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quinta-feira, julho 31, 2003

 

IVAN QU�? OU O EFEITO STROBILAY, O PONTA DE LAN�A CHECO IMAGINARIO QUE O GUARDA DE CAMPO ACACIO CORCUNDA, ACREDITAVA SER UMA GRANDE ESTRELA: A conversa de hoje, como j� perceberam vai ser muito interessante: n�o s� o material em si � estimulante e em particular o documentario Poe/Krall imperdivel, como � uma epoca que de facto vivi com alguma intensidade. Mas calculo que se questionem sobre quem � de facto Ivan Krall. Bono explica-o agora no final do DVD, durante uma chamada efectuada para uma radio � 1.34 de uma madrugada de Agosto. E para agu�ar o apetite � mesmo Krall quem liga no final do documentario os Mission, a Patti Smith Group , os U2 e ainda os Eastern Bloc, o seu grupo dos 90. Em comum? uma grande can��o, naturalmente intitulada Dancing Barefoot...

BANDA VISUAL: a mix final do documentario a exibir hoje na FNAC da baixa do Porto




escrito por alvaro �s 2:21 da manhã
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BECAUSE THE NIGHT IS FOR LOVERS: Bibliografia essencial para a tarde de hoje na FNAC: a biblia Please Kill Me: The Uncensored Oral History of Punk de Legs McNeil e Gillian McCain, a primeira autora de um proto-blog de nome Punk, o segundo ligado a uma figura tutelar e pouco conhecida entre n�s: Jim Carrol o homem de Basketball Diaries, interpretado no cinema por um jovem talentoso de nome Leonardo Di Caprio.Como sequela, The Untold Story of L.A. Punk de Marc Spitz e Brendan Mullen .Como curiosidade, Please Kill Me inicia-se com um capitulo chamado All Tomoorrows Parties( 1965-1968) , seguindo-se o sugestivo titulo I Wanna Be Your Dog( 1967-1971) e ainda um terceiro capitulo , de titulo The Lipstick Killers( 1971-1974) dedicado aos sacrossantos NY Dolls. J� vi este livro na Brit�nica do Porto. Mas caso n�o o encontrem ( e nesta area estamos de facto muito mal, at� porque s�o raras as edi��es traduzidas, quanto mais as originais....), a Amazon espera pacientemente.....

BANDA VISUAL: Ivan Krall e Chris Frantz a falar de John Cale, uma das figuras fundamentais do documentario Dancing Barefoot




escrito por alvaro �s 1:55 da manhã
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CONVITE PARA UM AR CONDICIONADO DE QUALIDADE: Uma da manh�, bem bom: a re-ver o DVD conjunto de Amos Poe e Ivan Krall, uma raridade que trouxe por acaso de Londres: S� por este bombom, valia a pena sentirem o ar condicionado da FNAC, hoje a partir das 17.30.Os bonus, que estou a ver agora, s�o uma verdadeira homenagem � santa padroeira Patti Smith de quem Krall foi guitarrista durante alguns anos. E mesmo agora parecia que estava ali aquele gajo dos Strokes de cabelo encarolado, o Fabrizio ou o Rob... mais uma cena visual imperdivel num conjunto riquissimo de imagens.

BANDA SONORA: A vers�o original de Bang Bang, com imagens da Patti Smith Group, mas com a voz do apatrida checo. Verdadeiro e centro europeu ,love metal em finais de 70




escrito por alvaro �s 1:18 da manhã
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A CERIMONIA EST� PRESTES A COME�AR: Est� confirmada a primeira noite Doors seculo XXI. E a primeira surpresa � o facto de n�o serem os dois pesos-pesados da industria de espectaculos ao vivo, a apresentarem a tour nacional de Manzarek, Krieger e Astbury. Diz-se mesmo que a cerimonia est� prestes a come�ar, e o acesso ao ritual, vais dos 23 aos 37 euros e o cogumelo magico, melhor, o bilhetinho magico est� disponivel desde esta semana, nos locais do costume. Ainda � cedo para a cria��o de expectativas: projecto algumas " dificuldades" de imprensa, mas a mistura Astbury- classicos imortais, mais a ultima oportunidade de " agradecer" aos dois Doors originais,e homenagear em espirito o shaman, dever� chegar para e pelo menos encher uma noite...

BANDA VISUAL:funciona mesmo a aposta FLIPSIDE, CHILL OUT da VH1




escrito por alvaro �s 12:46 da manhã
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quarta-feira, julho 30, 2003

 

GESTORES DE TALENTOS, PRECISAM-SE, DEAD OR ALIVE.: Costumo referir a gest�o de talento e a sua organiza��o como essencial, em particular num periodo de excesso de oferta.Por isso a nota de refer�ncia ao trabalho da Mundo de Aventuras de Jose Carlos Soares , e � forma como os passos dos Sloppy Joe, t�m sido relatados, por vezes na linguagem hiperbolica e expressiva que caracteriza o estilo do promotor/ agente e manager com base em Vila do Conde, contribuindo de uma forma profissional e efectiva , para o crescimento da promissora banda do Porto. Assim e brevemente o gang do Joe, vai estar integrado no
formato 03 do Festival da Juventude , que se espalha por varias datas e locais ao contrario de anos anteriores. � no dia 12, na paisagem bem celtibera fresca e humida de Vilarinho, a meio caminho entre o Porto e Vila do Conde...

BANDA VISUAL: o vampirismo sensual dos Evanescence no canal ....deixa ver..� o Sol; �s vezes confundo-os a todos.....




escrito por alvaro �s 4:26 da tarde
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47 SEGUNDOS COM BUCKLEY: Tem sido um prazer , re-novar contactos que se centravam profissionalmente � volta do chamado painel nocturno da Antena 3; a pouco e pouco algumas dessas figuras v�o marcando presen�a neste caf� digital; � o caso do nuno santos e do aveirense ricardo sardo. Como j� o disse varias vezes , pode participar nas areas de comentario, como ali�s o advogado rock and roll, dr ricardo salazar o tem feito com todo o � vontade. Pede-me o Nuno Santos, para recordar a historia de um encontro de 46 segundos com Jeff Buckley.Era uma das historias para recuperar mais tarde, mas de facto tudo isso aconteceu em Glastonbury 1995. E se tivesse raz�es para n�o levar demasiado a serio os concertos de Festival , acrescentaria esta: Buckley apresentou-se domingo ao inicio da tarde, creio mesmo hora do almo�o , perante uma audi�ncia relativamente atenta e que o obrigou a subir o tom e volumes da sua musica, tornando-a mais rapida e agreste.Como alguem o disse ent�o, Cure-Metal , um neologismo interessante e definidor do que realmente se tinha passado , no contexto de um Festival t�o gigantesco como o de Glastonbury. Nos bastidores, t�o grandes como um campo de futebol, situado entre os dois palcos principais, apercebo-me de Buckley , vestido de preto, como se estivesse em Manhattan num dia de inverno. Descaradamente aproximei-me, falamos um pouco, notei a timidez e a fragilidade fisica. Pareceu reconhecer-me da primeira fila onde de facto me encontrava, tal era a facilidade de desloca��o quando a banda subiu ao palco. N�o cheguei a confirm�-lo. Mas lembro-me de lhe ter dito que seria um artista de culto em Portugal. Mais tarde e em Paris recordo a Mary Guibert esse concerto, o unico que pude seguir. Ela confirma que o espa�o era demasiado grande e que para o filho, tinha sido e apenas uma passagem prestigiante por um local mitico. Da actua��o de Glastonbury n�o rezaria a historia; mas ficou o unico e possivel contacto com um futuro que n�o chegou a ser.....

BANDA VISUAL: mundialito de praia e o inefavel e torcedor profissional Bola 7, pela imagem Bola 9....




escrito por alvaro �s 3:39 da tarde
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COMICIOS NA FNAC: Por falar em dem�ncia, senhoras e senhores Iggy Pop; com este calor vai saber bem estar uma horas no interior condicionado da FNAC Santa Catarina, para apresentar a ultima edi��o antes das ferias, dos habituais comicios FNAC: nyc 1975- 2003 � o titulo pomposo para uma viagem proporcionada pelos documentarios de Ivan Kral e Amos Poe a que se vai juntar, o documentario DVD This is Iggy, que inclui momentos de verdadeira stand up "iguana", como ali�s tive oportunidade de testemunhar aquando da historinha da carochinha ocorrida � 23 anos nos bastidores do Infante de Sagres. A partir das 5 da tarde. E depois da habitual paragem veraniega, fica desde j� uma ideia : a de apresentar uma mini historia da rela��o entre a musica e a televis�o, uma " "santa alian�a" complexa e fascinante...

BANDA VISUAL : FROM DETROIT , MICHIGAN, HIS POP MAJESTY, JAMES OSTERBERG




escrito por alvaro �s 3:04 da tarde
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DEM�NCIA E ROCK AND ROLL: Um pianista sem o dedo mindinho; casais negros em poses lascivas; dois meninos brancos que espreitam de uma janela: l� dentro, numa juke-joint do Delta vive-se a " musica do diabo" em total esplendor. Sons proibidos,e possessos, condenados ao inferno por pregadores como Jimmy Swaggart, primo do heroi desta historia:a de Jerry Lee Lewis tal como interpretada por Dennis Quaid. A banda que acompanha a insanidade de Lewis/ Quaid tem pedigree: John Doe, Mojo Nixon, Jimmy Vaughn acrescentam autenticidade a uma historia povoada de fantasmas , como o de Elvis, da Sun Records, a Memphis de finais de 50.Em formato DVD, o filme adquire uma tonalidade saturada, quase day-glo, correspondente aos exageros de uma epoca E funciona como uma pe�a documental sobre o preciso momento em que a televis�o e o rock and roll criaram uma alian�a fria e distante com base em interesse interesses. Uma das cenas mais delirantes acontece quando Lewis completamente alucinado se apresenta no ent�o influente mas cinico Steve Allen Show, precursor dos actuais modelos televisivos e o zoom para o interior da cam de estudio, transporta o espectador para os lares americanos a reagir ao numero, que o possesso pianista apresentava em directo .Diz quem sabe, que � um dos mais equilibrados e rigorosos filmes rock , algum dia realizados em Hollywood. Quem o afirma � Marshall Crenshaw, esse mesmo, o song writer de culto, na obra Hollywood Rock em que colaborei , na sombra, com o incomparavel Art Fein , o exc�ntrico musicologo em sess�es constantes na sua casa muito anos 50....

BANDA LITERARIO : Hollywood Rock, A Guide to Rock and Roll in The Movies




escrito por alvaro �s 2:56 da tarde
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WHITE CLIFFS OF DOVER: Levaram mais de 10 anos a reconhecer os Madredeus, apesar do seu lan�amento se ter dado a partir da cidade capital do biz Europeu. Recordo como se fosse hoje o entusiasmo do Rui Ferreira e das conversas que tivemos na altura: para um dos mestres da industria discografica portuguesa, o Reino Unido seria o ultimo mercado a trabalhar e a ser conquistado. N�o se enganou e muito menos quando referiu mercados perifericos como o grego , pequenos mercados discograficos europeus e uma aposta consciente nos japoneses , muito receptivos a emo��es que n�o compreendem, mas com quais se relacionam. Ainda viveu o suficiente para se aperceber do crescimento, mas n�o creio da transforma��o dos Madredeus em marca global indiscutivel.Mas e o que dizer do facto dos ingleses andarem perdidos de amores pela Mariza e a terem descoberto e apadrinhado em tempo quase record? Depois da Uncut ,� agora a Mojo que para alem dos elogios e da linha de observa��o semelhante( imagem, presen�a , pose de estrela) se refere ao facto de com o apoio de uma multinacional, a Virgin, pela qual o disco sai em Londres, os passos est�o dados para o estrelato mais ambicioso. E descoberto o fil�o , outros se v�o seguir certamente. Expugnadas as falesias brancas de Dover, estou certo que Mariza n�o ser� a ultima descoberta. Quer isto dizer abertura para propostas decididamente pop-rock? n�o creio, a n�o ser que e a partir da cidade alguem consiga algo mais do que os Parkinsons , Luis Jardim ou Midus.....

