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domingo, agosto 31, 2003

 

MATRAQUILHOS, SARDINHA ASSADA E O CHICO DO PALACIO: Diverti-me na noite ritual de sexta-feira.E foi simpatico ver o boss Vieira, tranquilo e sentado numa zona livre de stress, bem perto do palco:creio que o Festival em si, (caracteristicas, local , altura do ano e solidez do evento), resiste aos altos e baixos naturais de alinhamentos e escolhas , perfeitamente sazonais.Do que pude ver, ocupado por contactos, comunica��o e festa propria destes eventos, segui com agrado os Grace,embora o espa�o fisico ideal para a banda seja mais fechado; diverti-me , mas n�o vejo qualquer evolu��o na presen�a do poeta Sim�es e pareceu-me ser cada vez mais complexo , " harmonizar" as trips mentais do boemio de Coimbra com as deambula��es sonoras dos versateis musicos que o acompanham;finalmente, alguma frieza , nada supreendente, em rela��o aos EZ Special, um caso complexo de gerir do ponto de vista mediatico , e ainda por cima a "jogar fora de casa". Com esfor�o , l� foram levando a agua ao seu moinho, conseguindo um finale mais interessante e equilibrado . Creio que a presen�a de Saul Davies ,no final do concerto, funciona como uma especie de manto protector, indicando algumas pistas para o futuro , individual e colectivo de tudo o que gira � volta do projecto.Palavra final para o Ricardo:confirmar a frieza da audi�ncia, refor�ar a dificuldade de comunica��o com apelos � mesma, apenas aumenta a percep��o das dificuldades : como no futebol, muitas vezes s�o as equipas que carregam os fans e os levam ao colo; raramente acontece o contrario.No jogo da live music, o mesmo acontece:e os ultimos momentos do concerto do grupo da Feira, provou-o completamente.Com o refor�o em campo, abriram-se outras possibilidades , e apesar da atitude que algum publico j� tinha previamente tomado, foi notorio que ainda o foi possivel despertar , para tornar a memoria do espectaculoi bem mais agradavel.Acredito que a direc��o a tomar esteja mais proxima ,do que pude olhar na segunda metade da actua��o que fechou a noite 1 da edi��o 03 dos Rituais...

BANDA SONORA: j� nem fa�o ideia dos clipes que vi esta noite....




escrito por alvaro �s 4:15 da manhã
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MOLKICES: O resultado do confronto , nada " abichanado" , mas frontal com Brian Molko, no backstage rural de Coura, vai ser tema de post muito em breve: o que posso e desde j� revelar � que uma boa por��o
da conversa teve a ver com Velvet Goldmine , Bowie , e make -up...


BANDA SONORA: ainda os bootlegs de Prince: 2 anos depois e j� em Tokyo, uma por��o da tournee Nude, um espectaculo com base em fragmentos, medleys e reinterpreta��es , antecipando a confus�o 90, em que o artista se iria meter...




escrito por alvaro �s 2:53 da manhã
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CLUBE DE FANS DE JOHNNY DEPP: Manh� de sol e Matosinhos e de leitura da GQ americana;se gostam de Johnny Depp, ter�o ainda mais raz�es para seguir a carreira do pirata de Hollywood.Comentarios dentro de algumas horas digitais...

BANDA SONORA: Bootleg de Prince em Paris, 1988; o momento do Artista , sinais de um tempo que n�o volta mais....




escrito por alvaro �s 2:26 da manhã
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FILMES DE BOWIE: Parece que � desta que vou espreitar os novos " filmes" que Bowie anda a realizar. Aparentemente ser� maior a forma do que o conteudo, mas e independentemente do que estar� no interior do disco, n�o � possivel ignorar mais uma ocupa��o de espa�os criativos e tecnologicos , a que Bowie nos habituou.Portugal vai ter acesso � posteriori e em diferido, numa sess�o a organizar e a anunciar brevemente. Uma aut�ntica via rapida para encontrar Bowie num cinema longe de si...

BANDA SONORA: no p�p�, entre Espinho e Porto, um rapaz com look e figura, algures entre Ron Wood e Ian McLagan, de nome artistico, Slammy....




escrito por alvaro �s 2:11 da manhã
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VER NAPOLES E PODER MORRER: Em breve, saber�o quem vai abrir para os Rolling Stones em Coimbra: se a identidade for confirmada, � mais do que justo e at� historico. N�o direi que um dos membros da banda em quest�o se poder� reformar, mas quase , tal � a admira��o pelo Pirata Richards....

BANDA SONORA: estou a copiar video -clips para o formato dvcam: os clich�s do hip-pop du jour: gajas, carros, joalharia...




escrito por alvaro �s 1:54 da manhã
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quarta-feira, agosto 27, 2003

 

de joelhos perante o rei : os homens tamb�m se ajoelham e n�o h� que ter vergonha por isso. esta � uma hist�ria recente passada � porta do antigo est�dio da luz na qual o principal protagonista � o artista autor deste blog, tendo como testemunhas a minha pessoa e ainda o jo�o malheiro
o duque do norte ao ver eus�bio sair do carro foi at� ele de joelhos (uns bons 10, 15 metros) deixando o pr�prio king boquiaberto e este vosso amigo sem saber o que fazer . Logo a seguir, num curto di�logo de cortesia, o referido duque mostrou uma mem�ria impressionante em rela��o a jogos, golos e jogadas do grande eusebio.
tudo isto aconteceu , imaginem num intervalo de uma grava��o, tipo "e se fizessemos um intervalo , podiamos ir ao estadio da luz v�r o malheiro e volt�vamos depois mais inspirados para concluir esta salganhada"

banda sonora: sil�ncio absoluto, em est�gio para logo � noite




escrito por miguel �s 5:56 da tarde
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DIE DEPP UN DAS JOLIE: Duas boas raz�es para comprarem a GQ americana de agosto e a vers�o brit de setembro: juntarem um casal imaginario: Depp e Jolie.Quem j� partilhou um elevador com a diva, foi o Rui Pedro Tendinha, ele proprio
bem informado sobre as excurs�es � Comporta do rebelde com causas.Peixinho fresco, aniversarios ,colec��o de vinho do Porto,habito aquirido atrav�s de uma " nona porta" sintrense. E claro,o regresso a Fran�a logo a seguir ,para o junket dos Piratas da Caraibas, onde mais uma estadia nacional, foi referida como causa para uma ligeira constipa��o e algum atraso,no inicio da ordem de trabalhos. Sobre Depp,favorito pessoal do artista autor deste blog, aguardem algumas historias da carochinha

BANDA SONORA: so watt � o novo projecto do Dorian Gray da Granja,my man Pedro Saraiva




escrito por alvaro �s 10:56 da manhã
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NA CIDADE ONDE AS RUAS N�O T�M NOME: momento zen estilo green coast: uma conversa trifonica, no ireepreensivelmente refrigerado hall do Solverde de Espinho.Sei muito bem que o Benfica est� a estagiar lazialmente;e a raz�o da visita era e de facto o meu amigo de inf�ncia ,Jo�o Malheiro: o que ele n�o esperava era um presente,dois musicos e ainda uma familia uruguaia mas de origem portuguesa. Confusos? n�o menos, do que Saul Davies espantado pela forma como a conversa passava das figuras tipicas de Vila do Conde,para os almo�os de 14 horas,os feitos gloriosos da Sanjoanense dos anos 60 e o PREC e as famosas RGAS em que Malheiro e Costa decidiam , homenagear a memoria do Soldado Luis, repreender um professor,ou pura e simplesmente terminar com as aulas,porqualquer motivo que nos viesse � cabe�a. Ainda mais confusos? naturalmente umpouco menos do que o jovem musico,que desconhecia ser adepto do SLB, muito menos um fanatico de futebol,com o mesmo ar que eu fa�o quando me encontro com os meus idolos....

BANDA SONORA: o meu carro gostou do sampler dos So Watt




escrito por alvaro �s 10:45 da manhã
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INGL�S-PORTUGU�S: Tend�ncia a seguir nos proximos tempos:albuns de songwriters nacionais em formato "dupla nacionalidade":isto �,manter a f� e a milit�ncia esperanto( leia-se ingl�s como lingua da pop-cultura) e um desviar subtil pela EN 13...

BANDA SONORA: a maresia j� meio outonal da Foz em finais de Agosto




escrito por alvaro �s 10:37 da manhã
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segunda-feira, agosto 25, 2003

 

AS VELHAS SUPER NEWS, A CNN PESSOAL DAS MALUKICES LONDRINAS ENTRE 1988 E 1991: Nem s� de bootlegs dos Led Zeppelin vive o homem: tamb�m o faz de bootlegs de Prince, em especial os que foram captados em finais de 80, em forma de "sinais do tempo": foi nesta altura que o pude ver; primeiro em filme no West End Londrino, depois live , como espectador de uma das 15 noites esgotadas , no Wembley Arena em 1990.Olhar para esse periodo, provavelmente o ultimo realmente consistente e solido de Prince, � igualmente para mim recordar , alguns momentos londrinos a desenvolver brevemente. A recupera��o das famosas Super News que escrevia para a a Super Som, reavivou-me a memoria para um periodo brutal e alucinante , uma especie de SIC Gold privada , que me vai dar um gozo pessoal, assumidamente pessoal, em recuperar para mim proprio e para todos os que aceitarem espreitar, esse canal imaginario....

BANDA VISUAL: Love Boat Forever...




escrito por alvaro �s 3:16 da manhã
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BIBA O AMIGO SAUL: H� quem saiba e bem, que n�o gosto de falar ao telemovel; e que se passam por vezes e at� semanas sem falar com amigos .Hoje abri uma excep��o para uma longa conversa com Saul Davies, estilo p�r a conversa em dia , at� porque o musico ingl�s, est� e de novo a dividir mais o seu tempo entre as ilhas e este cantinho .Projectos pessoais p�s James, e produ��o de novos artistas s�o as direc��es essenciais. A liga��o a verdadeiras lendas da industria, tem permitido que a alian�a luso-brit�nica se v� mantendo.Creio que � possivel ler nas entrelinhas, que dependendo de factores que apenas confirmam a natureza aleatoria do negocio da musica, ser� a partir de Londres, que mais tarde ou mais cedo, alguem ter� a oportunidade e a necessaria coragem para passar de heroi de paroquia , ou de peixe miudo( tens toda a raz�o serginho) num mar ainda mais pequeno, para peixinho ainda mais miudo , mas com possibilidade de se tornar num peixe cuja dimens�o estar� dependente das " aguas " bem mais amplas e por via disso mesmo , mais estimulantes e perigosas.Simplificando:os anos de Portugal e a sua transforma��o em britanico -luso,levam Davies a perceber o espirito "sebasti�nico" que envolve o meio.Como me dizia hoje, todos esperam o tal click, a tal banda portuguesa que possa " rebentar" o dique e funcionar como motor de busca.Mas e sabiamente, voltou a refor�ar que sem malas feitas, sem arriscar ( quase) tudo, e sem espirito de sacrificio real e assumido, vamos continuar com as discuss�es de paroquia, os " filmes" , os gui�es , scripts j� com as barbas do profeta Matusalem.....

