger , Lendario Homem Tigre.

24.06.03 / 16.24




escrito por alvaro �s 4:29 da tarde
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segunda-feira, junho 23, 2003

 

The Devil got his soul, everybody knows. Robert Johson s Music Lives on. Roll on... Frase chave de Chuck E Weiss.: Talvez se recordem de Man on The Moon e da cena em que Andy Kaufmann, convidava a audi�ncia para uma ceia de bolinhos e leite. Um show de Weiss termina invariavelmente da mesma forma: ap�s uma serie de delirios( sempre os mesmos , confirmando que o melhor improviso � o ensaiado), a audii�ncia � convidada para um pequeno -almo�o refor�ado numa das institui��es mais bizarras da cidade dos anjos: o Deli judeu Canter s , aberto 24 / 7, com empregadas, matronas "kosher" que s�o ainda do tempo em que Zappa ou Phil Spector por ali passavam. Um verdadeiro monumento , provavelmente uma experi�ncia bizarra para quem l� aterrasse , sem qualquer aviso previo . Mais do que as sopas de matzo, as sanduiches de pastrami ou lox, e a atmosfera tipo Woody Allen, � a possibilidade de uma qualquer potencial "capa de revista" por ali aparecer a qualquer hora do dia ou da noite, que torna o estabelecimento muito especial. Situada em frente do altamente recomendavel Caf� Largo , numa das zonas mais tradicionalmente judaicas da cidade, a Avenida Fairfax, a Delicatessen Canter s, aberta sem interrup��es desde os anos 20, era ainda mais recomendavel � segunda -feira, noite de varias perip�cias e numeros ,como a da placa em honra do comendador Chuck E Weiss.Nessa noite e ap�s o show( recordo que se manteve em cena perto de 15 anos, apenas interrompido para a unica vez em que Weiss abandona Los Angeles e n�o surge em palco: a habitual visita de Thanksgiving, � familia Weiss em Denver) ,a celebra��o era invariavelmente feita no Canter s ,ou n�o fosse este o local onde um dos herois do artista era visto: o pai da stand-up comedy mais politica e alucinada, Lenny Bruce. Nunca lhe perguntei ,se as dezenas de fieis que ali surgiam depois da meia -noite , tinham contribuido para a sincera homenagem da ger�ncia:para al�m de um local de estacionamento privativo , sob os neons do estabelecimento, onde o Ford azul de 1962 era uma das atrac��es , Weiss foi agraciado com uma area exclusiva , protegida por uma corda de veludo( a famosa velvet rope, simbolo de status e estratifica��o. O local � assinalado pela placa ,que agradece os servi�os prestados � musica americana mais pura e profunda e contempla ainda uma mesa de formica privativa, para o uso exclusivo do artista e dos seus convidados, tudo isto valido e apenas � segunda-feira. Dependendo dos humores do man, tanto lhe dava para a encher de amigos e convidados, como para estar sozinho , preparando mais um voodoo aprendido num Delta imaginario.
Cut to : Highland Avenue. Como estivessemos numa daquelas espeluncas, onde e secretamente se toca e dan�a a musica do diabo, num Mississipi imaginario, come�am a chegar os fieis para a congrega��o domingueira.Procuro um local de estacionamento. A vizinhan�a n�o � para brincadeiras. O Ford azul de Weiss , parece consciente do seu papel de "c�o ", em todos os filmes projectados pelos seu "dono". A vers�o voodoo dos Goddamned Liars( um trio , em que Weiss toca washboard e percuss�es alucinadas) est� pronta para iniciar o baile. " Ainda bem que vieste hoje" diz-me com o gutural e rouco tom, habitual , para quem se sente por acaso nos anos 90. "Tenho uma surpresa para ti. Est� c� alguem que gosta do teu pa�s .." Aproveitando os momentos que ainda restavam, leva-me a uma das poucas mesas do apertado Highland Grounds.A uma dist�ncia curta , reconhe�o a figura: ainda meio ensonada pela viagem desde o deserto, ou por uma tarde de filmagens ou ainda por uma medica��o qualquer, creio que me foram dadas as tr�s perspectivas, est� o motivo para a invulgar intensidade de Waits: o homem que fechava a santissima trindade da boemia e do desatino , durante as loucas noites vividas no Motel Tropicana: Tom Waits, ele mesmo...
Ambos trocam palavras de circunst�ncia , entre sorrisos beatificos de zen estilo deserto do Mojave de Waits e os habituais sarcasmos alucinados de Weiss, frases feitas que repete constantemente como se fosse um poeta da beat generation. Express�es que j� ninguem usa , como "cats", hipsters, "broads", fazem sentido sob o mesmo fato que usa , sempre que o vejo actuar. Uma especie de zoot suit amarelado , por cima de um t shirt de al�a branca, afinal a base para a capa do seu primeiro CD. Sem precipitar qualquer tentativa de dialogo, erro de principiante , para quem deseje funcionar normalmente ,numa cidade carregada de icons e simbolos da "celebrocacia "mundial, usufruo do momento com toda a tranquilidade, mas tambem com toda a aten��o e respeito. O que n�o quer dizer que tenha percebido fosse l� o que fosse que Weiss estaria a dizer. Talvez por isso, ou pelas indica��es do proprio , em mais um momento extra-terreste, Tom Waits decide explicar melhor a sua rela��o com Portugal. Aparentemente , a sua liga��o ao professor portugu�s de alem�o , nos seus tempos de San Diego era muito especial. Explico-lhe que os portugueses se instalaram na regi�o mais a sul da California desde o seculo XIX, dominando as industrias agro-pesqueiras e a panifica��o. N�osabia, disse-lhe, � que tamb�m dominavam o ensino de alem�o...l� achou gra�a � gra�ola( o efeito poderia ser o contrario) e parece despertar inteiramente da medica��o , ou da viagem desde Lancaster ( Zappa e Captain Beefheart s�o " cidad�os honorarios "da desolada area do deserto , situada � entrada do perimetro urbano da megalopolis californiana), para me explicar que mais do que o professor de alem�o, a liga��o a Portugal era-lhe recordada , sempre que se deslocava � incomparavel Tijuana. Aparentemente uma prostituta an�( refor�a a ideia sem qualquer ironia) de nome Fatima, com quem estabeleceu uma rela��o de observa��o humana, contava-lhe a mesma historia: queria juntar dinheiro para visitar o Santuario com o mesmo nome....e pedia-lhe sempre uns trocos para o objectivo � possivel que ainda hoje , o fa�a. Lembrar-me -ei da historia logo que volte a atravessar a fronteira "cal -exico" em San Ysidro e leve logo com os numeros habituais, peditorios, vendedores ambulantes, barraquinhas de "real" comida mexicana e naturalmente seguir os melodramas cantados e contados por mariachi cegos, que me fizeram recordar os tempos em que menino e mo�o, os "colegas" portugueses iam a casa das pessoas, cantar as desgra�as e crimes ocorridos numa noite de Ver�oali para Recesinhos, vers�o pr� digital de alguns telejornais televisivos do seculo XXI
Quanto a Waits, adormeceu logo a seguir na mesa, para despertar alguns segundos depois, sorrir beatificamente e voltar a "desaparecer" para bem dentro da sua cabe�a...s� ele sabe onde.Amen