BANDA VISUAL: DVD cristalino e outra edi��o historica: a biografia audio-visual do alucinado Jerry Lee Lewis.




escrito por alvaro �s 1:26 da manhã
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ESTAMOS NA AMERICA; N�O PODEM ENTRAR NA MINHA CAGADEIRA, SEM AUTORIZA��O....: Ainda este semana e a proposito dos extras do DVD de Hedwig and The Angry Inch, ouvi falar de Bob Fosse como uma das inspira��es para a vis�o radical que envolve ,o que tinha sido durante a segunda metade dos 90, uma pe�a off-Broadway de enorme culto.
Nem por acaso , e em mais uma explora��o DVDiana, encontrei um dos meus filme de culto: Lenny. N�o se trata de mr Kravitz mas do pai da liberdade de express�o, da comedia agressiva e transgressiva, de uma figura tutelar de qualquer comediante. Obrigatorio para todos aqueles que , de um dia para o outro ,descobriram voca��o para esta area, e que de repente s�o elevados � condi��o de estrelas televisivas da idade do caldo digital instant�neo. Refiro-me e curvem-se todos ,a Lenny Bruce , o auto-destrutivo e imprevisivel e acima de tudo perseguido comediante , ele sim ,numa auto estrada para o inferno, sem qualquer retorno possivel. Agora que a comedia parece ser o novo rock portugu�s de 80( leia-se a moda que se seguiu, e a onda febril que mais tarde ou mais cedo arrefece) , fica este singelo convite para alugarem sem demoras Lenny de Bob Fosse, a GRANDE interpreta��o de um ent�o imparavel Dustin Hoffman. Imperdivel

BANDA VISUAL: uma das cenas em que Lenny, decadente, junkie e paranoico, uma especie de Johnny Thunders da comedia, se agarra ao micro , para n�o cair abaixo do palco, enquanto dispara em todas as direc��es, sem qualquer sentido, bombardeando tudo e todos armado com discursos incoerentes ....




escrito por alvaro �s 1:03 da manhã
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terça-feira, julho 29, 2003

 

I DID NOT SHOOT ANDY WARHOL: Daqui a pouco no XPTO vou , " desenterrar" o novo Dandy Warhols; � um caso de estudo da industria, tais foram as reviravoltas e episodios que marcam a banda de Portland. Recordo que no painel nocturno da Antena 3 , faziam parte essencial da ementa e que na altura serviram como exemplo de contraciclo: isto � em momento de paix�o electronica, constituiam uma especie de re.interpreta��o do rock and roll mais puro, ainda por cima " protegidos" por um nome irresistivel. O resto da historia � mais conhecido e desagua na impensavel opera��o de cosm�tica, proporcionada pela campanha internacional da Vodafone. Single ressucitado, confus�o criativa, disco produzido mas nunca editado e agora um regresso que Portugal ainda n�o parece ter ouvido. Seja como for, a banda parece disposta � luta: longa tour em curso pelo Ver�o americano , para logo a seguir toda a e Europa , como convidados especiais de David Bowie. E quando digo toda a Europa , n�o inclui a Peninsula Iberica ausente do roteiro Bowie 03, quem sabe por raz�es que em Maio de 04 ser�o mais perceptiveis.Come�o a pensar que algumas aus�ncias poder�o ser estrategicas....Mas e voltando aos Warhols, com o crescimento sustentado e global da banda n�o fa�o ideia se e neste momento uma tournee nacional por Coliseus seria rentavel, ou at� teria publico face � ausencia de MonkeyHouse da maioria das palylists nacionais. A rubrica XPTO de hoje n�o pretende repor qualquer justi�a mas pode e pelo menos " acordar " alguns para um dos grandes discos de 03.

BANDA VISUAL: continuo a n�o perceber bem o que as meninas MTV dizem; ser� a idade a pesar na minha audi��o? passem Jewell e as suas intui��es, manifestamente um comentario e um uso descarado, desse mesmo comentario para os fins habituais...




escrito por alvaro �s 3:22 da tarde
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COURATOS E COURENSES : Com as novas contrata��es anunciadas para Coura 03, creio que estamos perante o grande Festival pop-rock do Ver�o. A rota est� definida e ao contrario de muitos, n�o me aborreceu nada a inflex�o nu-metal dos 2 ultimos anos, perfeitamente compreensivel face �s realidade de mercado dos 2 ultimos anos.Com a " centraliza��o" ainda lenta do neo- novo-rock em vigor , o campo de recrutamento � de novo mais amplo e excitante.Se pensarmos nas dezenas de op��es em crescimento nesta area , e na quantidade astronomica de bandas sem audio e video-play neste pa�s, Coura tem " materia-prima" para se alimetar nos proximos anos. Ainda bem: gosto do povo courense e n�o me esque�o nunca da visita que fizeram � celtiberia maritima, beira -foz nevoeirenta numa tarde de inverno brumosa mas produtiva. Espero nesse dia ter contribuido para algo, por mais pequeno que tenha sido. Paralelamente o cancelamento do Ermal 03 n�o � surpresa. Ali�s tinha -o referenciado na entrevista festivaleira que concedi ao DN. Como o Pedro Gon�alves escreve hoje no Blitz, em 04 outros festivais poder�o tremer, balan�ar ou firmar-se. Est� ainda tudo em aberto face � juventude " festivalosa" nacional. O que n�o quer dizer que e para j� Meco, Coura e Sudoeste me pare�am firmes e hirtos, mesmo com a possivel concorr�ncia internacional que possa estar ou n�o a caminho destas costas...

BANDA VISUAL: uma daquelas mensagens Sol; mas esta interessante: uma rapariga da Maia, pede a Shakira de novo em Portugal, mas desta vez no Porto; pois..dream on; mas pode ser que o Dragon Stadium ajude....espera mais uns meses , minha menina....




escrito por alvaro �s 3:03 da tarde
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SEJA BEM VINDO SR MANZAREK; E MELHOR PAGO, QUE TODOS SABEMOS QUE O SENHOR AT� DOMINA 0 BIZZNESS: N�o direi que se trata de um " avan�o" da viarapida, mas o anuncio publicado no Blitz de hoje sobre a vinda dos Doors seculo XXI a Portugal n�o nos surpreende. Posso adiantar que � em Lisboa que v�o abrir a tour europeia que e para j� inclui Londres, Paris e Bruxelas em pavilhoes multi-usos de lota��o semelhante � do Atl�ntico. Mas e ainda mais interessante � que segundo o site da Pollstar, o promotor nacional reservou 2 noites , certamente sob confirma��o da procura de bilhetes para a noite inaugural. N�o duvido que a primeira noite esgote facilmente; assim sendo, duas noites far� todo o sentido numa noite de homenagem e celebra��o: Ainda por cima com a presen�a do popular Jim Astbury.Mais uma vez, como ali�s j� o afirmei aqui , o Porto fica de fora. Sem uma sala polivalente que possa albergar pelo menos 10.000 pessoas, n�o existe qualquer possibilidade logistica da cidade receber , eventos desta dimens�o.

BANDA VISUAL: estou a ver a MTV e a levar com os promos lidos or uma meninas com algumas dificuldades em varias linguas, incluindo a nossa; liguei agora e espero n�o apanhar com a Aguillera e os seu conhecido Fighter. � a Pink; gosto desta vers�o de Fresh Garbage dos Spirit




escrito por alvaro �s 2:44 da tarde
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POP CULTURA: A cultura pop � insinuante e como que subtil na forma como se intromete nas imagens pode ser quase " invisivel". Ainda a proposito de The Dummy, Milla Jovovich diz a certa altura desejar apresentar-se no recuperado CBCG, simbolo de uma cultura urbana, meca longinqua para o actual gang sonoro, que transporta o selo de produ��o NY. Mas existe uma outra cena mais essencial, se bem que extremamente delicada e fina: no final do filme, Jovovich e a sua banda fashion-punk, interpretam can��es judaicas num casamento a rigor: visualmente � Karen O dos Yeah Yeah Yeah s quem ali poderia estar, tal � a liga��o entre as roupas da actriz e a figura de culto , que em breve nos visita pela primeira vez, num cenario rural bem diferente da Williamsburg natal...

BANDA VISUAL: agora � a vez de Studio 54, a historia de um dos maiores templos de decad�ncia do mundo e uma especie de ponto de partida disponivel no nosso mercado DVD, para um banho de NY na decada de 70




escrito por alvaro �s 2:54 da manhã
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OSCAR S BLUES : Foi um dos temas recentes da sempre influente Entertainment Weekly: as m�s apostas dos actores que levam a estatueta para casa. Os chamados Oscar blues, uma especie de maldi��o que persegue os que com alguma surpresa ganham pela primeira vez. Nomes recentes como os de Cuba Gooding Jr, ou Marisa Tomei seriam suficientes , mas a lista � de facto infindavel.Ali�s foi uma das perguntas que fiz recentemente a Jennifer Connely que se livrou dessa maldi��o ao ser incluida em Hulk, um filme que poderia ter dado para o torto, embora sob a direc��o de Ang Lee, tal n�o fosse possivel . Mas vamos ao que interessa: passagem por um dos DVD-clubes que habitualmente frequento: uma das escolhas possiveis seria The Dummy. Bastaria ver a ficha ; filme em que estejam Ileana Douglas ou Milla Jovovich � certo e sabido que n�o falta uma boa dose de bizarro. E se a historia incluir um boneco, um aprendiz de ventriloquo, uma punkette( cujo sonho � tocar no de novo fashion CBGB) e uma serie de desiqulibrados? nada de menos num filme do tipo indie norte-americano. Mas n�o seria o que se poderia esperar como passo seguinte de uma nova estrela made in Hollywood; mas como a EW indica. os blues p�s Oscar, a maldi��o se quiserem tem mais a ver com a industria cinematografica em si. Tal como Connely, o actor do Pianista, j� se tinha comprometido com este Dummy anteriormente . Por raz�es obvias o Pianista saiu primeiro e Heroi Apaixonado a seguir. Rodeado das j� referidas actrizes a que se junta a expressiva Jared Harris( I shot Andy Warhol), Brody cumpre a sua fun��o de hiper sensivel candidato a artista de variedades. Sorte da Curb Entertainment que de um momento para o outro apresenta um filme com um actor recentemente vencedor de um Oscar...


BANDA VISUAL : ainda the Mummy com musica do " desaparecido" Jellybean Benitez , se bem se recordam um dos responsaveis pelos primeiros anos dowtown da jovem Madonna cujo ultime filme tamb�m se encontra disponivel no nosso mercado




escrito por alvaro �s 12:12 da manhã
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segunda-feira, julho 28, 2003

 

CHUVA, CHUVA , CHUVINHA: Recebi um mail do Carlos Feixa do MC a explicar-me as raz�es tecnicas que levaram ao cancelamento da terceira noite do Festival de Blues de Gaia.Mas mais importante � a confirma��o que as apostas de Ver�o no Grande Porto urbano s�o muito complexas e imprevisiveis.Esta situa��o ocorrida no domingo apenas confirma o que disse anteriormente: dificilmente os dinheiros privados apostariam num Grande Festival ou mesmo espectaculos de ar livre de risco. E se tecnicamente, � possivel remediar as condi��es mais inclementes, ninguem est� a imaginar o publico a deslocar-se seja onde for nessas condi��es...ainda se lembram da fantastica ideia de ver PJ Harvey ao vivo na Rua Santa Catarina no Outono de 2OOO?

BANDA VISUAL: o " novo" DVD de Adrian Brody, agora super estrela. O chamado blues dos " oscarizados"...




escrito por alvaro �s 11:39 da tarde
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AINDA LEE E AS COBOIADAS: E j� que falei nos encontros anteriores com Lee, devo dizer que est�o no meu top 10 do bizarro: primeiro , no saloon design At My Place, ent�o perto da resid�ncia pessoal, e por isso mais facil de seguir, mesmo quando Lee , � em 1992 , um desconhecido. Para a maioria dos presentes � apenas um concerto; para mim. um encontro muito especial. Os Love s�o agora os jovens Baby Lemonade, smoking e pose de orquestra de Las Vegas, arranjos barrocos , uma parodia tipo Rat Pack, uma especie de Sammy Davis Jr dos alternativos. Um ano depois, a medalha de ouro: mais um 3 de Julho a ser vivido no sitio certo: no Whisky, onde Morisson interpretou o seu melodrama The End. Uma das atrac��es eram os Wild Child, uma pe�a de teatro em dois actos com base em Morrison 1( o sensual rei lagarto) e Morrison 2( o poeta irland�s alcoolico e auto-destrutivo). Afinal uma tradi��o local, as chamadas bandas de homenagem, o que e por si s�, n�o seria noticia. Mas a presen�a de Lee, e dos seus Baby Lemonade, aka Love, agora sem smoking e mais soltos do que uns meses antes, abrindo a festa ou melhor o " velorio" , para uns dos mais famosos imitadores da banda que um dia ele proprio recomendou a Jac Holzman, quando era pura e simplesmente o Mayor psicadelico dessa faixa independente a que se chama Sunset Strip. Mas se o grau de bizarria , j� ia alto, quando Robbie Krieger decidiu juntar-se aos Wild Child, um verdadeiro filme da serie B...

BANDA VISUAL: Frannkzappando no cabo...




escrito por alvaro �s 5:51 da tarde
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ARTHUR LEE THE BLACK COWBOY: Nada era comum em Arthur Lee e no seu bando de renegados em Agosto de 1967; como nada, � ainda hoje comum e banal no seu mundo , algures entre os fantasmas do Delta do Mississipi, as sombras vampiricas da ex -casa de Bela Lugosi, de onde Arthur olhava, protegido por lentes de varias cores, para a caleidosc�pica e simultaneamente sinistra, cidade dos anjos...
S�o algumas as minha liga��es e cruzamentos ao universo de Lee. Ent�o ,sem a " ajuda historica" da Mojo para recuperar herois de culto , do mais criminoso sil�ncio e reintegra-los com o devido contexto historico. Claro que o exemplo mais perfeito de gene auto-destrutivo, definido por Grail Marcus , como o mito StaggerLee, cabe integralmente no perfil. Mas n�o era necessariamente nisso em que pensava , quando o acaso me fez olhar de frente o mito,ent�o numa abafada tarde de Novembro de 1993, apenas possivel numa esquina como a de Melrose com a Avenida La Brea. Cumpria-se outra ironia. Entre os restos de junk food delux( servida h� dezenas de anos 24/ 7 pela institui��o chamada PINK S ), lia City of Night, de John Rechy,edi��o gasta, comprada em expedi��es a livrarias " secretas" . O estado em que esta se encontrava, levava-me a fantasiar que Morrison, que se referia a esta obra como fundamental para a sua vis�o de laboratorio humano, tinha sido seu proprietario, e a transportava no bolso do casaco de couro, quando passava em frente ao Whisky e se apercebia que o sheriff do Sunset Strip era um negro psicadelico e marado, um punk de gueto embrulhado em roupas hippies, inventor do multi-racialismo cultural alucinado e perigoso cavaleiro do apocalipse em tempo de delirios produzidos pela idade do aquario. A cena est� incluida, na edi��o DVD do filme de Oliver Stone, confirmando a correla��o de for�as existentes no Ver�o de 1966, alteradas a favor de Morrison a partir do Ver�o seguinte.� Ray Manzarek quem o confirma ao telefone de Los Angeles, quando o entrevistei para a Antena 3 e para o DN. " Arthur era um homem muito dificil e inaturavel. Impossivel de compreender , nem sequer nos dava qualquer chance de o tolerar.."
Mas voltemos ao Pink s e ao momento em que Lee se senta ao meu lado; entrava no terceiro ano de base los angelina e cada vez menos as "apari��es", faziam qualquer efeito. A " pele " fica dura e os olhos cansados de tantas figuras e figur�es. Mas Lee...era algo muito especial, um peda�o de Historia viva, afinal a poucos meses de voltar para uma jaula, " vitima" da lei dos 3 crimes que pode encarcerar por muitos e bons anos os prevaricadores, mesmo que os 2 crimes anteriores tenham sido relativamente leves. Meio espantado, meio alucinado, n�o sei se ter� reparado na ironia de assinar um autografo num livro que definia a vis�o artistica do seu sucessor.Falamos um pouco de 2 concertos anteriores que tinha milagrosamente visto e do respeito que merecia como artista inovador e visionario.Deixei-o � vontade logo a seguir, enquanto ia sorrindo meio aereo e " ausente" da sua mesa, coocada mesmo ao lado da minha.O Homem que via LA morrer, do alto do seu castelo de Dracula, era e por alguns momentos um mero " mortal", saboreando os incomparaveis hot-dogs de uma das mais democraticas institui��es da sociedade. " Shine your light, this time is gotta be good. Cause u are in Hollywood" diz Madonna 10 anos depois. Pena que o meu exemplar assinado por Lee , tenha desapareciso algures na longa viagem entre LAX e Pedras Rubras: o outro objecto desaparecido do interior da mala foi um telefone branco....