BANDA VISUAL: serei apenas eu, ou efectivamente a paci�ncia para os "esgares vocais" de Thom Yorke , come�a efectivamente a diminuir?pela primeira vez pensei na forma como os Radiohead soariam, com outra voz...estranho....




escrito por alvaro �s 2:53 da manhã
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EVEN BETTER THAN THE DVD THING: S�o 2 da manh�: e regresso por momentos �s imagens em DVD bruto , sem design e embrulho que deram origem ao DVD oficial dos Led Zeppelin.S�o momentos " puros": como se materia prima, para a magia audio-visual que o feiticeiro Page, e acolitos tecnicos , criaram. para a bombastica edi��o desta Primavera .A crueza da imagens, os drop-outs, as imperfei��es, amplificam o ritual : em White Summer, o guitarrista parece efectivamente mais sinistro, "encerrado" no seu castelo de Boleskine ainda por adquirir. A escurid�o da imagem , torna-o mais amea�ador e frio; o cabelo como que obscurece o rosto, devolvido � luz, atraves de uma regie digital onde e efectivamente , se podem invocar todos os poderes da imagina��o humana.
No DVD-bootleg, passamos de White Summer( o lado Laura Ashley) para a " carnificinica" Whole Lotta Love( o lado Leninegrad, isto � poderoso e "estalinista") .Uma vez mais, a " sujidade" das imagens aumentam a intensidade do aroma criado a partir de uma " receita" centenaria: as vers�es descarnadas, sem sal e pimenta electricas, que escutei recentemente( no Festival do Mali com Ali Farka Tour� e a que � apresentada em Storytellers da VH1) ,s�o como que os ingredientes base para a cria��o do prato: sem mais nada a n�o ser a sequ�ncia de acordes, em regime acustico, a toda-poderosa missa zeppeliana, regressa a um estado de pureza impar: e recorda-me a cena inicial de Great Balls of Fire, agora disponivel em DVD . O Jovem Jerry Lee Lewis, atraido por sons muito especiais, espreita para uma juke -joint onde um pianista sem alguns dedos, conduz uma viagem aos " infernos" da carne, da tenta��o sexual, proibida e condenada....

BANDA VISUAL : O dvd-bootleg do concerto de Janeiro de 1970 , no Royal Albert Hall de Londres.
p.s. os agradecimentos da viarapida.com a Alexandra Ferreira e o convite a espreitarem o zeppelinpt@yahoogroups.com




escrito por alvaro �s 2:29 da manhã
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domingo, agosto 24, 2003

 

TOTOBOLA: Um desafio : nos proximos festivais , antecipem os vencedores e vencidos , favoritos e perseguidos da critica.Quase que se pode adivinhar o que A, B, ou C , v�o escrever sobre D, G, F ou H.Seja a partir de casa, do automovel ou mesmo de costas para o concerto sobre o qual j� se decidiu o que se vai dizer, com avan�o de semanas...

BANDA VISUAL: SUM 41 A PARTIR DA ZONA BIP, MELHOR VIP DE READING




escrito por alvaro �s 1:22 da manhã
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ESPA�O 1999: N�o sou e confesso, forte em numeros, mas parece ser uma obsess�o de alguns jornalistas pop, que conseguem descobrir que 2000 espectadores, nem mais nem menos, abandonaram Coura, aparentemente por causa do menu de quinta-feira.N�o passei a noite de quarta a contar cabe�as, nem me preocupei com a bilheteira. Nesse contexto , como profissional e fan de musica,ainda bem que o publico se deslocou ao Alto Minho, justificando a aposta em nomes novos e actuais, refor�ando a confian�a em alinhamentos mais frescos.O que posso dizer, e em nome do rigor � que o numero deve ser alterado para 1999, j� que e apenas por raz�es profissionais, n�o pude subir a A3 , como desejava na noite seguinte...

BANDA SONORA : gostava de conhecer a discoteca pessoal dos Rapture: parece bem nutrida ...




escrito por alvaro �s 12:57 da manhã
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OS SENHORES DO ANEIS E FUTUROS EXTRAS DE PETER JACKSON: Lota��o esgotada no Shepherds Bush Empire para os Datsuns.Pouco mais de 1500 lugares, no renovado teatro, agora centro prestigiado da live music de dimens�o humana, na capital londrina. Fiquei � porta , como seria de calcular;e aproveitei para olhar a base de fans:australianos e neo-zelandeses expatriados, � procura das " emo��es fortes" proporcionadas por uma tarde de praia em Bondi Beach,e uma noite num pub , isto �, bares gigantescos onde cabem mais de 3000 pessoas e onde por vezes os descendentes de Ned Kelly e outros famosos delinquentes , d�o largas ao delirio etilico e fisico que caracteriza a cultura local.Os Datsuns s�o um produto tipico desse ambiente e realidade cultural.� porta do teatro londrino,alguem me dizia que mais tarde ou mais cedo , os Datsuns voltariam ao circuito , da mesma forma que sairam dele: quase sem darem por isso. Londres como destino � algo mais do que natural para australianos e neo-zelandeses, como e por acaso comprovei ao viver num Hostal de Queensway, gerido e ocupado por descendentes de exilados de sua Majestade, um pouco surpreendidos por lhes falar de coisas como Celibate Riflles ou Lime Spiders e muito especialmente dos Saints, a quem os Datsuns devem mais, do que as refer�ncias algo limitadas ou at� pregui�osas de alguma "critika" tem lan�ado � parede.Surpreendente � a "expectativa" criada, o excesso de carga mediatica com que uma banda de rock and roll t�o simples , foi recebida entre n�s, como se fossem os salvadores do rock and roll, fabricados por uns cientistas de Fleet Street, destacados para aturar neo zelandeses borrachos, algures no deserto de Queensland...

BANDA SONORA: o style irrepreensivel dos Rapture....




escrito por alvaro �s 12:16 da manhã
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sexta-feira, agosto 22, 2003

 

SOUNDS � MODA DO PORTO: Passei uma por��o do dia, a conversar com alguns promotores locais, manifestamente perplexos com a iniciativa Porto Sound, que e segundo informa��es divulgadas recentemente ir� acontecer em frente ao malfadado Edificio Transparente ; aparentemente quem devia saber , tamb�m n�o parecia muito informado, ou minimamente preparado para explicar o que se pretende realmente ,com esta iniciativa, lan�ada publicamente atrav�s de um artigo no JN.A ver vamos, mas como os " numeros" na minha cidade t�m sido muitos e variados, viarapida deseja sinceramente que desta vez , " nenhum circo" des�a � cidade...

BANDA VISUAL : o humor acido e rock and roll de Pra�a and Pra�a




escrito por alvaro �s 1:22 da manhã
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QUO VADIS , PORTO ?: Aparentemente o S� da Bandeira vai ressuscitar pela terceira vez consecutiva este Outono.Recordo a ponta final do Porto 2001, o design outono-inverno de 2002 e agora os ajustamentos, que prometem agitar um pouquinho , uma cidade com enormes dificuldades em sacudir as limita��es economico-espaciais que a est�o a tornar cada vez mais periferica no contexto iberico de concertos e eventos. N�o resolvendo o essencial, poder� e pelo menos , permitir aos portuneses que c� ficam , alguma anima��o tematica e sonora de que a cidade est� profundamente carenciada.

BANDA SONORA: a tomada de assalto neo-realista de Roger Waters ao que poderia restar de escapismo no som dos Pink Floyd , p�s Dark Side of The Moon. Gostei de escutar o programa " adulto" que idealizei para as noites de quinta feira , durante este Agosto, na Antena 1




escrito por alvaro �s 1:00 da manhã
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quinta-feira, agosto 21, 2003

 

OS ACOLITOS DE POLLY JEAN HARVEY: E para simplificar ainda mais: Rob Ellis e o Mick Harvey, esse mesmo, imediata e objectivamente reconhecido pelo Nuno Calado. A partilha de " sementes m�s" n�o deixou ainda de e pelo menos virtualmente funcionar

BANDA VISUAL : mais rabos e gajas a dan�ar e o Puff Daddy a ver... as cenas do costume




escrito por alvaro �s 10:01 da manhã
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F.C. BLOG: Se tinha duvidas, sobre "a entrada em campo" dos blogs, como preexto de conversa, deixaram pura e simplesmente de existir. Conheci o Emanuel Ferreira da RUM, membro activo deste clube; conversei com o Pedro Gon�alves ,o actual " Jefe" do Blitz sobre o lado narcisista desta actividade a que prefiro acoplar a ideia de consulta psquiatrica gratuita e tive ainda tempo de explicar ao Jose Rodrigues , do Blitz, o que me tinha motivado a usar o seu texto sobre os Iron Maiden em Lisboa, ali�s � prova de bala no que diz respeito ao conteudo, como exemplo de uma pe�a demasiado longa, para o meu gosto e tend�ncias de jornalismo de espectaculos dos nossos dias. A explica��o tipo ping-pong sobre um determinado apeteite do seu publico, que ele certamente conhece melhor do que eu, para textos sobre live music, um pouco mais referenciais do que as minhas e assumidas cocnep��es.E aproveitando a boleia, explico que anti-critica n�o quer dizer , " policia da mesma" ou qualquer pose militante, mas sim uma forma , assumida, completa e totalmente pessoal de olhar para o que me interessa

BANDA VISUAL: um momento delicioso que captei durante o documentario sobre as aventuras(?) dos Happy Mondays na America. Espantada, a promotora do clube onde a banda deveria actuar nessa noite, reagia � aus�ncia da banda para o sound -check previsto e necessario; logo a seguir nota-se perfeitamente que o longo instrumental que abre o espectaculo, n�o � mais do que a vers�o live do mesmo teste de som que deveria ter sido feito nessa tarde....




escrito por alvaro �s 9:52 da manhã
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ESTA BALADA ENCONTRA-SE SOB VARIAS VERS�ES PELA AMERICA, MAS J� EXISTE E PELO MENOS H� 100 ANOS NAS ILHAS BRIT�NICAS( HARRY SMITH, ANOS 50): Ainda n�o li todas as reportagens sobre Paredes de Coura( nem certamente o vou fazer), mas at� ao momento ainda n�o encontrei o essencial, ora mergulhado e submergido por semioticas femininas,ora em forma de novo-jornalismo reciclado .Muito simplesmente, ainda ninguem referiu, que h� muito tempo( como Molko me disse a mim e ao Nuno Calado) que Polly Jean Harvey n�o se apresentava em formato Rainha Maldita do Delta, em vers�o power trio, o que motivou que os Yeahs tivessem visto o concerto do palco e Molko.,um pouco mais protegido, mas igualmente na vizinhan�a.N�o creio que Polly , seja a incarna��o de Ida May Mack ou Bessie Tucker, que cantavam , sempre que podiam com os pianistas dos bares de m� fama e de bordel. Mas , visualmente n�o estava longe de uma juke-joint imaginaria ,a debitar a sua propria condena��o, perante a audi�ncia, que no dia seguinte iria expiar todos os pecados, na Igreja baptista mesmo ao lado, enquanto os pregadores a condenavam ao inferno, por trazer � superficie a musica do diabo.N�o � por acaso, que a artista brit�nica, retoma em meados de 90, Henry Lee , do mineiro Dick Justice, uma das perolas enterradas nas recolhas do lendario Harry Smith, intituladas Anthology of American Folk Music, a bizarra recolha de can��es tradicionais, quase todas recicladas, transformadas ou simplesmente " roubadas ao longo do seculo XX.� aqui que PJ Harvey a artista e a banda ciclicamente regressam, como e recentemente, o tem feito alguma musica popular anglo-saxonica, "provisoriamente" no centro das aten��es e interesses.Na vertigem da exibi��o critica, tal solos de guitarras flash em cascata de notas por segundo, quem fica a perder � o leitor. Se n�o tivesse assinado o ponto, teria uma vis�o bem mais " Las Vegas" do que PJ Harvey produziu na noite de Coura, e n�o teria percebido a forma como a artista " maltratou " , azedou e "destruiu" as camadas que escondiam o essencial: o osso de algumas das can��es do ainda ultimo album de originais. Efeito Kills, Soledad Brothers, Kings of Leon ou e simplesmente uma aviso a Meg e a Jack: You can t get rid of me.....