BANDA SONORA: Para tornar o filme mais real, mais uma k7, comprada por 1 dolar e usada em milhares de milhas pelos desertos do imenso sudoeste americano: King of The Delta Blues Singers, Vol II . O homem que vendeu a alma ao diabo nos cruzamentos das estaduais 61 e 49. Robert Johnson

17.58 / 23.06.03






escrito por alvaro �s 5:52 da tarde
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The Devil got his soul, everybody knows. Robert Johnson s Music lives on....: Ainda sob esta onda de encontros imediatos e de historinhas da carochinha, quando me perguntam sobre o meu momento mais delirante, a minha resposta � invariavelmente a mesma : um numero que inclui um professor de alem�o portugu�s e uma prostituta an� , em Tijuana , provavelmente a comer iguana grelhado( roubo descarado a Stan Ridgway, o Raymond Chandler da pop e aos Wall of Voodoo em Mexican Radio) .A parte do iguana n�o fez, e de facto parte do filme, decorrido no Highland Grounds Cafe. Uma liberdade visual para refor�ar a atmosfera invariavelmente Clarksdale, do boemio caf� situado no cora��o de Hollywood, na esquina das avenidas Melrose e Highland, habitado pelos fantasmas de Charley Patton, Son House e Robert Johnson , mas apenas aos domingos...
A banda sonora, e s�o neste momento 2.29 da manh�, � fornecida por uma das personagens principais : recuperei uma das k7s( forma mais digital de dizer cassette) que mais me acompanhou ao longo de infinitos boulevards de neon.: entre outras historias, os sapatos de um defunto, uma vitima dos ritmos e blues em doses excessivas, judeus maus em Malibu, diabos e bluesmen,becos pouco recomendaveis e esquemas varios que invariavelmente passam por moteis , no lado errado da cidade , protagonizados por enganadores de todos os estilos e feitios. Antes que seja tarde, apresento a primeira figura: Charles Ernest Weiss, mais conhecido por Chuck E. Weiss , exactamente o figur�o da can��o de Rickie Lee Jones , cronica de costumes de uma epoca em que ambos ,com a ben��o da estrela deste filme, criaram um "manicomio ainda por ultrapassar"( 1) no lendario Motel Tropicana, durante os anos 70 ...
Resumir o voodoo de Weiss � eternidade de uma das grandes can��es que conhe�o, � de facto muito redutor. Pe�a decorativa de uma serie de exc�ntricidades e bizarrias made in Hollywood, "ajudante de campo" do homem com quem surge na capa de um disco chamado Nighthawks at The Diner, protegido do cl� Johnny Depp,e "dono " durante mais de 15 anos ,das noites de segunda-feira com um verdadeiro e imperdivel ritual de musica do diabo, acolitado pelos Goddamned Liars( Malditos Mentirosos), Weiss � de facto uma lenda viva.E foi com todo o respeito e venera��o que comecei a surgir regularmente no ent�o infecto The Central( mais tarde o Viper Room , e para os mais atentos o local onde Oliver Stone colocou os "seus" Doors a iniciar as sortidas ao Sunset Strip). E a n�o ser que existisse um compromisso profissional inadiavel, o ritual de segunda-feira hollywoodesca era cumprido como se fosse um estagiario de Budismo Tibetano, o que me permitiu a pouco e pouco, aproximar-me do nucleo duro e passar a uma segunda fase, que incluia a frequ�ncia da vers�o mais fechada e demente que decorria aos domingos no local onde , e literariamente se cruzam professores de alem�o portugueses e an�s prostitutas de Tijuana.
A simpatia de Weiss pelo nosso pa�s( ele que nunca saiu dos Estados Unidos e nem faz ten��es de o fazer jamais..) tem a ver com algum conhecimento das explora��es quinhentistas, mas fundamentalmente pelo amigo do peito, o verdadeiro actor que se chama Marshall Bell, uma daquelas faces que j� viram em dezenas de filmes , mas da qual n�o se recordam, e que por qualquer raz�o que ele proprio n�o me conseguiu explicar , adorava a Madeira , o que no mundo de Uncle Chuck basta ; e claro a personagem central deste filme , numa rarissima apari��o publica... Estou em crer que n�o se tratou de atitude ,mas sim de uma postura de "normalidade" ,face �s celebridades e vedetas mundiais que fazem de Los Angeles a sua base. Ou ent�o a presen�a de potenciais " capas de revista" como Johnny Depp, e Winona Ryder, que desviou as aten��es do lendario performer, cuja presen�a deixou Weiss � beira de um verdadeiro e raro ataque de delirio. Alias habituado a todo o tipo de figur�es e parte integrante de uma Hollywood mais alternativa e underground( recordo que em 1993, numa fabuloso artigo sobre Johnny Depp, publicado pela ent�o muito recomendavel Details, Weiss descrevia o actor e santo padroeiro,como alguem que "mijava sentado como uma mulher" atitude tipo , que tornou o momento , ainda mais especial...
N�o percam o proximo episodio de mais uma blognovela: ficar�o a conhecer a identidade da figura cuja presen�a deixou Weiss � beira de um raro ataque de delirio ...