BANDA VISUAL : a espantosa reflex�o de Madonna sobre a cidade das ilus�es e desilus�es ....




escrito por alvaro �s 4:31 da tarde
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LA LA LAND: Com a edi��o internacional do album de estreia dos The Thrills, volta a falar-se e muito da contribui��o da cidade de Los Angeles para o imaginario sonormo mundial. Tenho defendido que a omnipresen�a hollywoodesca, como que " abafa" um pouco , a sua " prima " discografica, mas e como a lista escolhida pela ultima edi��o do DN Mais indica, � espantosa a versatilidade e import�ncias das varias cenas que se cruzaram sob a sombra tutelar e Hollywood, entendida como capital produtiva e n�o como capital geografica. A edi��o numero 62 da colec��o de "audio-cromos" , seria em qualquer circunst�ncia, t�o dificil como meter a " Betesga no Rossio".Por isso , uma ajuda ou se quiserem uma contribui��o para uma melhor compreens�o da real e efectiva " marca", deixada pela megalopolis. Deixando de lado a musica de filmes e a contribui��o de nomes como Schoenberg ou Stravinsky, ou de Copland e Carl Stalling e ainda toda a tradi��o jazzistica e negra desde os anos 40 at� hoje, podiamos come�ar esta lista suplementar com Mothers of Invention, o maestro Zappa, os delirios de Captain Beefheart e Tom Waits, com ou sem Chuck E Weiss.No fundo toda a Discreet/ Bizarre a label de Zappa , onde teriamos de incluir Tim Buckley. Paralelamente , as " sinfonias pop" de Van Dyke Parks, Randy Newman ou ainda Jimmy Webb e David Axelrod. Liga��es a nomes t�o dispares como Richard Harris, the Fifth Dimension, Electric Prunes ou The Association, este atrav�s do recentemente recuperado Curt Boettcher.Com liga��o a tudo e a todos, o wagneriano e desiquilibrado Phil Spector. Como � impensavel deixar de fora John Phillips e os Mamas and The Papas, cujo lado mais negro e barroco, � por vezes submergido por uma especie de , falso, manto de a�ucar, e a ainda a criatividade de estudio e plateau dos Monkees e todos os associados , televisivos e cinematogr�ficos. Como exemplo, n�o teria existido Easy Rider , sem os Monkee Dollars, e por consequ�ncia uma boa fatia da nova Hollywood de 70. Desta lista alargada, teria de constar Michael Nesmith , o Monkee mais criativo e o seu country rock de laboratorio e as experiencias de Gram Parsons e Rick Nelson. E o que dizer dos Steely Dan e dos Doobie Brothers toda a " mafia de estudio" responsavel pela doce e quente sonoridade , mais do que audiveis em discos " modernos" de Frank Sinatra e Julio Iglesias? Impensavel n�o incluir Joni Mitchell ou mesmo Carly Simon. Obrigatoria a presen�a de Jackson Browne e ainda nos 70 as contribui��es de alta tecnologia de Todd Rundgren e Ry Cooder. Os Van Halen fazem igualmente parte da historia , como todo o movimento " spandex e laca" de meados de 80. E os X? e os Wall of Voodoo? e as Bangles e Go-Go s? Finalmente , e insisto que a minha lista � complementar � do DN Mais e ainda muito parecelar, existe uma banda que teria for�osamente de incluir qualquer lista, tenha 10, 20 ou 3 nomes: refiro-me aos essenciais e super influentes , The Byrds. O ultimo numero da Uncut, encarrega-se de explicar porqu�, mas atrevo-me a dizer como ali�s o disco de compila��o o prova, que muitas das " estradas" percorridas pela pop-rock futura, foram " experimentadas" em primeira m�o pelo colectivo de Los Angeles.

BANDA DE LEITURA: no meu top 10 pessoal, autografado e tudo, Waiting for the Sun , the story of the los angeles music scene de Barney Hoskyns




escrito por alvaro �s 3:48 da tarde
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sexta-feira, julho 25, 2003

 

MARIZA COMPLETAMENTE UNCUT: A segunda parte desta historia � um perfeito acaso, mas creio que se n�o me tivesse cruzado com a pessoa em quest�o, dificilmente esta se tornaria numa das figuras de proa da area world music, do ent�o revolucionario sistema DMX, que consiste na distribui��o de canais tematicos de " radio", atrav�s do sistema de cabo norte-americano. Mais: os sons de Paredes, ter�o mesmo ajudado a acreditar no potencial a musica mais tradicional, mas n�o " folcl�rica" de um pequeno cantinho da Europa do Sul.Com a chegada , em disco, muito antes das varias tournees dos Madredeus pela costa oeste dos Estados Unidos, abriu aut�nticas comportas, por onde outros nomes entraram.E uma dessas comportas chamou-se KCRW e o celebre Cafe LA, cujo principal fornecedor , se passeava pelas ruas de Santa Monica, com uma matricula individual( por algumas centenas de d�lares , sete letras no maximo, e n�o existirem escolhas repetidas, � possivel criar uma matricula) intitulada Fado...
Desde ent�o ,que as tourn�es de artistas nacionais, que se enquadram no registo que defini em cima, se tornaram " normais" e perfeitamente regulares no circuito especifico onde se enquadram. E que o crescimento desta zona de " exporta��o" , se tornou consequente. � neste contexto que a critica recente feita a Mariza pela influente e solida Uncut , se encaixa perfeitamente , nessa " normalidade", mas continua a ser estimulante que a musica nacional ganhe espa�os , " sem favores"e bem no meio de artistas como os Staind, Pat Metheny, Canned Heat, e ao lado das recomenda��es habituais da revista.Ainda por cima , critica assinada por Nigel Williamson , uma das figuras de proa da propria Uncut. Come�a por classificar Fado Curvo como um disco brilhante e olha para Mariza como uma daquelas vozes que de vez em quando e sem aviso, ocupa um lugar especial .O que quer dizer que ultrapassa as fronteiras exoticas da sec��o de World Music da HMV, e assim percebemos porque surge no meio de produtos habituais como os j� referidos. Mais � frente, Williamson volta a comparar os blues e o fado e lan�a a cantora como uma mistura visual explosiva, algures entre Grace Jones e Maria Callas. E conclui , dizendo que se Buena Vista foi o ultimo album " exotico" a fazer parte da colec��o do leitor, dever� fazer de Fado Curvo, o proximo.....

BANDA VISUAL: O Telejornal da RTP 1




escrito por alvaro �s 8:35 da tarde
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BREAK ON THROUGH ...: A historia come�a com a reac��o da passageira do Buick , algures entre os moteis baratos do Sunset Blv( espreitem o clipe das Donnas que anda por a�...) e a fronteira estabelecida pela hi tec Virgin Megastore que d� as boas --vindas ao "alucinaeugenio "Strip( faixa de Gaza do rock and roll). Era uma daquelas "noites americanas" , como se o medo da escurid�o, fosse artificialmente vencido pelos neons , mensagens visuais e gigantescos billboards, criando um efeito de gigantesco plateau de cinema.
Come�a antes com uma mania , que ainda hoje sinto falta: entrar numa loja especializada ou mesmo na "arepiante " Tower, e comprar algumas dezenas de k7s , algumas a menos de 1 dolar e como se fosse um jogo, colocar o formato, agora em decad�ncia, e guiar sem destino, sob uma banda sonora muito especial : Buck Owens, Chi-Lites, Louis Jordan entre tantos outros , que fizeram a musica da America do seculo passado.Curiosidade habitual, espreitar a sec��es internacionais. E come�ar pela portuguesa, como sempre preenchida pela diva Amalia e mais uns nomes e figuras que francamente desconhe�o por completo. Mas foi o destino...( e nada melhor do que pensar em destino sob o ceu de TV de Los Angeles) que me fez reparar numa edi��o de Carlos Paredes a " olhar" intensamente para mim. De regresso ao p�p� e �s " mean streets" , sem o anunciar , coloco a k7; o efeito pessoal � imediato e explosivo.Ao lado a companhia habitual reage com um misto de surpresa e espanto aos sons , que se desprendiam em catadupa e que " chocam" com o mundo novo...e ao descer de novo o Sunset e me preparar para a sempre complicada opera��o de " fazer uma esquerda", e me dirigir para o Santa Monica Boulevard da Sheryl Crow, acreditem que tal como Robert Fripp costuma dizer, os sons podem ser uma porta de entrada para estados magicos....

BANDA VISUAL: A elg�ncia fria e digital do albums dos Zero, produzido por um antigo colaborador dos Steely Dan, Daniel Lazerus




escrito por alvaro �s 8:05 da tarde
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NA BOR_LAND: Na revista HOLOGRAFIK de 23 de Abril de 2031, a jornalista AndreIA Sorayeva, recorda o movimento venham mais 5 holografias, homenagem aos militantes e combativos antepassados. Com alguma intensidade , pede-se 75, 6 % de musica do noroeste peninsular e 68, 4 % do sudoeste da mesma zona europeia. Antone Garcenik, recorda que o seu av�, lhe falara em tempo dos problemas com o pre�o dos instrumentos, escolas de musica, falta de salas e locais de ensaio ....o sonho acabou aqui; mas como j� recuperei os desbafos de 70 e 80, quem sabe se nessa altura , n�o teremos mais alguns....
Recado para o Rodrigo Cardoso, da bor_land: a encomenda j� chegou, a tempo e horas; afinal sempre se avan�ou algo: ainda sou do tempo em que os artistas apareciam uma semana depois a entrevistas marcadas, ou se enganavam no m�s, ie sto se fossem marcadas para depois das 5 da tarde. De outra forma, seria muito mais complicado. Por isso, quando uma encomenda de catalogo com as caracteristicas da bor_ land, chega a horas , � caso para e de facto, percebermos que se trabalha um pouco mais e a acima de tudo se trabalha melhor. E o mais interessante � que este rigor, vem de quem se queixa menos, e se calhar com mais raz�es para o fazer...

BANDA VISUAL: acho que o home( como se diz nas Caxinas) se chama Mollela; se fosse Moela ainda fazia algum sentido. Mais um daqueles gajos que o canal Sol descobre, ninguem sabe onde....




escrito por alvaro �s 4:43 da manhã
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H� CAIS E CAIS; NADA A VER COM A ANDREIA SORAIA DO CANAL SOL: N�o sou arbitro da " noite", essa inefavel industria de valores e tend�ncias.Nem fa�o ideia se o Cais de Gaia, j� n�o � ou continua a ser moda. Confesso que por 3.400 raz�es ainda n�o me tinha deslocado � area;e bastaria comparar com o que l� estava , para ter uma ideia muito positiva do "parque tematico " em si. Agora se o beau monde, e aqueles que vemos nas revistas cor-de -rosa que leio no dentista, ainda l� v�o inagurar o caff� isto, o restaurante aquilo, n�o fa�o ideia nem quero saber.Na maioria dos casos, culpa minha concerteza, n�o fa�o ideia quem sejam os eleitos para as poses fotograficas, o que fazem na vida, e qual ser� o curriculo social que os torna t�o famosos. Recomendo portanto que essas mesmas revistas, fa�am o favor de incluir um glossario para que ignorantes como eu , possam distinguir, os fazedores da diferen�a social .Seja como for , como local de concertos de Ver�o , ou de festivais tematicos, parece-me interessante, at� porque permite um conceito aberto, raro entre n�s: uma especie de " blues ou rock-in" tal pode ser a quantidade de espectadores colocados nos seus veiculos , em marcha lenta , seguindo o espectaculo a decorrer no palco semi aquatico.Aguardemos por uma programa��o mais consistente , para se perceber de vez , o potencial " veraniego" do local....