BANDA SONORA: se tinham duvidas sobre as raz�es pelas quais os Happy Mondays implodiram , fa�am o que puderem para encontrar Call the Cops: cada frame de filme � mais uma descida aos infernos da via on the road pela America " real" no inicio da decada passada




escrito por alvaro �s 8:58 da manhã
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Porto, capital do presunto e do chouri�: O Porto foi uma especie de capital rock and roll , durante esata semana. E bastaria vaguear pelas imedia��es do Ipanema Park para o perceber. Visuais de todo o tipo, entre a simplicidade quase " operaria" dos Staind, o visual 77 dos Good Charlotte ou a pose nova iorquina dos Yeahs como me referia o Jo�o Pedro Coimbra que os viu na cidade , durante a tarde. Mas quem realmente " curte" a cidade, s�o os QOTSA, que dispensaram os servi�os de acompanhamento para regressarem ao local do "crime gastronomico", ocorrido no inverno passado: o carnivoro Museu dos Presuntos � beira Foz.....

BANDA VISUAL: a vers�o XL de No Quarter , do video-bootleg Live In Seattle 1977 dos Led ZEPPELIN




escrito por alvaro �s 3:14 da manhã
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A RAINHA M�E HARVEY E O SUBDITO MOLKO: O que poder� levar alguem, a " voar" pela A3, enfrentar os brilhantes condutores nacionais e chegar 10 minutos antes da hora marcada para um compromisso profissional cujo horario foi alterado varias vezes?... por um lado esse mesmo compromisso; por outro a raridade de poder fazer para o nosso pa�s uma entrevista carreira com Brian Molko.Stress, condutores marados, viaturas a arder e subida alucinante pelo Alto Minho adentro,os 30 minutos concedidos por Molko valeram a pena. E antes de nos proximos posts, revelar algumas das perspectivas do controverso lider dos Placebo, explicar uma das raz�es para as altera��es constantes de horario, que quase me tornavam um homem � beira de um ataque de nervos. Muito simpesmente ,e raz�o aceite, a import�ncia historica ,que o regresso da Dama Harvey ao formato power trio ,significava para Molko, que me confessou, dever muito � coragem confessional e emocional da artista brit, uma verdadeira Rainha Maldita para a gera��o dos mid 90s, afinal o momento pop, em que come�ei a conversa com Molko...

BANDA SONORA: umas cenas francesas sobre as quais n�o tenho qualquer controle , desarmado dessa arma mortifera que se chama comando...




escrito por alvaro �s 2:53 da manhã
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FCPORTO: S�o 2.02 minutos; n�o sei bem onde estive nas ultimas 48 horas e garanto-vos que n�o � o efeito das habituais duas garrafas de agua por dia, mas sim a concentra��o de actividades , ainda por cima coincidentes com fun��es alargadas no XPTO, que me est�o a divertir muito: A proposito de Festivais: MIguel Guedes, Valdir Cardoso e os Irm�os Brothers Pra�a, s�o alguns dos nossos convidados. Mas acreditem nisto: muito mais interressante do que a conversa de 30 minutos com o Senhor Molko, ou o t�te a t�te com os 4 golfistas dos Staind num Hotel do Porto, ou mesmo ter visto uma boa por��o do espectaculo de Karen O do palco de Coura, foi o encontro mais do que inesperado num restaurante nas proximidades do Monte da Virgem com o defesa central do FCPorto, Ricardo Carvalho. A historia � curiosa e merece um novo post: mas a sensa��o de cumprimentar um campe�o europeu, ultrapassa todas as emo��es das obriga��es profissionais que me levaram a " voar" entre Douro e Minho

BANDA SONORA: uma das ultimas actua��es dos Zeppellin em solo americano, em formato video-bootleg




escrito por alvaro �s 2:34 da manhã
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quarta-feira, agosto 20, 2003

 

N�O H� COURATOS EM COURA: dias alucinantes, n�o t�m permitido, " alimentar" esta especie de quinta : e a espera vai valer a pena: placebo,staind,Coura , encontros e desencontros, e a forma surpreendente como e para mim, este espacinho j� motivo de conversa, com amigos ou at� pessoas como a Emanuel Ferreira da RUM, que n�o conhecia e se apresentou a proposito de um artigo que ele me mandou, acerca das proximas actividades da mocoila Nelly Furtado

BANDA SONORA: estou na RDP a gravar o meu Porto Sem Abrigo; este agosto dedicado aos Pink Floys p�s Dark Side of The Moon




escrito por alvaro �s 7:37 da tarde
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segunda-feira, agosto 18, 2003

 

breakfast in america 2: depois de uma manh� de emo��es fortes, com estrelas de cinema, do rock e da literatura � nossa mesa e � nossa volta volt�mos a entrar no carro. a pr�xima paragem seria venice beach . a caminho ao pararmos num sinal deparei com um pequenissimo quiosque no meio do passeio que dizia sunset grill, o mesmo da can��o de don henley (do seu album de 84 building the perfect beast que inclui the boys of summer)
talvez a no��o da am�rica esteja aqui mesmo nesta pequena grande constata��o
para mim sunset grill era o local de sonho para passar o final de tarde a ver o por do sol tal como henley descreve na can��o e devo ter imaginado dezenas de sunset grills, mas ao v�-lo assim � minha frente no meio de um passeio , com apenas algumas mesas e sem vista para o mar nem para o sitio onde o sol se p�e, n�o pude deixar de sorrir ainda para mais depois do coment�rio do nosso inef�vel guia" hollywood n�o � mais que uma tabeleta, s� que � a maior tabeleta do mundo"
breakfast in america t�m continua��o




escrito por miguel �s 7:04 da tarde
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breakfast in america: depois do espantoso pequeno almo�o no hugo�s e da presen�a � mesa de Art Fein com as suas extraordin�rias hist�rias e opini�es (www.oversight.com/sofein), nada melhor que uma visita � tower de sunset boulevard com o aviso de que antony kiedis morava nas redondezas e habitualmente era visto por ali.
fomos os primeiros clientes do dia e advinhem quem entrou logo a seguir?
exactamente, nem de prop�sito. estava eu a procurar na letra j o primeiro album de jude cole e na letra m estava o rapaz kiedis que a principio nem foi notado, mas depois de um r�pido olhar a confirma��o de que a cidade dos anjos � na verdade uma cidade de estrelas, estrelas verdadeiras em carne e osso que se atravessam no dia a dia los angelino com a maior das naturalidades
magnifico o tempo passado com o maior guia turistico de los angeles, um tal de alvaro costa que tinha aproveitado as li��es de art fein para depois fazer as suas pr�prias pesquisas e decifrar aquilo que at� ent�o para n�s n�o passava da mitologia rock�n�roll e podem cr�r que em la o peso do rock�n�roll � enorme. sente-se, pressente-se, respira-se e transpira-se




escrito por miguel �s 5:59 da tarde
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domingo, agosto 17, 2003

 

AS NOVE VIDAS DO ROCK : A proposito de " rock and roll", parece-me que anda muita gente a falar e a usar os clich�s do costume, sobre a vida, morte e ressurrei��o do rock.Palavras incluidas no Dicionario critiko-portugu�s, que reaparecem ciclicamente. L� temos o numero de p�s Nirvana; as modas, como se os White Stripes , surgissem do nada e os sempre referidos Strokes n�o tivessem andado a tocar para quase ninguem durante uma serie de anos. E fala-se de fenomeno, quando se ganha visibilidade:deve ser a visibilidade nacional que surge 2 ou 3 anos mais tarde, um atraso consideravel j� e em parte explicado neste cantinho da era digital. Bastaria seguir os programas de Miguel Quint�o, Antonio Sergio ou Nuno Calado para o perceber ou antecipar.Nada do que faz ,e muito bem parte do menu de Coura, nasceu ontem., ou nunca foi escutado em Portugal.Possivelmente alguns critikos andaram durante 2002 a falar da Sissy Spacek, dos austriacos e mais uns nomes esquisitos e a dar 2 estrelas ao Hulk porque � conveniente, d� status e estreme�e Hollywood que j� est� muito preocupada com os feitos internacionais das bolas pretas made in Portugal. Apesar de algumas excep��es honrosas, e aten��o de alguns editores , a maioria continua com estes numeros de transformar os cultos pessoais, sejam eles quais forem, em centros.Confesso que sei muito pouco ou nada de alguns dos nomes mais ou menos esquisitos ,que continuam a ocupar excessivo espa�o central nos semanarios e suplementos nacionais. Nada contra: apenas que , e como leitor , seja surpreendente para quem escreve, a ideia de " fenomeno" � volta de bandas, algumas delas como os Interpol, criadas na segunda metade de 90....

BANDA SONORA: ou�am RADIO, isto � os sobreviventes , isto � os marginalizados do costume e alguns oasis universitarios. Dessa forma n�o metem ATDI~
e UWKUBTTOTD na caldeirada.




escrito por alvaro �s 10:20 da manhã
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UNS EUROS BEM GASTOS: Tenho defendido a ideia que as melhores revistas " de musica", s�o as que n�o fazem do mundo discografico, o conteudo base. Mais uma prova, se era necesssario apresenta-la , � a ultima edi��o da Interview. Ser� alvo de um post and publish mais alargado, mas a primeira conclus�o � obvia: os Coldplay
s�o os sucessores , com uma base ainda mais ampla do trono brit, que os Radiohead ainda v�o ocupando. As outras , seguem-se em breve , mas posso
adiantar-vos que Elton John tem futuro como jornalista pop....