BANDA SONORA: Tendo em vista este confessionario, recuperei um formato do qual j� nem me recordava: a k7.Uma delas, � branca , sem capa e sem edi��o oficial e foi comprada por 10 dolares ao proprio artista. Trata-se de uma serie de grava��es de Chuck E Weiss e dos Goddamned Liars , muito antes do album editado pelo Ryko e produzido por Tom Waits ter surgido, mais de 20 anos depois de Weiss ter gravado um unico e rarissimo LP....

(1) cita��o de conversas ao pequeno almo�o , com o lendario Art Fein, um dos mais reputados musicologistas e contadores de historias da carochinha que algum dia tive a a honra e privil�gio de conhecer e privar.Esta refere-se ao estado catatonico em que Weiss se encontrava quando "vivia" algures no Motel Tropicana...




escrito por alvaro �s 3:46 da manhã
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domingo, junho 22, 2003

 

BLOGNOVELA: EPISODIO 2 E FINAL. COMO BECK SE TORNOU NUM MEMBRO DOS UP WITH PEOPLE OU DA KELLY FAMILY: Enquanto Snoop, prossegue as suas aventuras no canil ,em Doggystyle puro e duro, ou uma clara homenagem aos filmes de Cheech and Chong, como por exemplo Up in Smoke, regressamos à blognovela:Clive Davis , cuja biografia daria para encher varios episodios, transformado num aut�ntico fazedor de milagres( vide os mais de 11 milhoes de copias de Supernatural de Santana) tenta aplicar a mesma formula magica ao imprevisivel Prince. � mesmo o lendario executivo , quem est� no palco do Mermaid Theater a apresentar Rave Until the Joy Fantastic, n�o resistindo a uns p�zinhos de dan�a ou a umas manifesta��es de modernice, a que os brits reagem com o cinismo habitual. Explicados os contextos, apresentados os convidados , esgotada a diplomacia show biz, Davis abandona o palco do pequenino anfiteatro da zona Jack o Estripador de Londres ,e deixa-nos a s�s com Prince , e a sua banda , agora liderada pelo baixista Larry Graham , o reverendo funk e um dos poucos membros da Family Stone , a ficar com o cerebro intacto, exactamente a mesma, que podem ver no DVD, disponivel no nosso pa�s. Imediatamente somos transportados para um templo baptista , algures no Sul da America, ainda por cima aquecido pela nova e messi�nica vers�o do simbolo, verdadeiro ID do artista durante os anos 90.Seria suficiente ter assistido a esta matin�e, para regressar ao Porto mais do que satisfeito pela audio-ben��o, cujo acto inicial foi uma poderosa vers�o de Lets Go Crazy e os seguintes uma verdadeira orgia sonora, reconhecida que � a apet�ncia de Prince ,pelas jams sessions nos sitios mais inesperados. Mas faltava o bolo na cereja: de facto Beck , � uma das cerca das quatro centenas de convidados. Incognito, at� ao inicio dos encores, � finalmente localizado pelo grupo nacional, liderado pelo executivo Paulo Ferr�o ent�o ao servi�o da BMG.O Homem de Sexx Laws, esteve praticamente todo o tempo numa fila proxima da nossa, sem que nos tenhamos apercebido. Simpatico, reconhece-me e prepara-se para os encores que n�o tardam.Entre n�s , lan�amos a hipotese, aparentemente obvia sobre a possibilidade uma jam session, que tornaria o evento ainda mais historico.Mas estamos no templo de Prince . E como v�o ver a seguir , " os fariseus" ficam à porta. Regressado dos bastidores , o artista desata a apontar, para os que gostaria de ver no palco a dan�ar , para a apoteose final: joga com a audi�ncia, cria momentos de show biz puro , continua a escolher e a apontar, at� que chega a vez de Beck. Este meio confuso, sem saber se tinha sido reconhecido ou se era apenas uma escolha fortuita, l� se decide a juntar-se ,aos que j� se encontravam no palco. Ao entrar, volta a hesitar, aguardando que Prince d� um sinal...qual qu�: Beck � olimpicamente ignorado,enquanto a cena tipo Up with People prossegue.Outros espectadores v�o sendo escolhidos e ao bom do Beck, cada vez mais confuso, n�o resta outra solu��o, do que fazer um numero de palco , dan�ando como os outros mortais, at� que His Purpleness se decida a encerrar a cerimonia . Ainda segui com os olhos Prince, na expectativa de apreender se tinha reconhecido um dos herdeiros do seu trono, ou se ,e de facto tinha fria e calculadamente aproveitado a ocasi�o para demonstrar a mais altiva e real indiferen�a, por um artista ,que e pelo menos no seu pa�s. se encontrava numa posi��o de mercado mais favoravel, um dos icons mais importantes da decada de 90, da qual nos despediamos vertiginosamente.
Inclino-me mais para um golpe de asa de Prince, sem que no entanto n�o deixe de assinalar que off stage, Beck pode passar despercebido at� no novel Cais de Gaia em fim de semana s�ojoanino. Proponho ent�o um final interactivo: decidem os "espectadores" desta blognovela....

BANDA VISUAL: os k9 de Snoop l� dão conta do recado. E não deixam creditos por membros alheios. Aviam mais umas raparigas avantajadas, sob a direc��o das rimas de Snoop cada vez mais incompreensiveis , ou n�o fosse notoria a inspira��o ( ?) causada por uma subst�ncia que n�o creio seja tabaco...Dogg realizador , em rigoroso estilo Nero gangsta , comanda os planos em formato Doggystyle... e despede-se com mais um incompreensivel, lento e nevoeirento discurso em snoopdogguês.....