BANDA VISUAL: fiquei a saber que a Ive Mendes � apaixonada por Portugal, n�o fazia ideia , e muito menos fazia ideia de quem � a artista; contudo n�o ficaria admirado se enchesse um Coliseu ou um multi -usos muito brevemente. As rela��es Brasil e mais Brasil e sempre Brasil e Portugal est�o de tal ordem que at� o Nelson Ned , poder� e em breve voltar a esgotar o S� da Bandeira , o que fez h� mais de 25 anos. Ainda pensei que se trataria da Eva Mendes, e essa sim , deveria gostar mais de Portugal...




escrito por alvaro �s 4:25 da manhã
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SILLY SEASON: Recomendo vivamente a ultima edi��o da Vanity Fair, um monumento ao jornalismo delux e � reportagem de investiga��o. Mas n�o era sobre isso que queria blogar, agora que s�o 3.35 e acabo de chegar da primeira noite do Festival de Blues de Gaia, agora em vers�o design a partir do recentemente inaugurado Cais da cidade. Mas sim sobre um encontro imediato ocorrido � beira Passeio Alegre no simpatico Chalet Sui�o. E porque me preparava para ler esta edi��o da Vanity Fair , � que a revista da Conde Nast, faz parte deste filme. E do que falei? de concertos e tourn�es com um promotor que n�o via h� algum tempo. Entre outras coisas interessantes, as ideias que debatemos, passam pela certeza que os maiores de 30, n�o est�o virados para Festivais, ao contrario do que acontece noutros mercados de concertos ao vivo, com ofertas assumidamente revivalistas; a abertura do mercado minhoto de multi-usos, com o respectivo de Guimar�es, a ganhar espa�o e a come�ar a ser usado como placa giratoria, podendo vir a deixar, o Porto a ver passar algumas carruagens; a impossibilidade pratica de arriscar na cidade, durante o Ver�o, em especial devido ao clima e ao adjectivo de " dificil" ,que parece ser um lugar comum nos profissionais desta area, no que diz respeito ao publico da Invicta, a que se junta a inexist�ncia bizarra de um multi-usos decente ,na segunda cidade do Pa�s, cada vez mais perif�rica e afastada ; e ainda , a crescente marginaliza��o deste cantinho, no que diz respeito aos concertos de I Liga, ora demasiado caros, ora � esquerda ou direita ,do centro de interesses e mercado .E finalmente a "carestia" de grupos como os Strokes ou os White Stripes, completamente desfasados da nossa realidade , at� porque os seus numeros discograficos caseiros, n�o permitem arriscar com os numeros a que j� est�o habituados noutras paragens. Apenas e s� uma conversa de fim de tarde quente, inesperada e nutritiva...

BANDA VISUAL : gosto muito do novo clip da muito curvilinea Jewel; aparentemente uma explora��o carnal, pouco habitual na cerebral artistas. Contudo, e e se estiverem bem atentos , reparam na poderosa critica social, que as imagens de fantasia transportam. Sob a capa da ironia , Jewel leva a agua ao moinho, isto � os olhos ao sitio certo.....




escrito por alvaro �s 4:04 da manhã
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quinta-feira, julho 24, 2003

 

MOURINHA , GOSTO DE TI E DO TEU NOME; MAS FAZ-ME CRITICAS MAIS CURTAS....GRACIAS AMIGO: A proposito de Blitz, fui de proposito a uma tabacaria da Foz velha, procurar um exemplar. O que j� n�o fazia h� muito. Bom sinal ,e j� v�o 2 euros de custos. N�o retiro nada do que disse num post anterior: melhorias evidentes, mas ainda a possibilidade de um "controlo de tinta" , em especial na area de critica de discos. N�o estou a lan�ar a solu��o BLENDER, que apresentei no ultimo XPTO onde participei. A revista do grupo Maxim, consegue " criticar " 200 cds. Neta edi��o do Blitz , contei 23 ,j� com singles e maquetes, e ainda uma pagina inteira dedicada a Joe Hisaishi cuja musica confesso ,com humildade desconhecer , e a Paddy Mcaloon, do qual sou fan e mais do que isso, um felizardo, j� que pude ver a vers�o Sprout em finais de 80, no Hammersmith ent�o Odeon, e acompanhar " o interior" do projecto atrav�s da cumplicidade estabelecida com Neil Conti, e o amigo comum Luc Vergier( ambos desenharam o som dos Zero, a merecer uma re-edi��o remasterizada). Sinceramente gostei do texto de Mourinha, que ,e ser� uma das quest�es essenciais da escritica pop, me " obriga" a espreitar ambos os discos;o mesmo n�o quer dizer que o proprio, n�o pudesse poupar alguma tinta e "olhos"....seja como for , na proima ter�a-feira , l� estarei a contribuir com mais um euro, o terceiro euro que gasto na vers�o 03 do velho Blitz....

P.S. fiquei apaixonado pela geisha digital ilustrada pelo Rui Ricardo

BANDA VISUAL: existe uma serie cartoon, chamada Rugrats. Banda sonora Devo, onda Simpsons para os miudos: Um dos episodios desses " ratinhos de alcatifa" chama-se A Angelica � que manda; o mesmo quer dizer a minha baby � que manda; 0.53 e sou " obrigado" a ver os DVD dessa delicia audio-visual que se chama Madeline...




escrito por alvaro �s 12:55 da manhã
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RUFUS E ARRUFUS: Com a edi��o desta semana do Blitz e a proxima " saida � rua" do influente suplemento Mais, a quest�o (A) Rufus , ultrapassa as fronteiras da actua��o , do artista canadiano, para se tornar numa reflex�o mais seria e profunda sobre o estado da na��o festivaleira. Como o editor Nuno Galopim confidenciou ao Via Rapida, n�o estamos perante Nickelback parte 2. Simplificando: poderia ter acontecido uma segunda parte, do famoso numero do Ermal,que e felizmente n�o se verificou. Curiosamente, li noticias , ali�s humoristicas e sarc�sticas sobre Braga, Porto, Portugal no longinquo aeroporto de Seattle, com selo Rolling Stone, em que a onda tipo South Park, isto � " anti-canadiana " aplaudia e justificava , ironicamente j� se v�, a "valentia "dos visigodos de um cantinho da Europa, America do Sul ou Polinesia, onde tal manifesta��o teria ocorrido.Estou em geral de acordo com a perspectiva Blitziana, embora n�o percebesse muito bem ,a por��o de responsabilidade que caberia ao publico, pela sua incivilidade e � organiza��o por um tamanho erro de casting, do qual , n�o se pode inocentar como Pilatos e muito menos assobiar para o lado.E recordo mesmo que num festival tematico, como Coura por vezes consegue ser, os Red House Painters e os Coldplay( pois, esses mesmos) n�o se livraram de dificuldades suplementares.Segundo Galopim , e lan�ando o seu trolar� de sabado, as " culpas" ser�o repartidas 50/50, n�o tendo e aparentemente , levado a qualquer posi��o mais " dura" do artista e dos seus representantes. Bem pelo contrario: Wainwright, mostrou-se disponivel para regressar, agora para actuar perante o " seu " publico, que n�o ser� t�o pouco, como alguns poder�o imaginar. Afinal ,nada que eu proprio e o editor do DN , n�o tenhamos lan�ado em algumas das longas noites da Antena 3 dos anos 90.
A quest�o do calor, energia e disponibilidade do publico portugu�s, foi amplificada de uma forma irreal por alguma imprensa de espectaculos. Creio que se criaram jovens Frankensteins da pop, isto �, criaram-se codigos sob os quais se rege a maioria das audi�ncias pop-rock nacionais. Como explicar agora que , alguns desses valores s�o comuns � maioria das audi�ncias de todo o mundo e que a ideia de opini�o critica, bases comparativas,import�ncia mediatica dos concertos � transformada em " frieza", como se o publico londrino, parisiense ou berlinense n�o tivesse mais concertos numa semana que por vezes Portugal inteiro, num ano?Abordei esta quest�o ao de leve, at� porque reconhe�o a delicadeza da mesma, e a forma como uma opini�o fria e objectiva pode ser lida de uma forma completamente diferente e distorcida. Por varias vezes e em conversas " de balneario" na noite da Antena 3, referi de uma forma subtil ,que era um exagero a forma como se " liam " as atmosferas de concertos no nosso pa�s.N�o sei ,nem � o objectivo essencial, se fui ou n�o bem compreendido, quando tive a coragem, de por alguma agua numa fervura que mais tarde ou mais cedo iria queimar mais, do que seria de aguardar.Mas sejamos claros: incidentes , desatinos e �t� viol�ncia acontencem em todo o lado. Bastaria recordar Leeds no ano passado e as dificuldades de Glastonbury , recentes e reais, que chegaram a amea�ar o patriarca dos Festivais de Ver�o. Muitas vezes os momentos mais delirantes das audi�ncias s�o vividos sob protec��o de vidros bem escuros e n�o atinjem os alvos, em especial quando o dinheiro est� no cofre-forte e " Elvis has left the building".N�o quero com isto dizer, que n�o existem e genuinamente artistas que " conhecem " o publico nacional e o apreciam. Mas nem tanto ao mar , nem tanto � terra. E como exemplo: alguem sabe ,se um senhor como o Ben Harper, gosta dos gritos e urros que impedem a sua concentra��o nos temas mais exigentes? alguem perguntou aos Guano Apes , se n�o desejariam ser conhecidos nos USA ou Reino Unido, para alem do seu legitimo sucesso nacional? alguem , sabia como agora o Blitz apontou e bem, que os Him gostariam de ter sucesso planetario e especialmente onde as coisas s�o, e custe a quem custar, essenciais? e j� agora, se fosse pelos aplausos e energia e pela boa onda, os Metallica, Bruce Springsteen , Bowie, R.E.M. ou mesmo White Stripes , n�o assinariam o ponto por estas costas este Ver�o e nas tourn�es que se preparam para lan�ar....
S�o motivos ,e muitos de reflex�o, que surgem num contexto em que os proximos Festivais Internacionais me parecem sinceramente mais equilibrados e interessantes e portanto, mais blindados � crise e ao cansa�o, provocado isso sim , por um cartaz estranho, desinspirado e mal baralhado. Julgo que o Sudoeste e Coura v�o ajudar a situar tudo isto e a lan�ar as bases , agora solidas de reflex�o, para um ano de 04. em que se lan�am mega eventos , e onde se aguardam centenas de milhares de espectadores. Aqui, e a um ano de dist�ncia, lan�o a ideia que s�o numeros pouco equilibrados para a nossa realidade, a n�o ser que se conte com os fans das selec��es que se prepararam para nos visitar, ou com os que v�o restar do outro Super Festival que se lan�ou este ano, no falecido Estadio de Alvalade e que vai ter continuidade. Ou ent�o que se importem, brasileiras t�o lindas como aquela que anuncia a bandeirinha e o adesivo , ou n�o sei qu�. do Rock in Rio original.Ela esteve l�, presumo que n�o esteja c�; mas seria bem vinda...

BANDA VISUAL: uma loira no meio do deserto....cobras e violoncelos. Ainda n�o sei o que �, mas tamb�m n�o me interessa muito....




escrito por alvaro �s 12:23 da manhã
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quarta-feira, julho 23, 2003

 

NASCITUR RIDICULUS ROCK, PARTE 5: A proposito de Veloso, e curiosamente dos Taxi, vou transcrever o artigo sem comentarios; afinal um naco de prosa pop-rock made in 8os.
TAXI
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primeira falta de compar�ncia
segunda falta de compar�ncia

� DE MAIS!!!!!!!!

a seguir as tentativas telefonicas, presumo ainda com os telemoveis como pe�as de verdadeira e crua sci-fi.

Trrimm...trimmmm, trimmmm.......trimm....trimmm....trimmm....trimmmm

O Rui Veloso n�o se encontra em casa, � favor telefonar noutro dia. O resto da historia � semelhante: depois de varias tentativas, os jovens e intrepidos jornalistas , desistem mas deixem uma nota

"Depois destas tr�s tentativas , necessitavamos de material e na impossibilidade de o adquirir, pelo menos queriamos frisar o nome do iniciador deste movimento( ainda n�o se pediam mais cinco...) a quem tantas vezes se atribui a responsabilidade . Esperamos algum dia ter o prazer desta entrevista, ainda n�o conseguida. " Ainda n�o sei se o conseguiram; j� localizei, e nem era dificil, Carlos Feixa. Espero em breve acrescentar mais umas notas a este momento , que me pareceu muito interessante, at� porque 10 anos antes, como al��s o tinha referido anteriormente, se abordavam quest�es semelhantes. Como e ali�s, 20 anos depois , algumas destas ideias , s�o ainda e re-colocadas no contexto proprio, perfeitamente actuais....