BANDA VISUAL: o clipe de Andr� Indiana; a forma errada ou possivel, ou realista( or�amentos...) de apresentar um rapaz com presen�a rock and roll indiscutivel. No Canal Sol




escrito por alvaro �s 9:01 da manhã
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PANQUECAS DE MIRTILO ORG�NICO; OMELETA DE TOFU ...: Ainda a proposito do duo din�mico, Seabra-Quint�o, n�o resisto a recordar uma historia , entre as muitas que vivemos em sucessivas visitas que me foram fazendo � cidade dos Anjos. A primeira, e mais soft, tem a ver com a dist�ncia que vai da imagem e da produ��o, � " realidade" de um pequeno almo�o se bem, que made no cora��o de West Hollywood e no famoso Hugo s , um templo da arte do Breakfast in America, e da democratica fila, seja quem for o cliente: e o cliente( ainda na ultima visita que fiz em 2002, o esquema � o mesmo) espera por mesa, seja Robert Englund e o seu " amigo" Freddy Kruger,Rob Lowe a ler o NYTimes ou James Woods bem menos intenso do que nos seus filmes. A lista � infindavel, mas foram este que Quint�o e Seabra puderam ver, nas expedi��es que faziam do vizinho Mondrian Hotel , �s horas a que se costumavam deitar na Europa. Nem de proposito, uma das pessoas que se encontrava na nossa mesa, era Art Fein, o antigo manager dos Cramps( com quem e aparentemente comunicava por mensageiros..) Blasters e Go-Gos, escritor, executivo de industria discografica, produtor e homem da cidade, e um habitual no referido Hugo s. O facto de ser proximo de Berlinda Carlisle, foi obviamente motivo de grande interesse por parte de Seabra, grande fan da artista.Aqui e acol� , a possibilidade de ver a menina em carne e osso( na altura mais carne do que osso se n�o estou em erro).Para todos os que se encontravam na mesa era j� visivel que algo se preparava: para todos, menos para o bom do Seabra, tal como o Cowboy a recuperarem ainda das emo��es , do jet-lag e da inevitavelmente caleidosc�pica impress�o que LA causa em qualquer visitante.A possibilidade era conhecida de todos menos pelo mais interessado: Carlisle era uma regular e segundo Fein, era uma daquelas manh�s em que essa possibilidade era ainda maior, j� que a artista se encontrava de facto na cidade.Um pouco mais tarde, entra uma mulher ainda jovem, estilo manh� californiana, com um carrinho de b�b�.Beijinhos e abra�os, conversa discreta e de circunst�ncia com Fein.N�o foi facil para mim e para o cowboy Quint�o aguentarmos , sem criar uma cena.A jovem mulher era de facto Belinda Carlisle, que Seabra e apesar da sua dedica��o, n�o a reconheceu imediatamente, o que ali�s � mais comum do que possam imaginar,quando as caras conhecidas se encontram " de folga" dos seus assistentes, maquilhadores e respectiva entourage ...

BANDA VISUAL:de novo os BZ , agora em clipe retirado da actua��o em Italia. Se a banda e o disco, ganharem uma especie de segundo folego, ent�o estamos perante o primeiro nome " feito" pela MTV Portugal




escrito por alvaro �s 8:47 da manhã
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sábado, agosto 16, 2003

 

RISSOIS E CANAP�S: Ainda a proposito do lan�amento da MTV Portugal, tema que n�o tem percorrido esta viarapida, descobri numa daquelas visistas ao dentista, algumas notas da festarola que marcou o lan�amento do canal na capital. Como j� o tinha dito , num dos primeiros posts, aparentemente e segundo as minhas fontes, da lista de " profissionais" da festa, faziam parte os habituais profissionais do croquete e do canap�.Em grande maioria, como seria de rigor: uma daquelas revistas que se amontoam nos consultorios, indicava mais, muito mais:para alem do Tio Bilac, e mais uns nomes que como se sabe , " n�o quiseram faltar � festa" e de mais uma fotos cujos artistas principais, n�o me pareciam ter rigorosamente nada a ver , com outras festas MTV onde estive, encontrei uma perola que o jornalista de servi�o, seja ele ou ela quem for, deitou aos leitores: falando da anima��o e de mais umas cenas, l� disse que se fez a contagem decrescente e que � meia-noite o canal come�ou efectivamente a funcionar.Os ilustres convivas l� seguiram a actua��o dos Blind Zero. At� aqui nada de especial, a n�o ser o facto de pouco tempo depois e segundo o jornalista, o DJ ter voltado a tomar conta das opera��es e a transmiss�o ter sido interrompida.Pudera: as L�l�s e os Xax�es tinham naturalmente mais do que fazer, do que " aturar" o que o canal de musica, para cuja festa tinham sido convidados,estava a transmitir...

BANDA VISUAL: fui espreitar a MTV; a esta hora, a rapaziada simpatica dos Westlife




escrito por alvaro �s 6:28 da manhã
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O CALCIO DOS BLIND ZERO: Falei hoje ao telefone com o jovem Miguel Guedes. Ele vai ser um dos convidados do XPTO para a emiss�o da proxima quinta feira, sobre os Festivais e tudo � volta. Estava em Castelo Rodrigo, sinal do alargamento de actvidades dos BZ. Para breve , os " segredos" ainda por contar da grava��o em Italia , do programa especial que marcou a abertura das actividades da MTV Portugal.


BANDA VISUAL: a estreia( para mim) do clipe de Andr� Indiana no Canal Sol que � noite deveria ser Canal Lua.




escrito por alvaro �s 6:05 da manhã
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NELLY 2: Nem de proposito. Ou melhor: a inclus�o de pontos de vista sobre Nelly Furtado, n�o foi e naturalmente inocente. Mas e igualmente , seria pretens�o dizer-vos que aguardava as noticias que me chegaram no mesmo dia , uma vinda de Miami e a outra com origem em Portugal, respectivamente do " Luis Figo" da industria discografica , a minha grande amiga Gabriela Carrilho e pelo Emanuel Ferreira que n�o sendo fan da artista, me enviou a mesma noticia, que prova claramente que Portugal continua a ser a ancora, apesar da mudan�a oficial para Los Angeles. O album vai chamar-se Fresh Off The Boat, um titulo que a Rolling Stone, liga a Portugal, como tema essencial do album. Furtado, diz que o proximo ser� o disco , influenciado pelo nascimento do seu primeiro filho, mas este tem um som mais duro e inclui nomes que deixam antever algo de interessante: Joey Waronker( Beck, REM) e entre outros o virtuoso Bla Fleck que vai ser a estrela convidada em Forca( sic) ,isto � For�a, como a propria artista corrige, explicando que significa Kick Ass em Ingl�s. A edi��o est� prevista para o proximo m�s de Novembro e a tour habitual, poder� ser alterada face � gravidez da artista....

BANDA VISUAL: os produtores das Banger Sisters, agradecem aos Led Zeppelin e aos Doors e entre outros incluem os Steppenwolf na banda sonora. E j� agora Chris Robinson o genro da madame Hawn e se calhar....sob nomes bizarros por raz�es obvias os proprios Black Crowes...




escrito por alvaro �s 5:48 da manhã
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COMPUTADORES DE RADIO, UNI-VOS: O VOSSO LUGAR EST� EM PERIGO,..: A proposito do Lazio-Benfica , liguei ao Miguel Quint�o e por acaso estava por ali, THE VOICE, Augusto Seabra. Dei a tactica para tornear a lenta defesa da Lazio e at� provei ser um excelente treinador de bancada. Mas e como � habitual, passamos rapidamente para os sons. A banda -sonora era o novo Killing Joke , refor�ados por Dave Grohl e as poderosas remisturas feitas para Simpathy For The Devil. Falo habitualmente com o cowboy Quint�o, menos com a voz Seabra. Mas o que pensei logo a seguir foi em algo muito simples: porque � que esta gente n�o est� junta num projecto qualquer? como � que � possivel que um radio-man como o Quint�o, continue numa especie de Twilight Zone radiofonica? n�o ser� que isto e muito mais , ajuda a justificar ,que as audi�ncias de radio, sejam cada vez mais divididas por menos ouvintes, que � algo que muitos responsaveis n�o gostam de abordar? como � que os grandes artistas desta area, s�o penalizados por o serem? como � que se colocam os bons a horas improprias? porque � que se maltrata quem tem opini�o, ideias e compet�ncia? Passando o exagero, � a mesma coisa que colocar em campo o Real Madrid B, porque os artistas ganham menos dinheiro, refilam menos e aceitam tudo o que qualquer teorico da materia, debita do alto da sua condi��o de executivo marketeer...
S�o algumas perguntas que se tornam ainda mais prementes, quando h� quem anuncie que chegou outra vez o tempo dos comunicadores e das personalidades. Ser� que os computadores, as grelhas , melhor as grilhas digitais e os cientistas de marketing, viraram artistas de radio? ou seja, programas de computador , fazem replicas do Seabra, do Quint�o, do Marinho, do Sergio, do Amaro, do Calado, do Ribeiro( Pedro) do Costa( Pedro) etc?
Posso lan�ar a edi��o numero 2 da rubrica: "se fosse eu.... "e dizer : juntem esta gente; criem uma estrutura; definam objectivos, desenhem um nucleo e deixem os artistas funcionar. Quem apostar em contra-ciclo, poder� obter resultados surpreendentes. Se isto aconteceu em mercados de radio, onde os actuais mandamentos que gerem a actividade foram escritos, n�o tenho duvidas que existe fome de um projecto com estas caracteristicas, uma especie de Real Madrid nacional da comunica��o radio....

BANDA VISUAL : a espantosa cena do filme em que Susan Sarandon dan�a Morning Dew por Robert Plant, logo seguida de um " novo " clip, para The Crystal Ship dos Doors, uma sequ�ncia acida de imagens reais do tempo em que as groupies eram musas..




escrito por alvaro �s 5:11 da manhã
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MAR�S, MARINHEIROS E CAXINEIROS: J� passamos as 5000 visitas; n�o sei se � muito ou pouco, mas � um numero simpatico, sinal que e pelo menos existem ondas e a forma��o de uma comunidade de opini�es. Nomes como os do Ricardo Salazar, Valdir Cardoso, o Daniel Marques, Nuno Vargas, e outros, come�am a fazer parte desse grupo, e s�o mais do que bem vindos a um espa�o a que ninguem � obrigado a aceder.Parece que algumas reac��es recentes, j� indicam alguns incomodos. OPTIMO.� um excelente sinal e a prova que estamos no caminho certo. E quando digo estamos, � porque tem sido a energia de muitos a alimentar este espa�o, que concretizo com algumas dificuldades de tempo e porque olho para alguns participantes que at� conhe�o pessoalmente, como parte integrante deste espa�o aberto. Volto a insistir: n�o respondo a comentarios anonimos e que n�o indiquem e-mail.Mas, e � um recado para quem n�o me deve conhecer minimamente: se pensam que � com " makakadas" que chegam a algum lado, � melhor que n�o percam tempo e que entendam que 20 anos de carreira, chegam e sobram para n�o me desviar um milimetro que seja da rota que tomei neste espa�o.J� o provei em muitas circunst�ncias , e em momentos bem complicados, que n�o � o caso do actual. E claro, ter vivido muitos anos junto da comunidade piscatoria das Caxinas, e ter " bebido" a frontalidade que ali se respira, serve para alguma coisa: no minimo , e pelo menos , para ter uma no��o do que � a dignidade e a rudeza da vida ...