2.47 / 22.06.03




escrito por alvaro �s 2:51 da manhã
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BLOG- NOVELA: COMO BECK SOUBE QUE PRINCE ESTAVA NA CIDADE...EPISODIO 1. VARIEDADES FORNECIDAS POR SNOOP DOGG E O SEU CANIL PRIVATIVO: O que poder� ligar uma pe�a da Uncut, sobre o regresso ao minimalismo folk mais feroz , de Beck Hansen e um DVD de Prince gravado durante a passagem de ano 99/00 , que pude espreitar hoje? confesso que, e aparentemente nada.No entanto neste verdadeira Adega da Vila digital ( piada algures entre pinhais , rio e mar...)� possivel encontrar uma explica��o: tudo tem a ver com Londres. Um grupo restrito de jornalistas de entretenimento juntam-se a Beck Hansen num Hotel de Knightsbridge. Desse grupo, apenas um se vai manter na cidade, para prosseguir uma miss�o profissional que envolve outro artista,isto � Prince, de regresso a uma cidade que sempre o acolheu de bra�os abertos. Com Beck falamos de tudo um pouco: da alucinada entrevista em directo na Antena 3, com os Tr�s Duques das Amoreiras; da garrafa de absinto que levaria para a California , das historias que contaria no programa do Jay Leno, da responsabilidade de seguir Odelay( e recordo que a estreia mundial de Mutations se deu durante a emiss�o live. Beck retirou um CDR e pediu-nos para tocar uma das can��es) e claro da forma, como mais uma transforma��o, desta vez em interprete de musica negra, estava a ser interpretada. Eis sen�o quando sugiro ao homem de Loser, a secreta e privada ben��o de Prince, agora o ex artista , anteriormente conhecido como Artista e de novo Prince, sob a batuta do modernissimo velhinho e lendario Clive Davis...( to be continued..um pouco como The Love Boat que a Sic Gold ressuscitou...)

BANDA SONORA: ou visual...poderia ser uma homenagem � sua memoria de rapper, caso as balas tivessem mesmo acertado no "nevoeirento" cerebro de Snoop Doggy Dogg, em mais um atentado gangsta ocorrido numa area de LA que conhe�o bem e que por isso mesmo evitava.Pelo menos a banda sonora � melhor do que a que � geralmente utilizada nas longas - metragens de qualidade exibidas sazonalmente no canal 26. Doggystyle, algures entre a stand up comedy, Hugh Hefner gangsta . Hilariante , mesmo tendo em conta que a vers�o que est� a passar agora em DVD, � mesmo hard core.Snoop em vers�o Spike Lee XXXXXX ....imperdivel

1.48/ 22.06.03




escrito por alvaro �s 1:53 da manhã
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sábado, junho 21, 2003

 

: ESQUISSOS "Esquissos s�o rascunhos, s�o estudos sobre uma ideia. Esquissos porque nunca � um projecto acabado.". � assim que Tiago Bettencourt, vocalista, letrista e principal compositor, apresenta o primeiro disco do Toranja, banda que tenho acompanhado ao longo dos �ltimos dois anos, depois do mui interessante "single" de apresenta��o, "Fome (Nesse Sempre)", integrado no disco anual da Optimus, uma esp�cie de Selec��o de Esperan�as anual da m�sica nacional. Depois de entrar na quinta dezena de audi��es ao disco, confirmo a ideia inicial que o disco � uma pequena desilus�o, em rela��o ao que esperava, at� pelo que tenho visto ao vivo a banda. Parece-me que os Toranja s�o mais uma banda para se ver e ouvir ao vivo, do que no conforto do lar. � ineg�vel que Tiago � uma grande promessa nacional, como escritor de can��es - bel�ssimas letras, diga-se -, aliando a isso uma das mais interessantes vozes surgidas no nosso Pa�s nos �ltimos anos - e confirma-o neste disco, onde �, claramente, o elemento a destacar. Agora os adornos e arranjos feitos pelo resto da banda, tiram algum brilho as m�sicas, sobretudo alguns solos de guitarra excessivamente rock-fm que gravitam em algumas can��es, retirando bastante do encanto da composi��o original. No entanto, h� uma can��o lind�ssima neste disco: "Cada vez mais aqui", apenas com voz e piano de Tiago Bettencourt - que dificilmente se livrar� de compara��es a Jorge Palma -, as quais se podem juntar, num segundo patamar, mais duas ou tr�s can��es, nas quais se inclui o single "Cen�rio". Nota negativa para "Nada", antigamente denominada "Vem Rastejar", m�sica de culto aqui e em outros lares, ao longo do �ltimo ano. A vers�o que os Toranja fizeram destrui a beleza da antiga vers�o. O meu grande amigo Carlos Serra diz que os Toranja assassinaram a can��o - em parte, concordo. Aquela que poderia ser uma grande can��o, acaba por ser uma m�sica banal. � pena. Mas o disco pode, deve e merece ser ouvido. Entretanto, espero ansiosamente a chegada as minhas m�os do disco de Kafka - muito elogiado, ao que me disseram, pelo Nuno Calado, apesar do meu colega em "A Puta da Subjectividade", Pedro Gomes j� o ter ouvido e ter-me dito que n�o tinha gostado. Tamb�m tenho acompanhado esta banda ao longo dos �ltimos dois anos e os concertos que vi no �ltimo meio ano foram estrondosos. Recria��o do universo Murphiano, dos tempos do Bauhaus, cruzando-o com pitadas de Joy Division e Young Gods. Muitissimo interessante, numa banda coesa e instrumentalmente forte, que tem no seu vocalista "atormentado", uma fort�ssima imagem. Outro disco que me tarda em chegar � o best of de Mler Ife Dada, isto apesar da diva Anabela Duarte me ter avan�ado, quase em primeira m�o, as novissimas vers�es de Zuvi Zeva Novi e L'amour va (toujours) bien. Anabela Duarte �, na minha opini�o, sem sombra de d�vidas, a melhor voz de sempre deste Pa�s a beira mar plantado.

banda sonora: toranja - cada vez mais aqui "n�o dances t�o longe . que eu j� te vi ." . esta can��o vale o disco . � o seu principal "esquisso".