BANDA SONORA:O lo-fi feminino de Anna Waronker. Nome de alta voltagem discografica( filha do lendario Lenny Waronker) e agora notoriamente " "contaminada" pela influente power pop, dos injustamente ignorados Redd Kross. No canal Sol, onde vi e pela primeira vez um anuncio!!!!!! de iogurtes.Ser� da concorr�ncia?




escrito por alvaro �s 11:02 da tarde
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NASCITUR RIDICULUS ROCK, PARTE 4: N�o para de me surpreender o " regresso ao passado" em tantas coisas mais do que actual, permitido por este artigo de fundo publicado pelo Mundo da Can��o no Outono de 1981. A proxima parte � dedicada ao rock star que se chama Garc�s, hoje um respeitavel cidad�o luso-americano, e que na ultima vez que tive o prazer de o ver, " confundiu" o Forum da Fnac, com o Madison Square Garden. E come�a por ser hiperb�lico, � sua boa maneira: " At� � data ninguem me convenceu a cantar rock em portugu�s". Ap�s uma serie interessante de teorias, Garc�s comenta a Lei, afinal aquela que ainda "mexe", de protec��o � musica portuguesa. " Acho que � bom para a musica , embora se devessem preocupar mais com os instrumentos que t�m pre�os incriveis, fomentar escolas de musica, haver disciplinas de musica obrigatorias na escola etc" Garc�s dixit, h� 22 anos.Mas h� mais: cru e duro, como era seu habito, o show man dispara em varias direc��es."Acho que o nosso grupo( os Roxigenio) e mais meia duzia acima da media;quanto aos outros , nem d� para fazer comentarios.H� para a� muitos oportunistas. Quando se fala nesta onda de rock, fala-se sempre no Rui Veloso.Quero focar mais uma vez que nada tenho contra ele ao contrario do que certos jornalistas quiseram fazer entender, embora n�o considere a sua musica de boa qualidade, na maioria dos casos;n�o � um bom musico e n�o canta rock mas musica ligeira abluesada..."
Por estas e muitas outras , Garc�s e a sua alma matosinhense continuam a fazer falta na nosso timida, e politicamente correctissima cena . No departamento franqueza , � ainda Reininho quem transporta a tradi��o " desbocada inteligente e lucida" que o rocker nortenho, apresentava sob uma capa de polemica e agressividade, por vezes teatral e exagerada , para a obten��o dos efeitos pretendidos.Como ali�s � visivel, quando mais � frente classifica como pobre, a presta��o vocal dos UHF, mas � nos Trabalhadores do Comercio( o grupo new wave do antigo Arte e Oficio, Serj�o) que centra a sua afiadissima lingua. "Sobre os Trabalhadores , quero dizer que n�o servem de exemplo, porque aquilo n�o � nada.E s� quero acrescentar que acho ridiculo aproveitarem-se do miudo como o est�o a fazer e creio que eles s� existem porque o Arte e Oficio como banda caduca, n�o d� dinheiro..."

BANDA VISUAL : jantar de peixinho � Foz, com o Blitz como sobremesa...




escrito por alvaro �s 10:38 da tarde
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NASCITUR RIDICULUS ROCK, PARTE 3: A parte 3, inclui uma entrevista com os lendarios Jafumega. " De momento n�o existe um movimento de rock portugu�s mas acredito que venha a existir."Mais adiante , a perspectiva ainda hoje comum, que o portugu�s � mais dificil de cantar, mas que a inten��o � cantar exclusivamente na nossa lingua, para uma melhor comunica��o com o publico. Logo a seguir a pergunta comum. " Existe um movimento de tock portugu�s? " a resposta n�o se afasta muito das posi��es da epoca. " H� muitas pessoas e grupos a aproveitarem-se desta onda.Urge separar o trigo do joio. N�o existem c� estruturas nem entreajuda nos grupos mas sim grandes rivalidades o que acaba por ser prejudicial ao rock.Outros aspecto importante � que as aparelhagens continuam carissimas e existem grupos com qualidade sem aparelhagens � altura.Por outro lado, s� depois do aparecimento do Rui Veloso, as editoras come�aram a apostar no rock portugu�s....

BANDA VISUAL: rever o trabalho de hoje no XPTO




escrito por alvaro �s 2:37 da manhã
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NASCITUR RIDICULUS ROCK, PARTE 2: Na segunda parte deste trabalho, explica-se que se come�a por grupos do Norte, prometendo-se olhar para os do Sul, logo a seguir. A primeira escolha chama-se Grupo Novo Rock, ainda sem Reininho. Os autores dizem que na impossibilidade de uma minima converg�ncia de ideias, de factos, de explica��es, o dialogo tornou-se monoc�rdico, respeitando unicamente e por vezes mal, a banal pergunta-resposta. E uma das perguntas mais interessantes surge logo no incio: " Porqu� , em portugu�s?...� a tal coisa do contacto directo com o publico. Estamos em Portugal, queremos fazer-nos entender e ter uma rela��o muito directa com o publico. Cantamos em portugu�s para eles perceberem o que estamos a dizer. N�o queremos criar imagens nem sermos parecidos com os estrangeiros". A quest�o e a resposta continuam a ser actuais no seculo XXI. A seguir o Grupo Novo Rock, justifica a corrente afirmando que n�o foi apenas por culpas das editoras( outra quest�o com barbas de Matusalem) que a cena portuguesa se atrasou." O que acontecia na maior parte dos casos era que pretendiam copiar Yes e Genesis e andavam meses naquilo..." A quest�o seguinte � igualmente interessante : " O que � que pensam da publicidade e protec��o que tem sido prestada ao rock portugu�s?" , a resposta � ainda mais interessante . " A radio est� a passar rock portugu�s, os jornais etc. No meio disto est� a haver uma moda.Depois vamos l�ver quem fica: h� musicos ligeiros a fazer de conta que fazem rock , porque � um genero que est� a vender. Ao fim e ao cabo est� a haver uma grande misturada..."
E para concluir a ideia que " est� tudo a estoirar os conceitos, todos, mesmo, os do rock que havia nos anos 70. Aquelas coisinhas bonitas, o Vietname, os mitos do futuro acabaram. � necessario fazer alguma coisa na cultura em geral, isto �, fazer uma revolu��ozinha a todos os niveis"
To be continued..� claro

BANDA VISUAL: ser� genetico, ou porque raz�o a minha baby de 3 anos, ainda n�o foi para a caminha?




escrito por alvaro �s 2:00 da manhã
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NASCITUR RIDICULUS ROCK: Com coordena��o do Nuno Galopim, j� est� disponivel uma colect�nea sobre o rock portugu�s de 80; � um assunto interessante e ao qual voltarei muito em breve; at� porque coincide com o inicio ,ainda meio amador e part-time ,da minha carreira comunicativa,e tenho memorias ainda frescas dessa epoca. Como introdu��o, achei interessante recuperar um especial publicado no final de 1981 . Sob o titulo , " rock made in portugal", parturiunt montes: nascitur ridiculus rock, da autoria de Melo da Rocha e de Carlos Feixa, este um ex colega da Radio Nova, especialista em World Music e assistente de Avelino Tavares na actual estrutura de promo��o de espectaculos e Festivais do Mundo da Can��o.
O texto, ali�s longo e que como v�o ver , inclui entrevistas com alguns dos lidimos representantes do movimento, come�a por dissertar sobre o que � ou n�o rock, origens e estilos, para chegar ao primeiro momento que nos interessa partilhar: " o cavalo de batalha da originalidade no rock, em especial em Portugal � um tema no vazio, porque o rock n�o vive com o fim de se tornar original, mas deve viver na mensagem que se quer transmitir, sendo a musica um meio de que serve.."Comentarios que hoje fariam sentido, se fosse incluida a componente visual, estetica e de pura fashion, areas que evidentemente nos promordios de 80, sem telemusica generalizada, n�o fazia muito sentido. E 6 anos ap�s Abril, o refor�o de significantes de interven��o eram ainda centrais a qualquer discuss�o artistico-profissional. Mas logo a seguir surge um dos nacos mais interessantes: " Portugal v�-se subitamente invadido por um dito movimento de rock cantado em portugu�s e que insiste em ter uma identida propria.O seu aparecimento tem-nos sido apresentado como um fenomeno milagroso, pretendendo-se esquecer que sempre houve grupos de rock em Portugal com uma responsabilidade marcada, n�o na genese deste fenomeno em si, ams fundamentalmente por um abrir de portas que serviram de entrada a estes novos grupos". A raz�o para esta posi��o, � explicada logo a seguir, mas o mais interessante � que o fundo neo-sacrossanto da coisa, ressuge num outro contexto 20 anos depois. Neste caso, os autores olhavam para e gostavam unicamente de "lembrar o contributo para a musica em geral e rock especial dos 111, Pop 5, Chinchilas Objectivo e tantos outros..."
A seguir as ideias dos protagonistas , observados sob o prisma de viagem no tempo: expressas num momento historico, sem qualque consci�ncia do que os 23 anos que se seguiriam , poderiam representar...

BANDA VISUAL: ainda Keith Richards todo maluco, no intervalo que na altura parecia eterno de actvidades para o Sindicato Rolling and Stones




escrito por alvaro �s 1:30 da manhã
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QUANDO CASH � POP E POP � CASH...: Ainda a proposito da fase Cash/Rubin e da dimens�o emocional de um tema como Hurt, uma especie de epitafio audio-visual em vida do " outlaw" , assinado por Mark Romanek, uma das estrelas da videografia dos anos 90, lembrei-me de um episodio que de alguma forma, clarifica ou confunde ainda mais a ideia do que � Pop. N�o sendo necessario entrar no universo de Joe Carducci no influente The Rock and Pop Narcotic, creio que este exemplo � deveras interessante. Estava eu � beira foz, quando do interior de uma marca de comida mais ou menos rapida, e ap�s uma serie de can��es tipo , top 40, surge a Voz de Cash e Hurt, para logo a seguir escutar um outro " top 40" qualquer. Tal como eu devem estar a questionar-se como era possivel esta can��o surgir num alinhamento t�o central, t�o mainstream.A vers�o original , n�o passaria de certeza, tornando ent�o a vers�o de Cash/ Rubin , bem mais "dificil" do ponto de vista emocional,mas intrumentalmente mais acessivel �s massas,e isto sem qualquer rela��o com o habitual menu do ex e importante Caffe Buondi...O mesmo se pode dizer de can��es dos Smashing Pumpkins, impensaveis de rodar nas esta��es mainstream, quando Siamese Dreams, n�o vendia mais de 3000 copias no nosso pa�s e que hoje podem fazer parte de esta��es t�o " centrais" como a RFM ou a Best. Neste caso, tornou-se pop, por absor��o, ou por integra��o nos habitos de escuta? uma quest�o interessante sem duvida...

BANDA VISUAL: chega aquele momento em que os canais de TVmusica, entram num loop aborrecido; para o combater, uma das minhas preciosidades em DVD: Keith Richards e o X-Pensive Winos, isto � os "borracholas caros " , live no Hollywood Palladium....




escrito por alvaro �s 12:45 da manhã
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ITS ONLY ZE PEDRO, BUT WE LIKE IT: o Valdir cita um episodio muito engra�ado ao qual voltarei , quando ele o revelar. Posso dizer que de facto s epassou nos bastidores de um concerto especial dos Xutos no Rivoli e meteu um realizador americano, j� de si alucinado com a " performance" de um " primo minhoto" do Z� Pedro, ou l� o que ele era.Cheguei a pensar que ele, realizador , o iria levar para a Magnolia Boulevard..ooops.....
Mas de repente lembrei-me de um episodio particular que envolve o nosso Keith Richards. Depois das habituais e tensas 5 horas para New Jersey , e de mais umas 4, para passarmos o codigo laranja em vigor a 10 de Setembro de 2002 nos USA, l� conseguimos entrar no avi�o para Seattle. Meio vazio ,o que era e de facto um alivio, para se poder descansar as pernas de uma liga��o Lisboa- Newark esgotada , e ainda por cima " decorada" pela paranoia geral, que parecia atinjir tudo e todos.No momento do snack, isto � uns amendoins e coca -cola , surge a " aero-mo�a", toda fresca e loira. Olha-nos e comenta: de que banda s�o? t�m ar de rockers..." Groupie em pot�ncia, disse ao guitarrista enquanto o apontava como a verdadeira estrela rock do gang, que incluia o Vitor Figueiredo da Sic Radical e o Paulo " Sergio" Ferr�o da Sony. O destino era de facto o enorme e humido Pacifico Noroeste da America, onde nos esperava e num dos Hoteis mais rock and roll do mundo, o Edgewater( incontaveis historias que envolvem Beatles, The Who, Stones e claro a historia do peixe espada dos Led Zeppelin) um saco reciclado com queijos, vinhos, caf�, e outras iguarias made in Seattle cortesia dos anfitri�es, Pearl Jam....

BANDA VISUAL: ir� merecer masi espa�o, mas apenas e por agora o SIL�NCIO para ver Hurt, a obra prima de Mark Romakek para Johnny Cash




escrito por alvaro �s 12:09 da manhã
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terça-feira, julho 22, 2003

 

PORTAS, N�O ESSE OS OUTROS , PARA O SECULO XXI: Ainda h� uns segundos procurava informa��es sobre a tour europeia dos Doors; sim, esses, ainda sem Jim Morrison aparentemente ausente. Mas, e mais do que vos dizer que v�o procurar um Whiskey Bar no Inverno europeu( para j� Fran�a e Inglaterra oficialmente na lista) , a "gra�a" � que ao clicar Doors, sou levado para a companhia menos mistica dos 3 Doors Down. A verdade � que para o site da Pollstar, chamam-se e oficialmente 21st century Doors.Quem sabe ,para ver dentro de um Coliseu nacional no proximo e esperamos todos, menos duro inverno , economico.....

BANDA VISUAL: Recomendo sem reservas o Flipside da VH1, canal que muito teria a ganhar com algum conteudo em portugu�




escrito por alvaro �s 11:44 da tarde
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TALENTOS E GENTE BOA: A historia da NTV original ser� feita um dia; e acreditem que daria um fantastico " tell all", uma formato com muito mercado do outro lado do Atl�ntico. Acreditem que n�o vou ser eu a fazer esse livro, mas que daria um bom caso de estudo( study case) n�o tenho qualquer duvida. Mas n�o � por isso que estou a olhar "para tr�s", mas sim para vos dizer que desde o inicio ali�s super-atribulado do projecto, que existiam talentos , que ali�s e na sua maioria foram integrados no novo projecto. E quando me refiro a talentos, n�o estou a fazer juizos de valor sobre as reconhecidas qualidade de alguns, mas sim as vertentes artisticas. Sabiam que um dos quadros, � o guitarrista dos muitos recomendaveis Sloppy Joe, que ali�s se apresentam ao vivo este fim de semana em Ponte da Barca, no Jardim dos Poetas? e porque n�o referir e ali�s voltarei ao assunto a equipa Gon�alo -" Ed" Edgar, e os clipes dos LFCool, Sally Lune e muito brevemente um monumento de imagina��o Lo.Fi no que diz respeito ao or�amento que vai embrulhar o clipe de estreia do Ace dos MDG.Porque sei o que sr Madail vale, como pessoa e profissional, aguardo muito boas coisas daquele " gang"....