BANDA VISUAL : outro tipo de makakadas: as aventuras das Banger Sisters




escrito por alvaro �s 4:46 da manhã
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GROUPIES EM DVD: Esta coisa da bloguice � viciante: estive um dia off e em grande parte por raz�es profissionais,e acreditem que estava a ferver para a habitual sess�o de terapia: s�o agora 4 da manha e em fundo as Banger Sisters, um DVD que poder� escapar � vossa aten��o: trata-se de um filme para mulheres maduras como Goldie Hawn ou Susan Sarandon, ex groupies, que se encontram muitos anos ap�s o periodo dourado, t�o bem retratado em Almost Famous. O rigor rock and roll, � dado logo no inicio do filme por uma actua��o dos Buckcherry , observada por Goldie Hawn, ainda em "actividade" nos clubes do Sunset Strip que fazem a ponte para a epoca em que as irm�s eram as rainhas da cena.Interessante pe�a historica, para ver numa sess�o dupla:primeiro a edi��o especial de Quase Famosos, e a seguir este Banger Sisters, afinal o " destino" de algumas das lendarias figuras retratadas no filme de Cameron Crowe

BANDA SONORA: a irresistivel colec��o de bootlegs dos Led Zeppelin; n�o consigo ouvir mais nada no p�p�...




escrito por alvaro �s 4:30 da manhã
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quinta-feira, agosto 14, 2003

 

SER� DO MONDEGO?: Gostei de ver os Bunny Ranch no XPTO; parece um lobby de Coimbra, mas � simplesmente mais uma colheita Tedio Boys 94, em que o sabor parece melhorar com o tempo: Ser� da agua do Mondego, ou de outras aguas ,mas a forma como os membros da tribo se expressam � de uma lucidez impressionante, e em parte adquirida pelas incriveis aventuras vividas na America real, de que muita gente n�o faz ideia e que marcou os projectos seguintes e uma serie de elementos ligados ao nucleo duro original do cultores de porkabilly universitario...

BANDA VISUAL : o " outro" lado do material que serviu de base ao DVD dos Led Zeppelin, mais uma cortesia da Lady Zep, Alexandra Ferreira. Video bootlegs, uma dimens�o mais " humana e terrena" , com Robert Plant em estilo stand up comedian...




escrito por alvaro �s 5:51 da manhã
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quarta-feira, agosto 13, 2003

 

ESPELHO MEU , QUEM � MAIS KITTEN DO QUE EU: � uma historinha tipicamente Caf� Luso, esse mesmo, o do empregado perneta, das rusgas policiais e das francesinhas maradas. Que Deus o tenha.Vai para 3 anos, e amigos de uma produtora televisiva, com quem colaborava e de quem gosto particularmente, falaram-me e bem ,de um novo elemento,vindo de Londres familiar de um deles, cheio de ideias e de energias criativas, naturalmente desenvolvidas na megalopolis brit .Do elegante e para mim , invernal estabelecimento de hotelaria , da propriedade do patr�o Tinoco, ali para os lados da Boavista, para as hiperboles da paroquia , n�o foi um passo assim t�o rapido. O melhor do Porto sempre foi assim: discreto, interior, nem sempre acessivel � primeira ou sem um pouco de esfor�o. O pior do Porto � quando se acredita excessivamente nas refer�ncias, nos circulos que se entretanto se formam e nos tornamos nos " maiores". Uma das raz�es que deixei o meu querido burgo, foi exactamente essa e antes que me tornasse nesse tipo de caricatura.Tipo " o maior", com entrada gratuita e bar aberto, num qualquer local de culto aberto para todos os " maiores" du jour.Ainda recentemente , os promotores do S� da Bandeira, me referiam a aposta meia timida, nas noites Kitten, para serem surpreendidos pela ades�o ao culto e pela energia e onda que se tinha criado. Nessa noite , uma equipa de reportagem de TV, em servi�o para um programa que eu apresentava ,captou imagens que serviram de base ,a uma pe�a televisiva. Ainda era cedo, para me recordar da imagem de Mike Myers como Steve Rubbell do Studio 54, no filme com o mesmo nome,olhando o que restava do imperio, acreditando estar ainda em 1976. Mas, as indica��es dos " veteranos" de guerra ,e dos meus agentes no terreno, iam no sentido da transforma��o, inevitavel ,de uma cena intimista, que a imprensa amplifica, numa especie de culto "Santa da Ladeira glam", da personagem, que sempre me disseram n�o se levava muito a serio. At� acredito que ainda n�o se leve, mas e pelos vistos a partir de agora, temos AK e DK: antes de Kitten e depois de Kitten. Nada existiu antes, tudo existe depois .Nunca o Porto teve noites decadentes, gajos acordados 3 dias , sexo ou mesmo Lou Reed , Iggy Pop ou Kid Congo Powers acompanhado pelos Fleshtones. Nada disso. E muito menos , after hours, gajos a cair por escadas abaixo, Chicos Fininhos das Antas e filmes em automoveis e sabia-se l� o que era isso, sexo sem preservativo: e possivelmente com mais uma serie de pernas e bra�os por perto, enquanto uns catolicos se batiam uns aos outros com flores como a can��o de Lou Reed, inspirada numa dessas viciosas noites.E o Dj Chibanga? e O Kiki '? e o punk rock do La La La, em formato conga beat que vinha directamente do Coqueiro e que dava para o torto, t�o torto como os remates do lendario Nhabola que segundo as minhas contas, teve 29 anos, 4 epocas seguidas. E os Echo And the Bunnymen no Griffons a pedirem Michael Jackson, enquanto os vampiros do costume,este incluido pediam o voodoo dos Gun Club e dos Lords of The New Church? nada disso; nem pensar. O Porto nunca foi rock and roll,at� � chegada do New Messiah, afinal a vis�o do evangelho segundo S�o Ziggy de Porta Aberta... E por muito solido, educado e bom rapaz que o jovem Kitten seja( n�o conhe�o pessoalmente, nem sei se o conseguia reconhecer �a rua), n�o seria possivel resistir aos exageros, � eleva��o a revolucionario do clubbing, capaz com o seu glam , tornar o pa�s todo ,num gigantesco e decadente circo romano, a que s� n�o compareceram Nero , Jobriath, e os Romeo Void por raz�es de for�a maior.J� tinha notado no discurso, uma leitura muito superficial das teorias tipo Apolo 70 de Tony de Fries e da MainMan para tornar Bowie uma estrela.A entrevista desta semana ao Blitz, vem confirmar que a li��o n�o est� a ser bem aprendida.Ali�s, nem estamos em 1972,
nem o Porto � Londres. Ali�s, � o proprio que confessa , n�o ter tirado o curso de estrela rock , em parte devido e cito " � press�o de querer vir a ser uma estrela � for�a e n�o conseguir". Pois: e o que diriam os milhares que ainda l� est�o, de todo os pontos do globo, e os que chegam todos os dias e os que acabam a servir �s mesas dos restaurantes nouveaux de Chelsea ou agora de Islington,sem o terem conseguido. Nada de errado, e muito menos de tentar: sou fan assumido da coragem , que falta em doses industriais a alguns dos nossos, em contraste com a dose industrial de auto confian�a que o jovem Jo�o Vieira demonstra , c� por estas bandas, onde e segundo o jornalista do Bltz, o meu amigo JML, as coisas est�o e cito "aparentemente com melhores resultados do que no periodo londrino." Claro: l� n�o existem X-Wives; aqui temos uma. E pelos vistos muito catita e confiante.Ainda bem e votos de felicidades. Quanto �s doutas opini�es sobre "os gajos a tocar em bandas que n�o se interessam por saber de novos grupos, e que continuam a ouvir os mesmos discos e que vao ali � FNAC para comprar mais uma compila��o de alguma coisa que saiu h� 10 anos" e mais uns doutos conselhos gratuitos , melhor a 1 euro, pre�o de capa do Blitz, � l� com ele e com os musicos a que se refere. Agora que a musica portuguesa � fraca em rela��o aos outros pa�ses , at� posso concordar. E agradecer como luso e profissional de comunica��o, o messianismo , a atitude neo-crist�, muito em voga num desses paises, de vir evangelizar os pobres diabos do sul, rockers, perdidos no tempo dos Bush Tetras, Feelies e Urban Verve, os preferidos do DJ Pasteleira City

BANDA VISUAL : enquanto o clipe dos X-Wife n�o passa na MTV Suecia, levo com aqueles infelizes dos White Stripes.




escrito por alvaro �s 3:10 da manhã
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KICK OUT THE JAMS: Li uma coisa interessante.Os Loto em entevista ao DN, e ligada ao Sudoeste.A prometedora banda do centro , referia o contentamento de ter conseguido realizar cerca de uma trintena de concertos. Entendendo as raz�es e o contexto, ora aqui est� um ponto fulcral: 30 concertos , n�o chegam, n�o s�o suficientes, n�o permitem a quilometragem necessaria.Sem o pretenderem , os rapazes de Alcoba�a, tocaram numa das feridas mais fundas..

BANDA VISUAL: Harry Dean Stanton e BRMC e a vertigem total...




escrito por alvaro �s 1:38 da manhã
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A DECADA A SEGUIR � DE 70.PARTE 0: Ainda a rubrica de hoje no XPTO: uma primeira parte dedicada � historica quest�o do rock portugu�s, entenda.se o periodo que o volume 1 da colectanea cobre.O " rock portugu�s" � muito anterior; mas nunca como naquele momento se concentrou,em pontos focais bem definidos, isto �, radio, tv, imprensa.Hoje
defendi a ideia base que em 70, n�o era possivel tecnica, economica e politicamente competir com a machina 70 s a lan�ar vapor: do rock progressivo �s grandes tourn�es da epoca; do hard rock �s piruetas tecnologicas; da dance music �s franjas glam ou germ�nicas, n�o havia de facto espa�o para as dispersas formas de interpretar o moderno neste cantinho ainda isolado. Mas no final da segunda metade, de que j� sou uma testemuna muito razoavel, n�o s� nos aproximamos lenta mas seguramente, como o centro sonoro se deslocou: da exibi��o de compet�ncia e flash, passamos para a rudeza, a limita��o, os 2 acordes e meio.Mais: a express�o passou a ser o essencial; a compet�ncia tecnica e cultural , um acessorio. Creio que uma boa parte , do " rock portugu�s" 80-84, se encerra e � dist�ncia de 20 anos, nesta aproxima��o de esteticas e sonoridades, que tornaram a produ��o dessa periodo especifico, mais proxima dos canones internacionais para a epoca...

BANDA SONORA:at� lhe fica bem, esmurrar uns papparazzi. Amplifica a angustia e a presen�a de Chris Martin...




escrito por alvaro �s 1:07 da manhã
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EL DIABLO E DON PABLO FURTADO: Gostei muito de ouvir o Paulo Furtado aka Legendary Tiger Man no XPTO; a presen�a, o cool, que o transforma, numa personagem estilo Jim Jarmusch, e claro , a lucidez e a forma simples como explicou que as coisas evoluiram e melhoraram muito: uma percep��o muito estimulante de um artista que sem sair do sitio onde j� estava, viu esse mesmo "sitio" ficar mais perto de uma especie de centro actual da musica pop.ular.Centro que em breve volltar� a ser marginal, afinal uma " fatalidade" dos ciclos de exist�ncia de tend�ncias pop.E que bem soube , n�o escutar os discursos, os apelos aos salvamentos, e tudo o mais, que parece ter afectado o raciocinio, em especial daqueles , que deveriam estar imunes a esse tipo de excesso de corporativismo neo-sindical, vide os ids recentes que se est�o a amontoar na novel MTV nacional, onde n�o h� artista ,que n�o pareca toldado por essa febre.