escrito por rui �s 11:34 da manhã
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O BRUXO DOS GODSMACK E O JOAO PEDRO COIMBRA: Um prazer, rever hoje o Jo�o Pedro Coimbra, o dono da Mesa, no Forum Fnac downtown...isto � Santa Catarina . Estava-se bem melhor no fesquinho do que sob a bizarra vaga de calor que se tem abatido sobre a muy fresca e sempre complicada cidade do Porto. Invicta e leal e muy nobre, mas complicada. E se necessario for, arranjamos guerras com a propria sombra, uma vers�o mais celtibera do Lucky Luke...
Hoje continuam em tour FNAC , pelas bandas de Senhora da Hora City, integrando-se no programa comemorativo da campanha pela diminui��o do IVA aplicado aos discos. Lembro-me de noites em B- Flat, afinal a aplica��o de algumas das teorias partilhadas no Caf� Aviz,o meu "escrit�rio" anos 90, com os "putos", isto � os ex Bandemonio, concentrados num estudio, escola de musica, em Candido dos Reis, onde ainda hoje est�o localizados os estudios da RDP Norte. De todos, Jo�o Pedro � o que tem uma direc��o mais definida e mediaticamente mais reconhecida. Guest Star dos Tr�s Tristes Tigres e dos Coldfinger , Coimbra tem um look tipo novaiorquino , uma especie de herdeiro actual da incomparavel pose de Alexandre Soares nos 80, isto � tornando chic, o look, "parece que saiu da cama h� 3 minutos" que n�o ficaria mal ao lado dos Kills ou dos Black Keys ou de todos os retronuevos que e gra�as a Deus, reciclam coisas que de facto gostamos: seja Leadbelly , toda a antologia de Harry Smith , os Feelies ou ainda algum do catalogo da IRS original e os Timbuk 3, duo, marido e mulher ,cuja compila��o n�o dever� tardar....
Acredito nos Mesa e na experi�ncia acumulada pelo Jo�o Pedro.Se quiserem espreitar: fim de tarde na FNAC , no mesmo local onde hà 1 ano, o indispensavel e amigo de inf�ncia, , Antonio Garcês, o nosso Paul Rodgers de Porsche preto pelas ruas do Porto dos anos 70, que ao fim de uns minutos de actua��o , j� julgava estar no Madison Square Garden..

BANDA SONORA: concordo com o bruxo dos Godsmack: com melhores roupas e um designer de categoria( express�o roubada ao muito Armani, prof Hern?ni Gon�alves) Christina Aguillera nunca seria comparada a J LO e a Britney. Era algo que queria dizer, desde que vi o clipe de Fighter: retirando o visual "custa caro vestir t�o mal" ,as can��es e, a voz e interpreta��o est�o muito mais, do que uma oitava, acima da concorr�ncia liderada pela Jenny do block...

4.20/ 21.06.03




escrito por alvaro �s 4:26 da manhã
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Canal ZAP ZAP: N�o diria como Springsteen, 50 channels e nada : na RTP 1, um filme, na 2, os " reverendos" dos canais de shopping, na SIC os habituais numeros de Juliette Lewis, na TVI nem sinal de Goucha e de Ribeiro, substituidos por um soft -core, na SIC Noticias, esta sexta-feira e aleluia ,uma especie de canal Antonio Freitas, primeiro como comentarista politico: Manson V Estados Unidos e mais tarde a dar o toque de rigor ao encontro com os favoritos de San Quentin( em Londres, n�o dando hipoteses a perguntas do tipo, " porque vestem de preto" um classico do jornalismo de espectaculos nacional, quest�o colocada em Barcelona, 1991, por um enviado da radio oficial do evento. Sobre as excurs�es aos Metallica e algumas aventuras com o cowboy de Lisboa a.k.a Miguel Quint�o, ficam prometidos outros momentos do mais puro e rigoroso bloguismo.Na Sic Mulher, uma serie melodramatica:advogadas, hospitais e as cenas do costume; j� chegamos ao GNT e aos clipes de Viva o Gordo , para continuarmos com o top ten do Canal Hollywood e a vox de Charlie Atum ( Tuna), super compress�o num daqueles estudios que custam 1000 euros à hora.Com Queen Latifah a mandar Steve Martin aquela parte, despe�o-me com Bringing Down the House , a comedia inter-racial do Ver�o Hollywood...

BANDA SONORA: o tio Mick Hucknall apresentando a sua nova pl�stica , amigas espalhadas pela piscina da casa de campo . Em observa�ão tipo controle de bar, mas mais design e made in Milano , estilo Hugh Heffner designer, sem pijama de seda e chinelos de marca. No can do, diziam os incomparaveis Hall and Oates, a quem o cenourinha pediu emprestada a inspira��o.Tenho um fraquinho pelo original.Transporta-me at� às infectas caves da Berlin de 80 e a uma solu��o urbana, que deixavas as minhas companhias berlinenses da epoca em delirio: para poupar dinheiro, passava uma noite numa discoteca tipo Christianne F, para regressar no dia seguinte ao Youth Hostel. Neste, j� me perguntavam se era dia de disko ou de cama germ�nica....

3.43 / 21.06.03




escrito por alvaro �s 3:47 da manhã
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GANGSTAS , MARTELOS PNEUM�TICOS E NOITES HUMIDAS E PEGAJOSAS: Poder� tornar-se num passatempo: celebrar o dia em que uma daquelas aparelhagens de p�p� que se escuta a kms , debite e em compensa��o, qualquer coisa de interessante. Talvez seja azar meu ou ent�o uma rela��o de causa e efeito: sempre que levo com esses numeros, � certo e sabido que terei de proteger os timpanos dos marteladas pneum�ticas de grau maximo. Este odio de estima��o vem a proposito do video de 50 Cents, e das memorias das boomboxes californianas a projectar Snoop , Dr Dre ou Tupac.Era 1993,e estavamos em tempo de guerrilha urbana;o lobby NRA, a todo poderosa Associa��o, retratada por Michael Moore, preocupava-se com Ice T e os Bodycount . Cop Killer era responsabilizada por uma serie de assassinatos de policias . Talvez por isso, a entrada no Hollywood Palace, tivesse demorado mais de 3 horas, e Ice subido ao palco , a horas impossiveis, para o estilo de vida do Sul da California.Recordo-me que era um dia t�o humido e pegajoso como o de hoje e da brisa sonora que os dolentes sons do rap west coast , sopravam para as caras multi raciais que faziam fila , em frente ao velho e lendario local , frequentado por fantasmas t�o diversos como os de Clark Gable e Veronica Lake. E ao ver Henry Rollins a interpretar Whitey, Dont call me Nigger em dueto com Ice, senti ter justificado mais uma daquelas maluquices e n�o ter escutado quem me aconselhou a n�o passar fronteiras, isto � balc�s urbanos, de uma cidade ainda a sangrar ...