BANDA VISUAL: viagem imediata ao final da decada de 80, e ao "madchesterismo", que levei na cabe�a de um momento para o outro ao ver os Happy Mondays no Ver�o de 88, enfiado num quarto de hotel londrino....os Stone Roses antes , muito antes das enormes crateras criadas no cerebro, tipo furos da Micas do Metro do Porto




escrito por alvaro �s 11:30 da tarde
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BLOG ON AND ON: Gostava de agradecer a forma como muitos habitantes desta blogl�ndia, est�o a assinar o livro de visitas neste cantinho; e a raz�o pela qual n�o coloco nenhum , a n�o ser o primo terceiro anel, � que n�o pretendo e apenas sugerir aqueles que nos visitam, embora sejam esses ,que de vez em quando espreito, por raz�es obvias. N�o tenho mesmo tempo ,e acredito que todos os bloguistas sofram do mesmo mal. Mas prometo logo que possa escolher alguns e refor�ar essas mesmas op��es.Blog on

BANDA VISUAL: Os Audioslave live na Broadway; mais concretamente na varanda do historico Ed Sullivan, hoje o palco para as manias urbanas de David Letterman, infelizmente sem distribui��o cabo entre n�s; e poderia perguntar onde est�o os HBO 1 e 2; o E!; O sci-fi channel; o comedy central...




escrito por alvaro �s 11:14 da tarde
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VENHAM MAIS CINCO....FESTIVAIS: Agora ,que por cada Festival que cai um outro se levanta, como o indica o JN de hoje , e que os balan�os e balancetes chegam em catadupa, � tempo de partirmos para outras cenas, enquanto n�o chega o Sudoeste e milagre dos milagres posso estacionar o p�p� em frente ao meu predio. Como conclus�o nada de novo e que n�o tenha sido aflorado por aqui, muito antes da entrada em campo de Vilar de Mouros; e neste caso prognosticos muito antes do fim. Ou e com alguma acuidade a quest�o meramente economica, abordada e bem por Marcos Cruz, mais directo e objectivo que os seus colegas representantes dos jornais de refer�ncia, e com alguma timidez de imprensa, um cartaz que deixou muita gente a seguir via Radical ou Antena 3.Ser� que temos um novo efeito tipo Super Liga? em que pre�os dos bilhetes, condi��es e qualidade dos artistas se come�a a colocar na mesa?
Como avancei anteriormente , face aos cartazes ,o Sudoeste e Coura, dever�o seguir a sua evolu��o na continuidade; e estou convencido que a ida ritual, a um Festival � preparada cientificamente. Uma por��o dos que foram " atacados " pelos microfones do CC, eram de facto jovens a viveram a sua primeira experi�ncia do genero. O que me leva facilmente a concluir que quem faltou este ano, foram os que j� ter�o um sentido mais critico, cansaram-se rapidamente do ritual, ou que ,e como j� percebemos por alguns comentarios, os que se cansaram de Apes e Hims, e j� n�o v�o nessa historia da carochinha ,da energia da Sandra , da carinha do Vallo ou Villo e aquelas tretas que fomos ouvindo ao logo da semana que passou.E foi custoso ver colegas , a procurar justificar e a suavizar a presen�a destes conceituados artistas, como que hesitando no tom, em forma da celebre Circunvala��o , andar �s voltas, dizer sem dizer, o que de facto queriam, ou n�o podiam , por motivos que compreendo e at� posso aceitar. Isto � presen�a oficial,apoio e patrocinio ,afinal uma opera��o de marketing como outra qualquer ,mas que e de facto, n�o permite excessos de opini�o ,sobre a qualidade do iogurte que se vende e sugere; ou ent�o ,o politicamente correctissimo que domina os fazedores de opini�o , enviados para estas cenas.Alguns muito corajosos quando toca a falar das suas doutas opini�es, ( em especial nos bares e intervalos de actua��es ) e escolhas ,como se fossem promotores ou membros da industria discografica , como diz o editor da Rolling Stone, Nathan Brackett, um dos erros mais comuns , como o �, um outro ainda mais velho que a S� de Braga, de falarem para outros criticos e membros da industria. .. Ser� certamente um dado novo e interessante, agora que alguns, finalmente perceberam que a formula, poder� estar a precisar de alguns retoques, ideias e porque n�o competi��o a serio.Uma pequena crise de crescimento, a que o Sudoeste e Coura com os tais cartazes bem superiores, ir�o ajudar a entender melhor.Recordo que fiz parte das equipas da Antena 3 que a partir de 1996 levaram a celebra��o e o ritual ,via radio a todo o pa�s, numa altura em que as televis�es generalistas, farejavam sangue numa picada de insecto e procuravam tudo e mais alguma coisa para criar evento jornalistico que desse audi�ncias, perante um pa�s assustado. N�o se lembram ? � natural. Em 1996 , quem tem hoje 18 anos estava a brincar aos castelos de areia, na praia do Moledo.Mas h� quem se lembre do verdadeiro e honesto servi�o publico prestado ent�o. E ainda hoje agrade�o, sem o precisar de fazer, o insano trabalho de tantos profissionais da RDP , feito em circunst�ncias semi heroicas. Por isso os proximos Festivais ,ser�o referenciais para voltarmos ao assunto na altura certa

BANDA VISUAL: O DVD dos Blur; � tema hoje no meu comicio habitual das ter�as-feiras no XPTO da NTV.




escrito por alvaro �s 3:21 da tarde
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segunda-feira, julho 21, 2003

 

VILAR DE MOUROS , AT� AO ANO, MUITAS FELICIDADES E PROSPERIDADES PARA O FUTURO: Uma vista de olhos rapida pela imprensa nacional online, confirma o que tinha antecipado anteriormente.At� mesmo as dificuldades ,tipo policiasV manifestantes , que a contagem de multid�es provoca.Dos ufanos 30.000 de quinta e sexta-feira , j� ninguem ouve falar h� muito; agora passou para 20.000, embora a media que se estabelece e com base nas consultas n�o ultrapasse os 10.000, e segundo o insuspeito CM, apenas quando os extra-terrestres desceram nas suas naves. E se o jornalista on-line acha que "Wainright"( � assim que soa � assim que se escreve, ora pois....) � americano, quem sou eu para o contrariar; o que n�o creio interesse muito ao publico, a descobrir umbigos e o aumento evidente e muito nitido, das medidas dos peitos das portuguesas.O que � espantoso , � que , poucos ter�o reparado nas fragilidades de Vilar de Mouros 03, antes do evento se iniciar .Em contraste com Coura cheio de "actualidades" e apostas actuais consistentes( como j� alguem o disse s� faltam os Interpol , e digo eu The Thrills , White Strips ou uns Kings of Leon, que presumo seriam a cereja atomica) ,um Sudoeste de evolu��o na continuidade, " dependente" de Benicassim , mas com recursos para ir buscar � " cama " ou a Miami , ou onde quer que estivesse ,o sempre excitante tio Jamiroquai.Disse-o antes e n�o me parece que tenha enganado, infelizmente.Dos 4 grandes Festivais ( incluo o Meco, neste pelot�o) Vilar de Mouros, apesar de continuar a ser para muitos, o mais simpatico ,por todas as raz�es emocionais que queiram encontrar, � o que est� nesta altura sem direc��o definida e mais fragilizado; se n�o se encontrar uma rota, nem os "espiritos" habituais e amplamente sentidos, lhe ir�o valer nos proximos anos.Ao contrario e com o 04 � porta, S�o Jacinto se definir ainda melhor a tend�ncia classic rock ainda embrionario, poder� solidificar-se com mais rapidez do que alguns possam pensar. E quando nos despedimos de Vilar de Mouros 03, avan�o desde j� um cenario estimulante para 04: aproxima-se e vertiginosamente concorr�ncia multi-nacional. Para j� made in Rio,caso se confirme a vis�o de Seu Medina, embora este possa ser um caso unico, devido � import�ncia planetaria do Euro futebolistico; mais tarde, com base mais anglo-saxonica, processo inevitavel mas para o qual n�o antecipo qualquer previs�o no espa�o e no tempo.Como tinha referido numa entrevista frontal e directa ao DN, antecipando a saison, os Festivais portugueses estavam na inf�ncia, mas aproximam-se da puberdade, o que faz aumentar a dimens�o e poder dos futuros pretendentes a um peda�o do bolo...melhor, "das salsichas e da cerveja audio-visuais" que se fornecem sazonalmente ....

p.s. espreitar on ou offline, o artigo do Marcos Cruz publicado no DN: Wain..wrong. A que poderia chamar Wain..certo.

BANDA VISUAL E SONORA : nenhuma. o sil�ncio da noite da Foz




escrito por alvaro �s 2:42 da manhã
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FIGHT THE BOREDOM, MELHOR FIGHT ON TV: Num segundo Chuck D, tomou conta de um palco. U know what i am saying? trata-se de presen�a , de capacidade de comunica��o, de "a�o negro", o que lhe quiserem chamar.Ou e muito simplesmente show ,com ou sem biz. Estava a ler e a seguir o concerto, e imediatamente, fui obrigado a parar, o que raramente aconteceu nestes 3 dias de Festival audio-visual. Um momento de CCN negra para o seculo XXI

BANDA VISUAL: O inimigo publico numero 1 , Tricky D.




escrito por alvaro �s 12:33 da manhã
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CHURRASCOS E JORNALISTAS: Agora que o Tricky, deve estar nos camarins minhotos, e o meu amigo Nuno Calado volta a falar dos alimentos , chegou a altura de confirmar que at� Novembro de 2001, a coisa continuava preta; ou ent�o ter� sido o restaurante escolhido, logo a seguir ao bizarro sound-check a que assisti. E estive presente a convite da Monica Cabacinha , para uma entrevista que n�o chegou a concretizar-se. O estado do " pixie" era manifestamente instavel. O que me era confirmado por uma daquelas figuras , algures entre seguran�a e familiar, com um esgar cinico, quando lhe perguntava se o estado do " sobrinho" era mais leve e equilibrado.E as coisas estiveram quase a dar para o torto, em mais um numero adequado aos papeis que Tricky tem desempenhado, e isto quando o proprio artista reparou num grupo que desconhecia: afinal, eram os jornalistas convidados para a tal entrevista que nunca se efectuou e que ali estavam h� mais de 2 horas, a aguardar por um sinal divino.Mas o pior estava para vir: declinei o simpatico convite da Monica( ela que est� agora na World Connection de Amesterd�o) para os acompanhar. Indiquei 2 ou 3 restaurantes simpaticos e design, caso fosse necessario instalar o artista com alguma qualidade, durante os momentos que ainda restavam para o espectaculo, ainda por cima o primeiro , ap�s a crise lisboeta. Pelos vistos a op��o recaiu numa das churrasqueiras situadas mesmo ao lado do TSB, que e apesar do cheiro geralmente apetitoso, n�o s�o propriamente modelos de restaura��o mundial.As reac�oes foram do tipo Nearly God, mais um numero para juntar aos muitos que o artista tem coleccionado..aparentemente o cenario suave e semi tropical-urbano de Venice, est�o a fazer efeito....n�o admira, eu que o diga. Durante muitos meses e quando tinha base constituida em Santa Monica, raramente falhava uma manh� , sob t�o celestial paisagem...

BANDA VISUAL: EL tricky em Vilar de Mouros




escrito por alvaro �s 12:15 da manhã
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domingo, julho 20, 2003

 

RUFUS BOY; DEIXA L�, COMO DIZEM PARA A�, ISTO � UM FESTIVAL...: S�o 23 horas e ainda n�o fa�o ideia do que v�o ser as reflex�es e analises dos enviados especiais dos jornais, independentemente de uns serem mais oficiais do que outros e por isso mais alinhados ou desalinhados e consequentemente mais doces ou azedos.Mas n�o custa antecipar , a " vitoria moral" de Wainwright, o alinhamento desadequado, o intimismo, e aguardemos como � que se vai explicar a presen�a dos Los Planetas, a n�o ser que a explica��o oficial seja a habitual desloca��o de galegos, ( aparentemente milhoes deles) atr�s dos seus representantes...
Estou � vontade para falar de Rufus Wainwright; as suas can��es barrocas e cheias de " dor de corno" , foram passando regularmente na noite da Antena 3 ; acompanhei a carreira , mesmo atrav�s de representantes da Dreamworks; e , consciente da reputa��o de artista dificl e complicado, sugeri que se poderia criar aqueles espantosos clicks que acontecem neste jardim � beira Atl�ntico, desde que o autor actuasse numa sala e fosse apresentado de uma forma consistente e solida. Como os " leitores" deste espa�o sabem, cheguei � conclus�o que Wainwright n�o est� em tournee, e que aparentemente apenas actuou em Portugal , para regressar imediatamente aos Estados Unidos , para ent�o sim, iniciar a promo��o do que ser� o decisivo terceiro album.Pelo que pude seguir nas reportagens da TV oficial, aconteceu o que seria previsivel.Se assim foi, nada que nos espante . Mas esta inesperada presen�a( quando soube do alinhamento final, fiquei convencido que o musico e cantor viria a Portugal inegrado numa tournee europeia de apresenta��o do novo album), que serviu como uma especie de " oferta aos criticos" ,e sen�o reparem na forma como a sua presen�a justificou o ecletismo e a vis�o de quem decide estas coisas, pode ter igualmente e � nascen�a, ter hipotecado as possibilidades de maior comunica��o entre o publico e o artista. Creio que e aqui sim, as doutas opini�es a publicar nos jornais de amanh�, poder�o " salvar" e por outro lado possibilitar um regresso a serio. N�o tenho duvidas que no espa�o certo,Wainwright iria cria uma base de fans interessante...