BANDA VISUAL: para enfrentar a A1, a IC1 e a IC24, nada melhor do que o som de estrada dos Blue Oyster Cult




escrito por alvaro �s 12:40 da manhã
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domingo, agosto 10, 2003

 

COM SKIN OU SEM SKIN? EU PREFIRO SEM...: Era uma vez uma noite no Coliseu do Porto: em delirio a audi�ncia, recebia Gavin Rossdale e acompanhantes em delirio.Por acaso e influ�ncia da grande Gabriela Carrilho, acompanhei um pouco mais do que � habitual os bastidores, inluindo um meet and greet muito animado e divertido que terminou no Porto Palacio, em plena Avenida da Boavista. Das 4 mil pessoas que lotavam e tornavam o Coliseu uma verdadeira sauna de comunica��o e delirio rock, creio que apenas 2 ou 3 , conseguiram manter alguma distancia saudavel. Um deles era o jornalista do Blitz , Jorge Manuel Lopes o outro era eu. Por vezes deixei-me embalar pela atmosfera frenetica crida pelos Bush; entrei no ritual , sem dist�ncias ou complexos. Lopes tomou desde logo uma posi��o diferente:saimos juntos se bem me recordo e disse-lhe que por muito que concordasse com ele , em varios pontos, algo teria de ser dito : tinha acontecido comunica��o, fantasia,delirio, celebra��o electrica. E ent�o sim, de uma forma apolinea , desbobinar o que e justamente para o critico, tinha sido uma sucess�o de lugares comuns, ou o quer que e honestamente ,pensasse sobre o concerto.H� quem saiba que gosto do actual Editor do Blitz ;a recupera�ao desta historia, n�o � uma critica ao critico, mas muito mais um exemplo da dist�ncia que vai entre a torre de observa��o do critico e a febre irracional que se apodera do publico nestes momentos de comunh�o. J� n�o me recordo do que o JML escreveu, mas ele melhor do que ninguem se recorda da forma como o seu artigo foi recebido. E porque recupero este episodio? simples: com a agravante de ter visto � distancia e parcialmente , o concerto da Skin enquadra-se perfeitamente. Para os que l� estavam, fans e " romeiros" foi certamente muito especial e intenso. Nada a dizer: fez-se magia; celebrou-se o delirio.Os deuses do excesso andaram pelo Sudoeste. Mas como e com alguma lucidez Vitor Figueiredo e NC sugeriram no tom natural de quem � media oficial e faz parte de uma estrutura colectiva de marketing, a artista usou os truque e magia habituais: apelo que o jornalista da SIC referia como instintos primitivos,isto �, os saltos, os slogans,os discursos , tipo bengala , usados logo no inicio do espectaculo, em especial e n�o sei se era uma quest�o de som de TV, a voz parecia fora de tom, sem registo e capacidade de responder ao material inicial que a banda apresentava em palco. Afinal mais um momento de ratice de palco , em especial de quem conhece e muito bem o publico e sabe como massajar o ego , e que at� lhe fica muito bem dizer que o publico n�o " � estupido como os ingleses" ,porque sabe muito bem ,que os media internacionais e especialmente brit, n�o v�o chapar com essas coisas. E afinal o que interessava? o mercado brit est� noutra e n�o � com este disco que a America se abre aos encantos da artista. Restar� o mercado europeu continental, mas e como os proprios comentadores oficiais notaram, a audi�ncia reagiu mesmo �s vers�es da Skin Band , de temas do seu grupo, os Skin Anansie , que vi pela primeira vem em 1995 no Festival de Glastonbury, em condi��es que v�o merecer um post. ..

BANDA SONORA: OS CA�S A LADRAREM




escrito por alvaro �s 4:07 da manhã
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AS ANEDOTAS DA FRAGIL BETH: Ainda a quest�o de palco e alinhamentos: apesar das " evidentes " dificuldades do material e da presen�a algo impressionista de Beth Orton, soube pelo menos comunicar com o publico, atrav�s de incontaveis obrigados e refer�ncias ao pa�s e ao Festival que considerou belissimo,. Os planos proximos em televis�o t�m essa vantagem: " ler" as reac��es, perceber a forma como os artistas d�o a volta aos textos , apresentados pelos Festivais. Interessante seguir o rosto de Orton, quando contava uma anedota que ninguem ter� percebido, e a forma como leu a necessidade de apresentar um espectaculo curto e incisivo. Nesse aspecto , mais uma li��o de palco, apesar de me parecer que a songwriter se encontra numa encruziilhada criativa.....

BANDA VISUAL: uma serie que desconhe�o , na SIC RADICAL




escrito por alvaro �s 1:32 da manhã
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sábado, agosto 09, 2003

 

AINDA BZ SUPER: Seguia as opini�es do painel CC/RADICAL sobre o Sudoeste. E a certa altura, falava-se de Blind Zero e das possibilidades que 2003, poder� trazer ao grupo do Porto.Estaria aqui alguns anos para debitar o que penso, at� porque acompanhei regularmente, os 10 anos de que os criticos falam agora. Uma compila��o de opini�es, debates e vis�es sobre os BZ, daria um caso de estudo sobre os humores e tend�ncias da roque critike lusa.O que importa agora , tem mais a ver, com a opini�o seguinte do respectivo grupo de experts. Falava-se sobre a forma como os Suede, desenharam o seu alinhamento, e "salvaram" um concerto aparentemente desiquilibrado e nada subtil, em especial nos ultimos momentos , com uma escolha perfeita de can��es e de presen�a de palco.Sem o ligarem, estavam a falar do concerto anterior, e a confirmar o que tenho dito varias vezes: faltam aos BZ os tais kms, a "prepara��o fisica" que somente tours de dimens�o superior �s que puderam fazer at� ao momento, permitem. O mais curioso, � que em 1997, quando uma delega��o norte-americana, os veio ver ao Porto, era um dos pontos essenciais de conversa off e de balneario.Como me recordo ali�s , de Ava Berman lhes ter dito, para gravarem tudo, at� ensaios e cuidarem mais da presen�a e performance.Isto ap�s , termos percorrido 300 kms sob uma chuva inclemente e violenta, para os observar ainda decorria 96, no Restelo, uma estreia " violenta " para a norte-americana.Ent�o, houve quem olhasse para essas percep��es com a "autoridade" concedida pela posi��o de regedor, presidente de junta de freguesia. Ainda hoje a manager norte-americana me pergunta como v�o os BZ, e me confessa lamentar que num determinado momento , n�o tivesse sido porssivel ir mais longe. Foram precisos mais 6 anos, para que e de novo , se lancem horizontes mais vastos, assentes na possibildade, sempre complexa , de exporta��o e de competil��o numa area muito povoada .Como j� o disse anteriormente, se no passado faltavam 30 metros ao futebol portugu�s, faltam kms e rodagem � maioria das bandas nacionais, em geral muito contidas na sua dimens�o live. Ao colectivo do Porto, n�o falta talento e capacidade e uma estabilidade rara , apesar das ondas , nem sempre mansas com que se t�m debatido nos ultimos anos. Mas ,se em breve conseguirem adquirir esse " toque"(a presen�a muito especial de Jorge Palma,poderia ter sido conceptualizada de outra forma, isto � com mais controle de codigos de palco) , ainda vamos a tempo de novas e interessantes aventuras...

BANDA VISUAL: gostei de ver o Henrique Amaro na tenda estudio da Antena 3





escrito por alvaro �s 6:59 da tarde
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SPEED E LITROS DE CAF�; E J� AGORA PARA FAZER AS MIL MILHAS , COMIDA MEXICANA DE ESTRADA: O rapper chama-se Chingi; mas e acreditem no que diz respeito a " booty" fico-me pelos filmes de Snoopy Scorcese.Chegam para as encomendas.Agora , zappo pelo auto-cabo, aguardando a chegada do brutalmente efectivo video do BRMC: bastaria a presen�a do excentrico Harry Dean Stanton, que como j� expliquei em blogada anterior, adorava ver com a harmonica ao contrario, a cantar can��es lamechas de fronteira, tipo algures entre El Paso e San Ysidro. Neste infernalmente rock and roll video,o actor � uma especie de manager de reputa��o duvidosa, que se v� obrigado a lan�ar a sua banda , os BRMC, numa corrida desenfreada de milhares de milhas, para chegarem a tempo do concerto, num clube que pude reconhecer como o Troubador, cuja pedigree rock and roll, inclui a expuls�o de Lennon, desatinos varios e no meu caso, entre tantas outras cenas, o delirio que eraver a pior banda de Hollywood: isto � os Dogstar de Keanu Reeves, serem carne para todos os canh�es....

BANDA VISUAL: o video das ondas dos Santos e Pecadores, do qual se poderiam tirar uma daquelas fotos de calendario, oferta da Electro Noites de Lisboa. Anda por l� uma loura e umas fogueirinhas na praia e assim umas cenas....no Sol, onde tenho um palpite , vou ainda apanhar com os 4 minutos de puro on the road, alimentado a speed e a litros de caf� de estrada dos BRMC




escrito por alvaro �s 4:32 da manhã
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ENTRE UMA AUTO ESTRADA ALEM� , COM A BEN��O DO SR KOWALSKI , PERDIDOS NA TV: Finalmente em Portugal e perdidos algures numa Autobahn alem�, construida pelos Can com a m�o de obra dos Neu! poderiam ter construido , e uma Imagem Publica Lda ,monossilabica aben�oada pelo Sr Kowalski, o " dono" do bar de m� fama, leia-se juke-joint na auto estrada 49, onde se iniciaram no voodoo sonoro do Griot , Tom Dowd, que Deus tenha; e foi assim ,e a mais de 400 km ,que perdido na TV, segui os cambaleantes passos do fan do Celtic, Bobby Gillespie, uma especie de Dorian Gray do desatino. Mani " explicou" num ingl�s COM sotaque Super Bock, o efeito do combustivel na actua��o do gang, entre rajadas de comunica��o, numa lingua que presumo seja a inglesa...

BANDA VISUAL: uns belos rabos em videos de HIP-POP. Onde v�o eles buscar estas jovens?




escrito por alvaro �s 4:11 da manhã
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LOST IN TV: Entre os Suede na SIC Radical, e uma passagem por The Game, em vers�o televisiva. Anderson , a olhar para as Filmstars; Fincher a usar o rock and roll e o acido como metafora para decorar o ambiente das verdadeiras estrelas de cinema que dirige. Refiro-me ao momento em que Van Horne( Michael Douglas) , descobre a sua mans�o de San Francisco, virada de pernas para ar, pintada em forma de acido-clube, Jefferson Airplane e White Rabbit, evidente refer�ncia a Lewis Carroll e ao ultra acido Alice no Pa�s das Maravilhas. Exceptuando o final "a�ucarado" e evidentemente de estudio, gosto muito de The Game, que funciona bem melhor sob multiplas e diversas observa��es. As refer�ncias ao mundo do rock tornam-se mais evidentes � medida que se vai observando o filme de Fincher, ainda sem uma edi��o " a serio" em DVD, que e pelo menos permita , confirmar a vis�o mais pessoal do realizador...