BANDA SONORA: N�o captei o titulo, mas era um single de Bob Sinclair. A pose madame Tussaud de Jean Claude Van Damme , caberia perfeitamente em Sunset Boulevard de Billy Wilder ou em Days of The Locust de Nathanael West. Vis�es sobre o outro lado, bem negro ali�s da cidade de todos os sonhos
2.14/ 21.06.03




escrito por alvaro �s 2:17 da manhã
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quinta-feira, junho 19, 2003

 

ZEPPELIN DIGITAL: Desconhe�o se a radio, ou mesmo alguma imprensa ter� utilizado o cd de entrevistas , distribuido pela Warner Music .Se o souberem, comentem. Seja como for s�o mais de 70 tracks, que v�o da forma como o mega projecto se desenvolveu , passando pela cronografia do proprio DVD, terminando em comentarios mais abrangentes sobre as mitologias que se foram criando, memorias das tours, e at� a confiss�o que o projecto os aproximou um pouco mais, sem que isso signifique grandes actividades extra negocios, para alem da gest�o da Zeppelin Corporation. O que se torna mais interessante � que algumas das solidas , lucidas e dignas perspectivas de Robert Plant, s�o praticamente as mesmas que me referiu em Paris, aquando da apresenta��o mundial do projecto Page- Plant. em 1994.Com as actividades a solo previstas para este Ver�o, com a continua��o dos seus projectos academicos de musicologia em Universidades do Pa�s de Gales, n�o � de crer que " Sir Percy" , se disponha a uma reuni�o sob a sombra Zeppelin. E n�o deixa de ser sintomatico que a lideran�a de todo este mega projecto seja do mago Merlin do rock: ali�s grande parte dos id e sauda��es de radio, que surgem no fim do CD, s�o de Page, um pequeno mas sintomatico detalhe sobre a maior disponibilidade do guitarrista em manter viva a chama Zeppelin. ..

BANDA SONORA: a granitica vers�o de Whole Lotta Love e a comunica��o entre o publico e a banda, momento em que os codigos de comunh�o psicadelica , caracteristicos da epoca, eram esmagados com a subtileza de um elefante em lojas de porcelana.... 20.31 / 19.06.03




escrito por alvaro �s 8:35 da tarde
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QUEM VIU, VIU. QUEM N�O VIU, TIVESSE VISTO: � um artigo curioso incluido na ultima edi�ăo do NME: " Ser� que desejavam ter estado nestes concertos? " săo as escolhas do jornal brit, para os maiores concertos intimistas de todos os tempos. Retirando o habitual britcentrismo , (4 dos 5 concertos escolhidos aconteceram em Londres), uma das escolhas , parece-me indiscutivel. Năo se trata e infelizmente dos Led Zeppelin no Marquee em 1971, nem dos Nirvana no Southern Bar em 1991, mas sim a noite em que os Bingo Hand Jobs desceram ao muito tex-mex The Borderline em 1991. O clube e respectivo bar restaurante ainda hoje existem e seguem o seu muito respeitavel percurso. A "cantina" londrina continua a ser o esconderijo favorito de todos os foras da lei que surgem na Velha Albion.Foram 275 segundo o jornal, e teriam sido todos os que, pouco tempo antes tinham esgotado o Wembley Arena.E as centenas que vagueavam pela Charing Cross Road � procura de um milagre que poderia custar mais de 400 libras, para a epoca ,uma fortuna colossal . J� perceberam que estive presente e que posso responder afirmativamente � questăo colocada pelo NME; e de facto nem 20 libras paguei , para ver os Bingo Hand Jobs, cortesia do manager do Borderline ,agradecido pela, ali�s merecida ,publicidade que tinha feito ao seu clube.S� me disse para comprar e confiar.E foi assim que participei ,no mais pequeno , intimista e exclusivo concerto da historia dos REM de Michael Stipe,sem que antes, tenha perdido a oportunidade de revelar o meu entusiasmo pela desconhecida banda norte-americana, perante os meus colegas brit�nicos da Music Box, convencidos que se tratava de mais uma maluquice do "caxineiro" . E j� perceberam que ri melhor ,quem ri por fim....

BANDA SONORA: entre o eternamente constipado Ramazotti; a agora muito digital Pausini ; e mais uns rapazes de descapotavel e com cara de mau, para a alegria de todos os que ainda perdem tempo com a televisăo musical... 1.31 / 18.06.03