BANDA VISUAL: confesso que a transforma��o da madame Goldfrapp numa diva sexual, me deixou t�o excitado como quando "zappo" para ver a BBC News; e o video l� tem lingerie e uma gajas e tal...agora quando me falem de sensualidade para descrever a gelada english rose, mando-os passear para o Leblon




escrito por alvaro �s 11:49 da tarde
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ESCRITICAS E ESCRIBAS: Mais do que um livro sobre a historia da "escritica pop", In Their Own Write de Paul Gorman, est� a transformar-se numa especie de livro de estilo e reflex�o sobre esta area, uma serie de testemunhos lucidos e importantes , que ultrapassam " marcas" como o NME, o MM, Mojo e tantas outros refer�ncias compiladas pelo jornalista. Como � o caso de Ira Robbins, o editor da lendaria Trouser Press, que considera, " existir uma incrivel mediocridade no jornlaimo musical de hoje". Robbins explica que encontra uma chocante incapacidade de contextualizar e de perspectivar, face � ignor�ncia historica , patenteada pela maioria dos escribas.Curiosamente Peter Buck dos REM, explica-o, dizendo que " se existe algo que me fascine e repele na imprensa britanica � o facto de existir sempre alguem com 23 anos, que n�o conhe�e os Beatles .." exemplo metaforico que justifica as hiperboles e exageros tipicos deste tipo de imprensa. O resultado � que o jornalista "enlouquece" com uma banda do genero dos Manic Street Preachers , a melhor do mundo blah blah e quandos e compra o disco com base numa critica dessas, chega-se � conclus�o que se tratam de Clash de segunda." A vantagem � que e segundo Buck, este tipo de postura obriga a uma aten��o permanente,e em sentido oposto o ADN da critica americana � que esta � mais ampla, respeitosa do passado e mais tolerante , e em consequ�ncia mais tolerante.Mais adiante, explica que a imprensa pop inglesa est� mais proxima do lado pessoal e tabloide, mais National Enquirer do que NY TIMES, o quem em contexto nacional se podia traduzir por mais perto do 24 Horas do que do Diario de Noticias.Para John Peel, o controle da industria , promotores e sectores de biz puro e duro � cada vez maior. O "papa" Robert Christgau acrescenta que as realidades economicas ditam todas as leis e para o grande Greg Shaw o objectivo � apenas o de conseguir anuncios e patrocinios de editoras e afins.Mas � a propria musica, acrescenta ,que j� n�o tem a mesma importancia politico-cultural, n�o ocupando o mesmo espa�o de outras decadas.Curiosamente , Paul du Noyer, desde sempre ligado � Mojo, considera que a entrada dos diarios nesta liga, retirou um espa�o peculiar aos classicos semanarios de informa��o musical.Para Jon Savage a Pop � hoje uma industria poderosissima , que n�o permite a " indep�ndencia" que se sentia nas decadas de 70 e 80.Para o muito recomendavel Charles Shaar Murray o jornalismo pop cruza-se com o que se passa com o Big Brother ou numa novela popular.Para Marc Weingarten, a diferen�a entre rela��es publicas e jornalismo � pouco clara, at� porque o acesso � essencial, e esse s� � possivel tendo boas rela��es, com os que rodeiam e "protegem" os proprios artistas..
Caso seja possivel, " importem" este livro via digital, ou corram � Danmark Street entram no caotico templo chamado Helter Skelter. Imperdivel.

BANDA VISUAL: Wild Palms, ou Palmeiras Bravias, um classico anos 90, que acompanhei in loco, no inicio dos anos 90. Uma profunda e avan�ada reflex�o sobre o presente que se construia na decada passada, " afogada" em tecnologia semi-virgem para as massas. O autor � Bruce Wagner a quem apresentei o livro base numa condi��o miseravel numa sess�o de autografos. O ex marido de Rebecca de Mornay e autor de gui�es como Cenas da Luta de Classes de Beverly Hills e de livros como Force Majeure , elogiou a " dog-worn condition" , reafirmando o seu espanto por alguem provar que efectivamente lia os seus livros. Contei-lhe uma historia hollywoodesca. Como residia a menos de 500 metros da melhor livraria do mundo, a Book Soup em pleno Sunset Boulevard, tinha passado parte da tarde a ler o livro oficial da serie no jacuzzi do predio da Holloway Drive onde vivia. Por azar ou sorte o livro caiu �s aguas quentes do jacuzzi, danificando uma boa parte do mesmo....hey Thats Hollywood Bruce....




escrito por alvaro �s 12:54 da manhã
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sábado, julho 19, 2003

 

ESTE VER�O,SALVE-SE QUEM PUDER, DIZEM L� DA AMERICA...: � mais uma das tend�ncias deste Ver�o ao vivo.E a noticia( internacional) � clara:" Lugares mais baratos; Clear Channel baixa os pre�os , para que os fans possam ir aos concertos deste Ver�o". Publicada na ultima Rolling Stone, e lida transversalmente parece que os gigantes texanos, at� s�o c� uns amigos do pessoal.Com bilhetes da Ozzfest a baixaram aos 10 dolares( praticamente o mesmo em euros) e alguns artistas " obrigados" a baixar os seus cachets, em alguns casos at� 50%, aparentemente o objectivo � " compor" as arenas e os Festivais . E porqu�? altruismo , devo��o � musica na alma dos promotores ou uma forma de evitar o embara�o para os artistas em quest�o, que s�o as clareiras, perfeitamente visiveis, dever�o pensar os menos atentos. Talvez...ou uma resposta tipo nim.Isto �, a pratica de oferta de bilhetes superior � media para este tipo de eventos, � conhecida desde h� muito, mas s� agora e com as crises generalizadas � que se tornou t�o cristalina, como o nome da companhia. � que em grande parte o negocio base, n�o � propriamente a venda de bilhetes, mas muito mais a venda de salsichas, bebidas, sanduiches e tickets de parque de estacionamento, tudo concessionado pela propria companhia, nas suas propria arenas.O que quer dizer, que desde que as pessoas aparecem com bilhetes a 10 euros ou mesmo de borla, o negocio da musica ao vivo, mant�m-se razoavelmente estavel e assegura a sua propria sobreviv�ncia, � espera de dias melhores. Em Portugal, e enquanto tudo isto foi "leite e mel", quest�es como estas n�o se colocavam, em especial porque os Festivais dependem muito mais de or�amentos e patrocinios previamente estabelecidos, e da gest�o das licen�as de comes e bebes ,do que propriamente de bilheteira. Ainda antes da actua��o , dos Blasted( uma audi��o aos King Crimson e aos Rush de 70, caso os conhe�am , n�o seria m� ideia) , escutava o reporter/ director da SIC Radical, F Penim e o comentador da Antena 3, Nuno Calado, lan�ando numeros: 15.000 para a primeira noite; 8.000, 9.000 para esta, que entre outras preciosidades apresenta os famosos e populares entre n�s Los Planetas.N�o estou presente, n�o sou bom em numeros e muito menos tal como os sindicatos e as policias, acerto em numeros de multid�es. Mas e aceitando os numeros do canal de TV oficial, creio que ser� um sinal de contentamento.Ora e segundo as primeiras paginas de varios diarios, 30.000,eram esperados na vila minhota.Tudo somado , e parto do principio absoluto que a fonte � rigorosa, j� se chegou aos 24.000, faltando ent�o 6.000 para concretizar o objectivo e ficarmos todos felizes.Ou os tais 30,000 eram e apenas para a noite " rainha" de ontem? folheando os jornais todos , fiquei sem saber , mas parece que n�o ser� muito importante.Nestas coisas o que interessa � o espirito do vinho verde e do matraquilho VIP...

BANDA VISUAL: o ritual mutante dos Blasted. E uma pergunta meramente televisiva , em rela��o ao trabalho CC/ SIC Radical: n�o seria interessante, colocar uma cam e um reporter na area backstage? creio que iria enriquecer e muito o produto final.




escrito por alvaro �s 11:44 da tarde
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LISA ROBINSON E ELTON JOHN , COLUNISTAS POP.: Gosto da Mojo e da Uncut;da Blender, que como o nome indica � a mistura de estilos, design e conteudos para o pop-rock da da Maxim e da Stuff, do mirabolante grupo liderado por Felix Dennis, ainda sem distribui��o nacional e pelo que me apercebi recentemente, dificil de encontrar em Londres.Continuo a gostar da Entertainment Weekly, apesar de n�o ser mais o ponto de refer�ncia que j� foi, em particular durante a segunda metade da decada de 90. E sou ainda um "c�o fiel" da Rolling Stone, cuja historia tenho estudado profundamente, o que n�o parece ser o caso de muita gente, que volta e meia opina e usa , a marca -m�e , para designar conformismo ou mesmo colocar em causa, op��es est�ticas( recentemente li no Publico uma refer�ncia em que pelo facto de a revista ter escolhido Rufus Wainwright como figura , quase que se deveria descontar uns pontos...). Para quem n�o faz ideia do que est� a falar e ainda por cima , o revela publicamente, recomendo The Rolling Stone Story , de Robert Draper, onde e pelo menos ir� ficar a saber , a import�ncia estetica, liter�ria e politica que a publica��o de Jann S Wenner, efectivamente contem. E claro os nomes do " novo jornalismo", do cinema, e das artes em geral, que marcaram e foram marcados pela revista, agora "re-inventada" pelo exilado brit�nico, Ed Needham, " raptado" da FHM norte-americana.
Mas n�o � sobre estas publica��es que gostaria de perder o vosso tempo, mas sim pelo que considero e de momento os melhores espa�os para se encontrarem as pistas certas: a Hot Tracks da historica Lisa Robinson que podem encontrar no Bentley das revistas, a Vanity Fair; e surpresa, na Interview, em especial e acreditem mesmo, os conselhos de Elton John, tipo Professor Marcelo nova-iorquino, onde e com um enorme avan�o , podem ler sobre Ryan Adams, The Thrills ou mesmo Lucinda Williams. Espreitem ambas as colunas e confirmem....

BANDA VISUAL: como j� percebi,s�o muitos os que observam Vilar de Mouros via Radical. E as cenas que ou�o h� anos. O lindinho do finland�s , e as suas fans ,e a energia da Nasic, muito simpatica e n�o sei que mais ...como alguem me mailou hoje: j� n�o h� paci�ncia....




escrito por alvaro �s 4:50 da tarde
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: Key Largo: A Catchup Chat with Aimee Mann


A proposito da proxima actua��o de Rufus Wainwright com a Sra Mann, lembrei-me que a primeira pe�a que enviei para a rocksbackpages.com , foi esta entrevista com a sra Michael Penn. A vers�o portguesa , publicada pelo DN Mais, era completamente diferente. Sem o glossario que se segue, uma serie de refer�ncias incluidas sem contexto, seriam muito dificeis de descodificar para os leitores habituais de um suplemento nacional.O que e obviamente n�o acontece ,com uma audi�ncia anglo-saxonica e mundial, a quem se destinam os trabalhos, que envio regularmente para o site de Barney Hoskyns.Como complemento, o habitual Glossario:
1. Lady of The Canyon- refer�ncia obvia a Joni Mitchell e a uma area da cidade das estrelas onde se concentravam nomes t�o cruciais como Neil Young, David Crosby, os Eagles , Stevie Nicks entre tantos outros
2. Caf� Largo- assunto para desenvolver em breve; trata-se de um restaurante bar , situado no bairro judeu de Fairfax, onde acontecem momentos unicos de musica e comunica��o e ainda surpresas, como por exemplo a noite do produtor Jon Brion, afinal um dos ali�erces para a sobreviv�ncia de Aimee Mann, e para a banda sonora de Magnolia, de PT Anderson, " mito urbano" ao qual voltarei em breve
3.Kibbutz Night- �s ter�a -feiras e no Canter s( mesmo em frente do Largo, visualiza��o feita numa blogada sobre Chuck E Weiss e Tom Waits, publicada anteriormente), o junior Dylan apresentava e coordenava um verdadeiro encontro de cantautores 90s , de que eu eu era um espectador regular.
4.MTV artist- EM 1992 pude ver Mann, num showcase da falecida Imago, editora que ent�o incluia Henry Rollins e num periodo breve distribui White Noise , Black Tie, de David Bowie disco que merecidamente vai ter re-edi��o mais do que justa.
5. Jon Brion- uma especie de "jovem" Van Dyke Parks, ali�s com este co-produziu uma boa parte do album de estreia de Rufus Wainwright. Antigo baterista dos influentes Till Tuesday, Brion seguiu Mann de Boston para L.A. onde agora reside. Para alem das produ��es e albuns que edita via net, Brion apresenta semanalmente uma das cenas mais vibrantes e criativas a que algum dia tive a honra e privilegio de assistir: as noites de quinta, no referido Cafe Largo.

AC: So you haven't become a "Lady of The Canyon" after all...

AM: We just moved out! The general idea of the place as a beautiful safe haven is wrong. People drive too fast, the sidewalks are not big enough to walk safely.

Do you think there is a kind of "Cafe Largo" gang or attitude?