BANDA VISUAL: Pendurado por arames, Bobby Gillespie e o seu gang na SIC Radical. Afinal sempre vieram. Aleluia.




escrito por alvaro �s 2:50 da manhã
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sexta-feira, agosto 08, 2003

 

DEVE SER DO CALOR..: Foi um momento bizarro, ou simplesmente inadvertido ou pura e simplesmente idiota: refiro-me � Bjorkette dos MUM, que de repente come�ou a fazer ten�oes de fazer fogo, com as pedras que teria recolhido no local da entrevista.No minimo, falta de aten��o ,informa��o ou ainda demonstra��o da " loucura" um pouco cientifica e por vezes irritante de algumas demonstra��es de p�s-bjorkismo, que enfeitam alguma da musica moderna, produzida na ilha dos vulc�es e peixe seco. Creio, e naturalmente espero opini�es dos frequentadores deste " nosso caf�" ,que se sobrevaloriza muito, tal neo vaca sagrada, essas manifesta��es de bjorkismo: da original e dos seus descendentes

BANDA VISUAL: gostei de ver o meu sobrinho Guedes a cantar em portugu�s; e o tio Palma, desta vez inteiro e a chegar a horas( o sr rui malheiro, sabe a que me refiro; parece o octavio: e que falta fazem os comicios na Duvalia ....




escrito por alvaro �s 9:37 da tarde
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O AMIGO AMERICANO JON STEWART: Claro que " somos os unicos amigos" dos americanos; que a cimeira se realizou nos A�ores; que os nova-iorquinos nos conhecem um pouco mais e que perdemos no Mundial da Coreia com os Estados Unidos.Seriam motivos suficientes , mas n�o muito habituais ,para um programa como o de Jon Stewart, abordar mais do que � normal, um pa�s que cabe todo em NY ou em LA e cuja exist�ncia ser� mais ou menos desconhecida para uma boa parte do gigantesco pa�s-estado.Agora , falar de samarras, bacalhau..j� indicia algo mais. Ser� uma miss�o a concretizar, mas creio que a existencia de um tal Orlando Ferreyra, nos creditos de produ��o, n�o ser� alheia a tantas e simpaticas cita��es que Jon Stewart tem feito e com alguma regularidade...

BANDA VISUAL: a actua��o dos BZ, a transmitir na SIC Radical...e uma vez mais a pergunta: com mais umas centenas de kms, leia-se espectaculos, onde estariam em din�mica, presen�a e performance?




escrito por alvaro �s 9:07 da tarde
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quinta-feira, agosto 07, 2003

 

ESC.RITICAS.PARTE 3: Esperei o momento certo, para recuperar este livro,aparentemente raro hoje em dia. Ainda hoje conversei ao telefone com a Ana Cristina Ferr�o, que me confirmava que Escritica Pop , n�o teria sido reeditado. E esperei o momento certo, em grande parte devido � edi��o da compila��o da EMI,escolhida por Nuno Galopim e recentemente editada, e porque fica claro que estou a pensar nos que nunca leram estas cronicas nos jornais respectivos, nem se aperceberam do seu impacto na epoca .
Regresso ent�o a este livro para mais um clipe: desta vez sob o titulo Critica Pop: nem critica nem Pop, o autor reflecte sobre as movimenta��es dos musicos portugueses`e alguma tend�ncia para o proselitismo e serm�es, j� visiveis na epoca e ciclicamente sacrossanto e corporativo.Ora reparem neste texto, escrito igualmente para o O Jornal e publicado em 1982 :" ..e n�o quer isto dizer que apoie os musicos portugueses Pop, que �o se cansam de chorar a critica Pop que temos, empapando jornais e revistas com as acidas lagrimas de n�o serem reconhecidos como os genios fabricantes de obras-primas que obstinadamente cr�em ser.Pelo contrario: tambem eles, na sua maior parte e mais comovente parte,n�o possuem a no��o grandiosa da sua trivialidade. Sabem que devem ser " cultura" , mas n�o sabem que cultura devem saber...."Comente quem quiser...

BANDA LITERARIA: ainda Escritica Pop, e o prazer de re-ler muitos e bons anos depois, que afinal o tempo at� tem passado devagar e que se calhar ainda posso ir ao Griffons , Browns e a um Rendez Vous Rock qualquer....




escrito por alvaro �s 11:02 da tarde
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ESC.RITICAS. PARTE 2: Continuando esta opera��o arqueologica , seguimos para a segunda parte , deste texto publicado pelo O Jornal em 1981.Ainda nesta cronica, MEC aborda a ideia de Pop Portugu�s, que para o autor, abarcaria tanto Marco Paulo( hoje em dia Mozart, comparado com o que se v� de manh� � noite nos canais generalistas e de solidariedade made in Pra�a Sony) como Sergio Godinho, os UHF e ainda Trovante , Tordo, Amalia ou Salada de Frutas.MEC vai mais longe e explica que os UHF trabalham bem, tocam bem, s�o uma verdadeira banda de rock sofrivel. Coisa que os demais( Taxi, obra prima da comercializa��o, Salada de Frutas, inofensivos, Roxigenio, martires do mau gosto) n�o s�o". Logo a seguir coloca uma quest�o ainda hoje relevante: " este facto exige que sejam comparados , n�o com os seus pobres primos portugueses, mas com o Rock na sua generalidade anglo-americano.E a culpa disso n�o � deles-� da sua nacionalidade. Atreve-mo a dizer que, caso tivessem nascido em Coventry ou Palo Alto, seriam bastante bons.."
E conclui , com uma percep��o interessante : " as pessoas t�m visto o Rock Portugu�s como um fen�meno quase meramente palavroso- julgam-se as can��es pelas letras e fecham-se os olhos � confrangedora escassez de nobreza e inven��o musicais." Para logo a seguir, olhar para o futuro, como uma especie de auto-confesso turista musical: " uma das saidas, � o acesso trovadoresco-pop( de inspira��o antiga: godinho,branco, afonso, banda do casaco) e o outro � o acesso de loucura, pela ssimila��o da nova vaga cabo-verdiana( a faixa Tabanca, dos Tubar�es , divulgada por Luis Filipe Barros, pode e deve ser o arranque para uma grande e bela aventura musical luso-caboverdiana). E d� a estocada final:" afinal , o que � pena � que ainda haja Rock Portugu�s."

BANDA LITERARIA: ainda Escritica Pop, leitura para uma noite de suor.....




escrito por alvaro �s 10:29 da tarde
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ESC.RITICAS. PARTE 1: Um espanto olhar � dist�ncia de 20 anos para alguns dos textos de M.E.C. , editados em forma de livro , no inicio da decada de 80. Creio que n�o existe qualquer edi��o recente, mas e se ainda for a tempo, " apelo" a que isso aconte�a e se possivel com uma vis�o comentada a partir do seculo XXI; Terei mais oportunidades de regressar � Escritica Pop, mas e no melhor espirito blogueiro, em partes: artes em partes, como por exemplo a vis�o meia extra-terrestre,
lucidamente estrangeirada de Raivas e loucuras do chamado Rock Portugu�s. Escrita originalmente para o Jornal , edi��o de 21.8.81, come�a por falar, e a� est� a no��o de estrangeirado, no regresso a Portugal e � descoberta de um novo monstro, " com o tamanho de uma mosca e a capacidade de mordedura de um pudim de geleia." E no mais fino humor britoc�ntrico, concluia que tal como todas as moscas e pudins de geleia, " tratava-se de um monstro especialmente ma�ador. Ma�ava porque era Rock e mais ma�ava por ser portugu�s."
A seguir , recordava ter sido o unico portugu�s que nunca ter� escutado os Cavalos de Corrida, o que e no entanto lhe permitia pedir ao rock portugu�s que fosse rock e portugu�s. " Neste aspecto" conclui, s� existe uma banda de Rock portuguesa: os UHF.A leitura desta conclus�o, faz total sentido, quando se recua um pouco no texto e se apreende a percep��o de " pop, como tudo que � ligeiro e popular em Portugal. Como e exemplifica Organge Juice, Sheena Easton e Joy Division s�o pop em Inglaterra." O que devo dizer-vos aprendi � minha custa, aquando da primeira visita brit que fiz em Abril de 1982...

BANDA LITERARIA : ESCRITICA POP




escrito por alvaro �s 4:08 da tarde
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quarta-feira, agosto 06, 2003

 

FURTADO, A NELLY.: N�o foi de proposito, mas poderia ter usado uma especie de liberdade criativa e aproveitar a participa��o de Nelly Furtado no muito show biz ,espectaculo de homenagem a NYC e a Lennon( apresentado por Kevin Spacey , que at� canta e tudo), para abordar o seu regresso proximo, creio mesmo ainda antes do final do ano, e algumas quest�es que ainda n�o tive oportunidade de abordar. Como por exemplo, o facto de ter visto a artista no lindissimo e art deco, Wiltern de Los Angeles, rodeado de bandeiras nacionais, manifesta��o rara por aquelas bandas t�o longinquas.Vamos por partes: Em 2000, observo casualmente mais uma edi��o da Vanity Fair dedicada aos novos talentos. Uma dessas figuras, � a desconhecida Nelly Furtado. Reparo na presen�a, e na express�o inequivocamente lusitana e apercebo-me que a jovem assume sem complexos, as suas influ�ncias e memorias.Imediatamente procuro atrav�s da Dreamworks, clipes de som, que me impressionam pela inclus�o evidente de tons, e entoa��es que nenhum anglo saxonico poderia interpretar. O passo seguinte, foi contactar responsaveis da Universal, entre os quais, "a Figo", da industria discgrafica de seu nome Gabriela Carrilho. A resposta n�o tarda: Furtado, faz parte de uma lista de prioridades a desenvolver durante os proximos 2 anos.Recebo uma CDR ainda sem tracking que serve de apresenta��o e lan�amento de laboratorio, que acontece no painel nocturno da Antena 3. O resto � historia, incuindo a primeira entrevista feita a caminho do aeroporto de JFK.O tempo � largamente esgotado e por pouco Furtado n�o perde o avi�o devido � sua incontin�ncia verbal, leia-se entusiasmo algo juvenil , mas sincero e orgulhoso. Entre esta conversa, decorrida no Ver�o de 2000 e a actua��o em Novembro no auditorio das Amoreiras, nunca se falou tanto de Portugal, em revistas t�o disapares e t�o distantes das nossas realidades socio culturais , como a Rolling Stone, a Entertainment Weekly, a Interview.Furtado nunca deixou de manifestar a importancia da sua origem, a riqueza da musica que fazia com que a linguagem hip-pop onde se movimentava , apresentasse " um sotaque", um aroma original, mas que e simultaneamente, n�o a tornava uma artista de raiz world ou mesmo de acento folclorico.Apresentei e coordenei o show case na Antena 3, uma das ultimas " actua��es" ,antes de partir para outra no incio de 2001.E n�o me foi dificil descortinar uma especie de complexo , a ro�ar uma incapacidade recurrente do " meio", o que quer que isso seja, de e pelo menos apreender a import�ncia cultural, e respeitar o duro percurso de Furtado, rumo a um espa�o que naturalmente conquistaria na America do Norte. A procura do detalhe que pudesse ensombrar ( o sotaque, a pose algo infantil, mas motivada por um nervosismo tipo filha prodiga,as compara��es despropositadas) o que era indiscutivelmente um talento em potencia, foram mais do que evidentes. Mas n�o era tudo: a incapacidade em entender as dificuldades de afirma��o externa, de uma comunidade encerrada em si proprio e pouco expressiva e actuante s�o totais para quem nunca viveu experiencias humanas que o possam explicar.Talvez por isso, foi Rui Henriques Coimbra que se deslocou a Toronto, produzindo uma especie de polaroid social, confirmando a ideia de ghetto, neste caso cultural, que Furtado estava a derrubar. Mas ainda mais dificl de perceber para alguns foi a percep��o que a artista veio a Portugal por respeito e vontade em afirmar a sua identidade. Como tive oportunidade de afirmar ent�o, o mercado portugu�s de discos n�o aquecia nem arrefecia os executivos da Dreamworks, cujo objectivo era fazer com que as vendas do album de estreia, correspondessem �s expectativas internacionais e mais particularmente norte-americanas. Furtado, afirmei ent�o, n�o veio a Portugal, para se afirmar , em " terra de cegos".Segundo o que apurei na altura , nem era prioridade dos que geriam a sua carreira a partir dos escritorios de Los Angeles da Dreamworks.
O ano de 2001 � passado on the road, como ali�s uma boa parte do ano seguinte. E foi j� num periodo de estabelecimento de espa�o artistico, que a pude re-ver em Los Angeles. A rapariga que vi em Lisboa, tinha crescido em todos os sentidos, incluindo o corpo e a presen�a de palco, mais agreste, street, a resvalar para o territorio missy elliott, mas sem esquecer a base tradicional de composi��o que caracterizava a maioria das can��es j� com pelo menos 3 anos, incluidas no album de estreia que ainda promovia.Fiquei sinceramente orgulhoso por ter visto as bandeiras nacionais e varios fans com camisolas da selec��o nacional, Figo e o numero 7 em particular. S� quem , " conhece" os Estados Unidos atrav�s de uma viagem de uma semana, tranfser incluido ,para ver a banda X, ou fazer compras em Times Square, � que pode ignorar a extrema importancia que Furtado representa para os portuguese -americans ou portuguese canadians, sem e repito fazer apelo especiais � comunidade local, ali�s e em geral muito conservadora.Creio que ainda n�o tinha tido oportunidade de abordar o concerto de Nelly Furtado que pude ver em Los Angeles , desta forma publica.Pela " boleia" dada pelo DVD que ainda roda a esta hora e por uma outra dada pelos programas de musica, ali�s de grande nivel apresentados pela City TV de Toronto na Sic Radical, e muito especialmente , porque a artista prepara o proximo e crucial disco, achei que era a altura certa de o fazer.E agradecer a forma como tem sido uma representante da cultura contemporanea deste pa�s, mesmo que alguns sectores n�o devolvam com e pelo menos mais respeito, essa generosidade de que fui testemunha de segunda fila do Teatro Wiltern, curiosamente a poucos metros da residencia californiana do grande Darin Pappas....