escrito por alvaro �s 1:33 da manhã
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A Via menos Rapida de John Leslie: Claro que me lembro dessas manh�s a fazer centros � Beckham para as balizas do campo de jogos , sob o olhar "octaviano" do inefavel Acacio, grande fan de um jogador que inventamos chamado Strobilay; e da miudagem de " bila miseria" com quem passava uma horas de aus�ncia total e absoluta das minhas fun��es de " artista televisivo", ent�o demasiado exposto e por vezes incapaz de controlar , face e em grande parte a uma timidez profunda , disfar�ada pelo design profissional. Mas o mais interessante � que hoje fui mesmo obrigado a viajar � Rathbone Place em Londres onde hoje se encontra a CNN e o indispensavel Cartoon Network, ent�o a sede da criativa Music Box. E fui obrigado , n�o por qualquer febre nostalgica provocada pelo nome criado pelo R.M, mas porque a Sky News a isso me obrigou. A febre Becks, o delirio tabloide do agressivo canal de noticias brit, ( explicava-se a aquisi��o de Beckham como uma forma de um clube popular na America do Sul e Sul da Europa se expandir..) foi momentaneamente interrompida com o caso John Leslie. John Quem ? muito simplesmente o nome do popular apresentador de televis�o acusado ,de ter violado Ulrika , a menina sueca que apresentava e mal, a meteo da manh� da ITV ,e hoje uma personalidade televisiva mais conhecida pelos romances torridos que incluiram a celebre escapada a Cascais na companhia de Eriksson, do que pelos concursos e jogos que apresenta num ingl�s bem mais "jeitoso" do que aquele que dominava em finais de 80.E o que tudo isto ter� a ver comigo, com a Music Box e com a Via Rapida televisiva ?� simples: juntamente com o alucinado Nino Firetto que gostava tanto de musica como eu de matematica e o cientifico e cerebral Simon Potter, encontrava-se John Leslie a dar os seus primeiros passos na grande cidade, vindo do Norte da Inglaterra, uma " marca" negativa ou ainda mais do que a minha, pobre atrasado do sul da Europa.

Banda Sonora : uma rapariga francesa de vestido cor de rosa curto e botas prateadas. No inefavel Canal Sol , mais as suas mensagens...0.56 / 19.06.03




escrito por alvaro �s 12:49 da manhã
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quarta-feira, junho 18, 2003

 

: Via R�pida

Via R�pida. Recuar no tempo, algures entre 1988 e 1989. Tinha doze anos e a televis�o, em Portugal, era est�tica e desinteressante. Ainda eram os tempos dos Luis Pereiras de Sousa e dos apresentadores que gostavam de mascar em seco. O skate era uma moda. Como foram, anos mais tarde, os patins em linha. Agora o que nunca ningu�m tinha visto era algu�m apresentar um programa televisivo a andar de skate. Eu vi e o Pa�s descolorido, no final dos 80, tamb�m viu, num ep�logo de tarde diferente. Era a Via R�pida desde a cinzenta Londres. O pontap� de sa�da do conceito de "televis�o em movimento", degenerado, anos mais tarde, por um cidad�o brasileiro e os seus macacos, macacas, cacos e cacas. Poucas semanas depois estava a jogar futebol com o homem da Via R�pida, que, por acaso, conhecia desde a inf�ncia em "bila mis�ria". M�tica futebolada no velho recinto do Parque de Vila do Conde, em que o �lvaro Costa a fazer exerc�cios de descompress�o matinal se cruzou com uma s�rie de putos, entre os 12 e os 13 anos. Primeiro convenceu o "ditador" Ac�cio a deixar-nos jogar � bola. Depois, jogou connosco. Lembro-me que marcou um ou mais golos. Por certo, o �lvaro j� n�o se lembra deste epis�dio. Eu nunca mais me esqueci - nem deste, nem do skate, nem de algumas manh�s e tardes junto � praia a discutir a actualidade futebolistica veraneante. � um prazer encostar-me aqui a um cantinho, nesta Via R�pida digital - d�cada e meia depois da outra - a que marcou o in�cio de uma pequena-grande revolu��o.


banda sonora: mesa . bel�ssimo disco de estreia da banda portuguesa . n�o trazem nada de particularmente novo - para al�m do facto de cantarem em portugu�s, o que � quase uma novidade neste tipo de m�sica -, mas � um trabalho bem feito, muito bem tocado e extremamente agrad�vel ao ouvido, sobretudo para estes dias de calor intenso . a voz da m�nica ferraz � um delicioso b�lsamo - e fico-me por aqui . o melhor � n�o dizer mais nada .




escrito por rui �s 3:08 da tarde
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No Quarter; uma vez mais....: N�o surpreendeu o impacto brutal do DVD dos Led Zeppelin.O concept que o desenhou , aplica-se ao que se pode chamar de idade do DVD e � o resultado de uma serie de vontades, leia-se igualmente or�amento, que permitiu a cria��o de um momento audio-visual de que Atiila, o Huno se orgulharia.A minha FNAC world tour prossegue esta sexta na baixa do Porto: ap�s 3 horas em Cascais; 4 no Norte Shopping e a maior audi�ncia que terei tido nas habituais sess�es de caf� , conversa e video, espero poder bater o recorde e passar o DVD na integra.Voltarei ao assunto, mas antes e a proposito de um verdadeiro bombardeamento de media , a confirma��o de 2 estilos de composi��o: a vertente historica e por vezes ainda demasiado biografica , sinal habitual na imprensa nacional , que no entanto e em geral esteve bem, n�o insistindo nos habituais e pegajosos angulos de memoria e nostalgia, reconhecendo a import�ncia "actual" , a re-escrita tecnologica de um momento unico da historia da pop-rock do seculo XX.Por outro lado a perspectiva anglo saxonica, menos assente na ideia que as notas essenciais da biografia, sejam ainda desconhecidas do seu publico. Explicando-se assim o tom demasiado academico, finalista de curso Zeppelin ,e consequenemente pouco pessoal de algumas das pe�as que pude consultar na imprensa nacional, com a ideia que o publico -leitor n�o sabe o essencial .Por isso , e em vez de refer�ncias ao conteudo audio-visual em si e ao seu contexto , temos longas disserta��es que depois n�o permitem espa�o a detalhes aos quais voltarei muito em breve. Na ultima edi��o da Q e sob o titulo Dancing Days , a pe�a inicia-se de uma forma impensavel para os editores nacionais: " homens nos pubs- e s�o sempre homens- por vezes debatem o que teria acontecido aos Zeppelin na decada de 80?" Foi uma das perguntas que coloquei nos encontros realizados na FNAC at� porque me recordo do choque causado pelo look armani roll de Page, moderna�o de Plant e Saturday Night Fever de JPJ.Um inicio prometedor que descamba um pouco com as habituais faltas de aten��o que algumas revistas brit , dão mostras: consegue acertar no nome de Germaine Greer nos bastidores de um concerto na Australia , mas confunde a personagem, para quem s�o dirigidas as suas aten��es: trata-se de John Bonham e n�o Plant como � referido no texto. Ali�s um dos momentos mais interessantes porque nos oferece uma imagem bem mais suave do nomeado "troglodita de profiss�o" da banda.
Estas distrac��es, em geral pouco habituais nos jornalistas de refer�ncia da cultura pop em Portugal, fazem no entanto parte do estado actual de uma boa por��o da imprensa musical brit e s�o bem mais comuns do que possam imaginar...