I can say there are Largo regulars, songwriters who congregate and try things together. As you know, in L.A. there are a few places like this, but what people connect with is the audience stance, how respectful it is. To be honest, part of it is dictated by the owner's presence: everybody knows that if there is a table of people talking, not paying attention, Mike kicks them out... the place itself helps create the perfect atmosphere for us to experiment.

It seems like a Fairfax thing going as well. I still remember the Kibbutz Nights at Canter's, right in front of Largo. Jakob Dylan was then sort of doing the same thing�

Exactly. There is a large pool of talented people to draw from in L.A. When I am not on tour I come here to throw stuff in front of an audience, tone it in a totally different environment from a tour concert.

When I talked to E from the Eels he mentioned your night at Largo as a great experience...

I haven't seen him much recently. E's kinda elusive� but he's right. The talent that gathers at Largo is amazing: Jon Brion, Elliott Smith and Benmont Tench can show up anytime, as some standup comedians do as well. It is something that is not possible to do in many other cities...

Jon Brion has become one of the most important producers around. In a way, it is the result of your moving west in the early '90s. Did you ever believe he would turn into a contemporary Van Dyke Parks?

I always felt he was some sort of a genius, way ahead of his time. Jon was including elements, instruments, citing songwriters that were not as trendy then. As you know, he produced my first two solo albums and was a member of the last line-up of 'Til Tuesday. Out here he was able to find the right people and create the perfect space to express his enormous talent. He's about to start work on the new Fiona Apple album.

In 1993, Billboard's Timothy White said you were an artist who did not protect emotions. Somehow that defined your '90s.

I came to realize that those ups and downs happen to many artists. It is just the way the record business operates. In my case I decided to take the situation in my own hands and confront it head on. I really had to get out of it for a while to regain some control. And in fact you can say there is a happy ending to this story...

Was there a moment when you thought about giving up, moving on to something else?

I did not really have that kind of edgy moment, until the very end, when I found myself at Interscope and realized I could not take the major-label stance one more time. Up until then I'd tried to make any situation I was in work, tried to adapt and adjust to people in charge, but it never did happen. I came to the conclusion it would never work no matter what I did in that context. Trying continually to come to terms was not the answer for me. The answer was getting out and doing it myself...

When I first saw you in Los Angeles in the early '90s, I saw an artist shaking off what was left of her MTV days. But the way you did come out of that tag , could already mean a stance. But it is amazing how you developed into this sort of study case of the ever vicious relationship between industry and artists in the digital age...

It was never that intentional. I feel some artists are reluctant to talk about their experiences and emotions, express them in a mediatized context as I did.I really believe is better to use those emotions and experiences than to bury them in some place. I never thought about the consequences for my career, if my stances were good or bad.

Being based in Los Angeles was indeed a good move. What's the role of your current hometown in your music?

It was a working one when I moved out here from Boston. Being closer to the core of the entertainment business and having more chances to find work and make a living in my own terms was the goal. But the main difference as compared to a city like Boston are the small scenes, the networks that places like Caf� Largo provide. Musicians can hang out, try new things even making a living without being bona fide stars, which was my case.

In L.A. the media plays such a major role in the development of these scenes...

Indeed, but let's be honest about it: a lot of what happens in Largo has to do with the owner s attitude. Mike is very clear about how he expects audiences to treat and respect the artists that perform at the Club. He genuinely loves music and does not let drinking and conversation get in the way of what happens onstage.

I know the Largo scene helped you get going, and even if your career has now moved on again, you value those nights at Largo very highly.

It still is a fab situation.




Alvaro Costa, Rock's Backpages, September 2001


� Alvaro Costa, 2001




escrito por rui �s 12:09 da tarde
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CABARET MINHOTO: Creio ter sido a ultima vez que falei com ele. Ainda por cima no casar�o que albergou durante alguns anos a EMI , numa das zonas mais charmosas de Lisboa.Era um gabinete pequeno e ensolarado. Lembro-me que j� tinha feito e definitivamente as malas, e me encontrava naquela fase de re-adapta��o, Lido assim , pode e deve parecer pretensioso, mas 6 anos de Londres e L.A. , n�o se sacodem de um dia para o outro. Mas se e na industria exista alguem que o entendia era o saudoso Rui Ferreira, a quem essa mesma industria , ainda n�o prestou a homenagem devida. Voltarei a esta figura impar, e ao lan�amento definitivo dos Madredeus , cozinhado a partir de Londres pelo proprio, mas e agora que s�o 4 .am , lembrei-me dele, a proposito de Rufus Wainwright , da forma como se est� a lan�ar e desenhar o recital desta noite e mais particularmente por causa do unico Van Dyke, que conhe�o, o Parks, o ex ideologo de Brian Wilson , Ry Cooder, e entre outros Randy Newman, para alem de autor de alguns dos albuns mais influentes da historia da pop-rock de finais de 60 , principios de 70.E o que ter� tudo isto a ver com um almo�o de conversa franca e divertida, exclusivamente sobre musica e alguns dos seus cromos favoritos.N�o s�o muitos os que sabem que tive o raro privilegio de ver Parks, num espantoso e pequenino clube/ loja de musica chamado McCabe s , no muito western , Pico Boulevard, na fronteira entre Santa Monica e West Los Angeles.o Rui Ferreira , foi uma das poucas pessoas a quem o disse, sabendo que a reac��o seria de enorme respeito pelo talento barroco e teatral de uma das mais importantes e menos conhecidas, figuras da musica americana dos ultimos 40 anos.Falei em barroco, em teatro , inerente falar de musicais, de opereta-pop, ali�s ingredientes audiveis no primeiro disco de Wainwright, que me fartei de passar no falecido painel nocturno. Este blog de esquina ,n�o � um local de critica � critica; o que n�o quer dizer que n�o fosse muito util e necessario, tal � a forma " des-monitorizada" algum jornalismo musical e cpop-cultural se passeia pelos " quiosques de opini�o".Mas o objectivo n�o � esse, nem penso perder demasiado tempo , nessa miss�o.O que n�o quer dizer que aqui e acol�, n�o possa olhar de uma forma critica, para a critica. Tudo isto a proposito da forma como e em rela��o a Wainright, note a aus�ncia quase absoluta de refer�ncias a Van Dyke Parks, como ainda o pudor em partilhar a " informa��o" que o artista assume a sua condi��o gay, afinal e segundo fontes bem colocadas, um dos problemas de "marketing" da sua musica e imagem, j� que e neste caso, nem o proprio artista deixa qualquer duvida ou ambiguidade. Como alguem do sexo feminino me dizia, que desperdicio....
Uma outra nota essencial, n�o tem sido referida ou investigada como deveria ser: Wainwright n�o est� em tournee, e segundo me apercebi apenas se apresenta em Vilar de Mouros, facto que nem o seu site oficial, anuncia. O que este indica � o concerto de Los Angeles, no sublime Royce Hall da UCLA, fazendo a primeira parte de Aimee Mann , o que dever� servir para apresentar o novo album que inclui uma serie de musicos excepcionais como o unico Charlie Sexton, hoje parte da Bob Dylan Band e a proposito , Levon Helm baterista dos essenciais The Band , o que e no entanto n�o devera alterar muito a intensa carga de piano-pop que tem caracterizado a musica do canadiano.O mesmo quer dizer que Portugal vai ter o privilegio de escutar as novas can��es de uma forma exclusiva, para alem da inerente primeira m�o.Segundo o site da Pollstar, afinal a forma que encontrei para resolver este misterio, que os textos academicos que tenho lido, n�o se esfor�aram em apurar, o musico regressa imediatamente a Los Angeles. Sinal que neste caso, existe uma cumplicidade entre agencia e promotores, que permite este bonus precioso.Agora , se a pop barroca vai encontrar comunica��o com os que sobram da " brilhante " noite de ontem , e os que se dirigem para uma noite mais adulta, a ver vamos. Os Festivais deveriam fazer-se mais destas coisas e deste "confrontos" apesar de achar que Wainwright faraia todo o sentido num S� da Bandeira, voltasse a despertar do seu sono profundo, no proximo Outono

BANDA VISUAL: a forma como o neo-romantismo a la Face de 80, se infiltrou na pop feminina das Doce.Bem bom.




escrito por alvaro �s 4:57 da manhã
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IGGY, TODO TOLO E MARADO.PORTO.MAIO.1980: Estou agora a ver Iggy Pop.No Old Grey Whistle Test, um DVD que trouxe de Londres e que conta a historia dos mais importantes programas de musica, algum dia produzidos pela BBC e porque n�o, no mundo inteiro. Ser� um dos temas do proximo " Cumbibio" na Fnac de Santa Catarina,conjuntamente com o documentario duplo de Amos Poe/Ivan Krall. As proximas visitas dos Radio 4, Calla e dos Yeahs, e a serie de grupos que tomam como ponto de partida, esse periodo, assim o justifica. Mas h� mais qualquer coisa, que gostaria de partilhar com o " auditorio" desta Via Rapida.
Foi mesmo num verdadeiro balneario( nada de interpreta��es dubias) que vi o desengon�ado guitarrista checo, na altura apatrida. Balneario usado por equipas de andebol e hoquei em patins, mas que que funcionava como um dos bastidores mais bizarros do planeta.Era Maio.1980.Na sequ�ncia de uma serie de concertos que traziam ao Porto , e regularmente, os nomes que efectivamente rodavam ao mesmo tempo pelas grandes capitais europeias, chegou a vez de James Osterberg, aka Iggy. Iggy Pop.Come�ava ent�o a minha futura carreira profissional, sem que tivesse feitos quaisquer planos nesse sentido. Colaborava com Serafim Fernando e o se O.M., espa�o de principio de noite no ainda programa 3 da RDP, cuja rede de FM , formaria logo a seguir a Radio Comercial.Fernando era uma especie de Jaime Fernandes do Norte, presen�a calma , profundo conhecedor, voz basso profundo. Fosse qual fosse a direc��o que tomasse, a minha carreira de radialista n�o seria a mesma, sem este senhor, hoje alto funcionario da PT.Mas voltemos � historia: confirmada a disponibilidade de Iggy Pop, para uma entrevista a ser concedida depois do concerto, o principal receio do bom do Serafim( com quem me divertia a comer francesinhas no ent�o rocky horror show Caf� Luso) era que Pop nos mandasse e passo a citar, " fazer um broche, ou outra maliquice do genero.." forma ironica , mas nem tanto de nos prepararmos para enfrentar um artista , cuja reputa��o de louco era efectiva e real. Ali�s uma boa fatia do DVD base para o "cumbibio " habitual na FNAC, assim o demonstra,, com momentos hilariantes , mas demonstrativos do estado mental em que o artista se encontrava, o que ali�s foi visivel , logo que entramos para o balneario. E n�o era que Pop se encontrava deitado de costas na marquise, posi��o que manteve at� ao fim da entrevista, obrigando-nos a faz�-la de c�coras, gravador espetado no rosto , " decorado" por um olho negro, cortesia " de uns bandidos de Marselha, que julgavam estar no filme French Connection". Aprendi muito com este momento, logo no incio de uma carreira ainda sem suporte para uma entrevista desta dimens�o.Primeiro a forma como o meu mentor, entrou no balneario j� de gravador ligado; segundo o inicio meio neutro, o olho azulado foi um bom pretexto, para quebrar o gelo, melhor para apagar o fogo, que aparentemente Pop, recuperou no dia seguinte. Estou convencido que uma das raz�es foi mesmo o facto de ter gostado dos nossos nomes, em particular o de Serafim,o que lhe permitiu falar de anjos, enquanto descrevia a viagem tipo expedi��o � Galileia , que era atravessar Portugal do inicio de 80, desde Madrid. Carros nas bermas das bizarras estradas da epoca, mulheres de preto com bilhas � cabe�a e muito especialmente o facto de as albufeiras serem gratuitas e n�o existirem tabuletas de admiss�o, facto cuja import�ncia percebi mais tarde, aquando da primeira experiencia americana , em que at� para " cagar , � preciso pagar".Entre sarcasmos, olhares furtivos, express�es guturais e gestos de pura stand up comedy, Iggy l� ia respondendo a quest�es sobre Bowie, o Punk Rock de que era " padrinho", o look da sua banda constituida por " verdadeiras putas nova-iorquinas" , entre outras perolas, que prometo recuperar, j� que a k7 de idade superior a 23 anos, ainda existe algures.E para terminar, a revela��o de uma volta pela cidade, que definiu como um lar de reformados, j� que durante o dia n�o tinha visto gente nova e expressiva, mas sim normalidade exterior absoluta, o que o deixava muito confuso. L� expliquei que o Porto era uma cidade vampiros e que as criaturas que desejaria ver, s� saiam depois da meia noite, o que provocou um daqueles esgares e um bater sincopado mas amigavel, na marquise de madeira, dizendo: i ..dont ...like.. VAMPIRES.." como se a can��o que acabava de inventar, subisse de tom ....
Depois disto, fica mais claro que fiquei vacinado para o resto da minha vida de entrevistador profissional. E foi mesmo com alivio, que ambos deixamos o interior do Infante, n�o sem que JCF ent�o da Polygram, se esquecesse de nos perguntar se de facto ele no "tinha mandado fazer um broche..."UFF......at� porque no dia seguinte e muito confiantes com a meia hora de conversa obtida no Porto, a editora organizou um outro frente a frente de balneario, aparente com resultados mais desastrosos. O que podia de facto ter acontecido connosco,tal era a fragilidade mental, num estado que podia definir como, preso por arames .....

BANDA VISUAL : ainda o DVD que resume 20 anos do Old Grey Whistle Test. Agora os U2 jovens e idealistas em 1981, um ano depois de os ter visto em Amsterdam, agora sem namoradas, no Paradiso, um ano antes da visita a Vilar de Mouros.




escrito por alvaro �s 3:42 da manhã
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