BANDA SONORA: mais um daqueles anuncios bulgaros ou israelitas com que a sec��o da MTV � qual ainda pertencemos , costuma brindar os espectadores deste canto celtibero da Europa atl�ntica e n�o mediterr�nica como a rapaziada da esta��o costuma pensar. Pode ser que a abertura de uma embaixada no Vaticano da pop, possa ajudar a re-equilibrar o mapa da Europa.... 14.20 /18.06.03




escrito por alvaro �s 2:24 da tarde
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: Se fosse uma sequ�ncia programada ,era de facto um genial momento videoclipico. Primeiro uma California mental, entre os filmes de Surf, os delirios dos Monkees( ali�s citados) e refer�ncias a Brian Wilson, Jimmy Webb ou Randy Newman. embrulhados em tons dourados , amplamente fornecidos pela textura visual , que n�o deixa de piscar o olho ao " leite e mel" do Estado Dourado. A can��o chama-se Big Sur, uma outra refer�ncia profundamente californiana. Claro que s� poderia ter sido idealizada "� dist�ncia" isto � por jovens cultores de uma memoria audio- visual como s�o os Thrills. E logo a seguir uma especie de California do deboche, da decad�ncia, das festas e do Hollywoodismo.Clich�s de sexo , drogas e rock and roll, que desfocam o faux crooner Robbie Williams. J� n�o bastava terem transformado o very brit, num cowboy solitario e terem largado Daryl Hannah para ajudar � festa, agora transformam-no num dandy de meias cor de rosa, boxer -shorts , uma especie de Hugh Heffner do inferno,liderando uma mans�o Playboy situada nas inacessiveis e "diabolicas" colinas de Hollywood. Na MTV unpaused, onde ainda e de vez em quando ,( mesmo se a sequ�ncia tenha sido uma especie de sorteio da UEFA), se podem assistir a momentos visualmente ricos e mais reveladores do que os comicios criticos a que estamos habituados...

Banda Visual: Beverly Hills 90210 dos indies: Popular na Sic Radical. Viva Carly Pope. Vejam-na durante 49 segundos em Orange County, mais uma maluquice com Jack Black. 2.05. 18.6.03




escrito por alvaro �s 2:07 da manhã
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Radio Ideias: ... " a radio est� de tal maneira segmentada do ponto de vista demografico que os seus formatos resistem aos eventos e ao mundo em geral. Nesta dimens�o, � sempre ...o que quer que tenha sido programado por um computador Nas esta��es de Hip- Hop, Best 70, Lite Rock para n�o mencionar as radios informativas 24/7, Kurt Cobain nem morreu nem est� vivo, nem ter� nascido...finalmente e ap�s 6 horas de viagem na fronteira do Missouri com o Arkansas uma esta��o mistura Salt - N- Pepa, Michael Bolton e Beck. De repente surge All Apologies . Nenhum comentario. Provavelmente a can��o tinha sido programada na semana anterior..."
Apenas um clipe do texto Kurt Cobain, 1967- 1994 do sabio Greil Marcus, incluido na antologia Double Trouble Naturalmente que se refere aos dias de Abril. 1994. Mas podia referir-se a muitos dias e a muitas esta��es e a varios panoramas audio-visuais, possivelmente o nacional...
Cut to : 3 de Abril de 2003. O subtitulo podia ser : "Why Radio Sucks". Neste artigo, dividido em 5 items, explica-se que as grandes corpora��es dominam as ondas hertzianas, que se est�o a tornar ainda mais poderosas , que artistas e labels fazem parte do problema, que os animadores de radio est�o a desaparecer substituidos pela mesma voz e takes gravados no mesmo estudio, o que permite varias horas de radio feitas com o mesmo tom, entoa��o, discurso e at� timing cronometrado por computador. Mas o artigo vai mais longe ao citar herois e vil�es, e apresentar as ultimas esta��es de radio verdadeiramente independentes . S�o 1, 725 que mudaram de m�os( praticamente para as mesmas, as todo-poderosas "m�os" da Clear Channel) desde que foram aprovadas leis liberais , cuja consequ�ncia essencial foi esmagar a diversidade , apesar da contra -corrente que indica a cria��o de mais formatos , todos eles cientificos , de selo marketeer � prova de artistas de radio.
Cerca de 10 anos separam este dois artigos e parece-me que o panorama luso, � sua escala lilliputiana j� se encaixa perfeitamente nestas perspectivas que partem da realidade americana, mas que se aplicam por tabela, osmose e "credo cientifico" � escala mental da maioria dos que hoje , controlam o meio radio.As "biblias" s�o as mesmas e em certos casos j� nem sao traduzidas culturalmente. Aplicam-se e pronto. Em apenas 10 anos , a estrutura do meio radio nacional reflecte estes valores e tend�ncias, com a agravante de n�o existirem alternativas e muito menos capacidade economica para o modificar .Lembra-me a conversa mantida com o man da 3wk.com, ele proprio um antigo artista de radio de voz profunda e ressonante, hoje micro imperador de radio digital: " Alvaro, n�o esque�as que mesmo no tempo dourado, existiam fatos e gravatas. A diferen�a � que esses queriam ganhar dinheiro, mas gostavam de radio. Estes , infelizemnte n�o gostam de radio e muito menos de radialistas..."


banda sonora : PINK- Feel Good time SAMPLER - fresh garbage- Spirit. 00.25. 18.06.03
o mais bizarro � que o video clip, parte integrante dos Anjos de Charlie 2, se passa numa praia, com imagens de surf e ondas picadas. Talvez os produtores desconhe�am que o incomparavel Randy California , morreu afogado no Hawaii, tentando salvar o seu filho ...




escrito por alvaro �s 12:36 da manhã
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