BANDA VISUAL: os Mind Games de Kevin Spacey




escrito por alvaro �s 5:08 da manhã
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SONHO DE UMA NOITE DE VER�O: From Alentejo, Texas, ladies and gentlemen: The Brothers Ros�.The Portuguese Anjos.E nunca o Alentejo se pareceu tanto com o Rancho Southfork.Entra uma loira e tudo, com ar de nativa de Redondo, East Alentejo.Ver, o canal dourado da SIC, para se entender alguma coisa do que estou a dizer. Nada que surpreenda quem vem , por bem , a este rancho digital.De repente, lembrei-me de Reelin in The Years dos Steely Dan, e da ideia " que ao fim de 17 anos, todos sabem que �s um genio, mas continuo a n�o perceber nada do que dizes..."
Simplificando: trata-se do que presumo ser o ultimo clipe tipo western a la brad pitt, dos irm�os Rosado. Vulgo os Anjos, cujas coreografias at� nem me desagradam , ou pelo menos as vers�es das mesmas, interpretadas pelo meu sobrinho kiko, entretanto e apesar dos seus 8 anos, j� precocemente convertido aos barbichas de bode e derivados.Pessoalmente , n�o desligo quando os vejo no Sol. O mesmo n�o posso dizer do Portugal a Cantar, ou algo assim ,que presumo seja um programa da TVI, vers�o 1996 de um programa de 2003 , que depois deu origem a um outro em que aparentemente os produtores confundiam Marilyn Manson com Marillion, e mais uma historinhas da carochinha lusitana. S�o 4 da manh� e parece ser John Lennon pela voz do Tony Soprano, agora em palco no Radio City Music Hall, que me sopra ao ouvido, que o programa dos Rosado Bros, � afinal uma vers�o, ele sim de, uma cena de 1996, e que Portugal continua a cantar,presumo mais ou menos com os mesmos do ano passado, ou parecidos. Afinal o exito, foi t�o grande que n�o existe nada melhor do que permitir aos muitos milhares que n�o cantaram a oportunidade de o fazer. Como dizia o famoso Entra: j� vais para a Maia? Viva Portugal. Salazar j� morreu. Frases que o famoso vagabundo repetia ad eternum , sempre que o deixavam aproximar-se da Escola Secundaria de Vila do Conde. Infelizmente ainda n�o tinhamos sistema de cabo para registar este "Animal" avant la lettre,e pela amostra capaz de articular 3 frases seguidas,se bem que em loop absoluto, tipo disco riscado.Onde iamos? ah, no muito hollywwodesco cllipe dos Anjos. E antes que alguem se lembre de exigir 78% de filmes nacionais, porque n�o enviar uma copia ao Sheriff Jack Valenti, o embaixador de Hollywood, junto da capital federal e confirmar que de facto o Alentejo pode muito bem ser um Texas mais barato , sitio ideal para se fazer o primeiro western portugu�s, com Trinit�, o tocador de bombo de Aldoar, o Capit�o Moura e as suas teorias da conspira��o e a Lucia Moniz como pistoleira mais sensual do Oeste Ribatejano.
N�o desligo , ou mudo de canal quando vejo os Anjos invariavelmente no canal Sol. E , reconhe�o que h� manifestamente pior na Irlanda , no Reino Unido e na Eslovenia.Ali e acol�, emerge assim uma especie de hard-pop, manifestamente esmagado pela formula , tipo dos 7 aos 77 anos, quer o av� e o b�b�, a celebre onda pudim boca doce de boa memoria, a minha sobremesa favorita de menino...

BANDA VISUAL: Leelee Sobiesky apresenta a nossa Nelly, interpretando com Dave Stewart, Instant Karma...




escrito por alvaro �s 4:13 da manhã
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LARINGITE SEXAGENARIA: � uma das noticias do dia: os Rolling Stones, cancelaram o show de Benidorm, devido a problemas com as cordas vocais de Jagger. Nada de anormal: n�o � a primeira, n�o ser� a ultima vez, que um concerto � cancelado e neste caso, pelo que me pude aperceber, meramente adiado. Os Stones j� estiveram este ano em Bilbau, Barcelona e Madrid. Segundo a imprensa internacional , chamam-se em Castela, Los Rolling. At� aqui, ainda nada de especial, a n�o ser que tal como nos anos 80 , se faziam excurs�es para ver Pink Floyd, Sting, Frank Zappa, Michael Jackson e os proprios Piedras em terras de Castela e Li�o e 20 anos depois se voltam a fazer. Esta poder� ser uma das perspectivas da noticia. A outra, bem mais reveladora � que as ag�ncias de noticias, revelam que a banda do Sexagenario Mick Jagger...leram bem: sexagenario!!!!No entanto, j� em 1981 um tal de M.E.C. , falava dos " sorrisos do av� Jagger para os seus netos aztecas." E acrescenta: " se meio mundo dos novos anda a fazer velharias, porque � que os velhos tamb�m n�o h�o-de fazer?". Leram bem? em 1982......E ainda outra perola: "Tatoo You tal como Balsem�o e a moda corrente da auto-sucess�o , s�o os Stones armados em Stones." Em formato 2003, poderia remixar e dizer: " A Tour de 2003, tal como Balsem�o e a moda corrente da auto-sucess�o s�o os Stones a fazer de Stones". Menos a laringite.

p.s.ser� que a maldi��o Primal Scream continua? esperem para ver , como S�o Tom� , se Gillespie encontra uma especie de caminho de Santiago para o nosso pa�s....

BANDA SONORA: aquela hora televisiva dificil: parece que a VH1, os primos da MTV, e os nuestros amigos do Sol, assinaram um pacto de n�o agress�o...




escrito por alvaro �s 1:28 da manhã
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terça-feira, agosto 05, 2003

 

A PRETO E BRANCO, A CAPA DA EDI��O DE 1982 DE ESCRITICA POP.: Vou re-ler a edi��o de 1982 de Escritica Pop, um quarto da quarta decada do rock, 1980-1982. Na semana que vem vamos come�ar a olhar ,e no XPTO, com perspectiva semi-historica para o rock portugu�s da epoca. Creio, e j� n�o me recordo, at� porque n�o pego neste livre h� anos, que existem observa��es MEC, a proposito da cena. Para partilhar clipes, muito em breve

BANDA SONORA: despe�o-me para voltar em breve, em tom gospel e de reden��o , do album banda-sonora, Masked and Anonymous.




escrito por alvaro �s 3:58 da tarde
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UM DIA DE ESPLANADA: Fazia parte da express�o bombastica de Lester Bangs: desejar, metaforicamente, que o avi�o particular dos Led Zeppelin se despenhasse em Detroit. E porqu� Detroit em periodo p�s MC5, Mitch Ryder ou Stooges e pr� Eminem e White Stripes? simplesmente porque era na cidade motor( mo.town) que se encontravm os escritorios da lendaria Creem. Devo ter lido isto numa velha edi��o, j� meia comida pelo tempo do livro de cronicas, Psychotic Reactions editadas por Greil Marcus, muito antes de Bangs se tornar um icon do excesso de terrorismo verbal, atrav�s de Almost Famous e da biografia de Jim de Rogatis, que lia numa nevoeirenta manh� de Ver�o 2002, numa das esplanadas da Foz.Ou melhor, como � meu e bom habito,era um dos livros que me acompanhava, numa manha que como muitas outras era obrigatoriamente marcada pela leitura de jornais desportivos, os 3 para ser exacto.O mais interressante � que a desloca��o � Esplanada da Praia da Luz, n�o estava prevista. Foi um acaso. Creio que motivado por uma paragem ocasional e um precioso espa�o de estacionamento.No carro , Dreamland , um dos meus discos favoritos de 2002, uma aut�ntica juke-box de can��es que marcaram uma vis�o nada ortodoxa, dos anos 60.De Buckley a Dylan; de Lee a Skip Spence, a escolha, o alinhamento e os arranjos implicam um conhecimento reverencial mas musicologo, da materia em quest�o. E se ainda por cima, j� eram interpretados pelo artista , quando era membro dos Band of Joy, tudo se torna mais limpido. Eram ainda os ecos da noite de Plant no Coliseu do Porto que ainda ocupavam uma manha de Ver�o atl�ntico. Agora , imaginem que em vez da Senhora da Luz, me tinha dirigido para o Ourigo. Nada de especial a n�o ser:
a. a biografia de Lester Bangs , n�o teria sido autografado, na pagina 123 ,a mesma que indica o desejo metaforico do critico
b. ninguem teria aborrecido Robert Plant, olimpicamente ignorado ou ent�o desconhecido dos matinais de classe A , a ler o Expresso e revistas sociais que ali se juntam aos domingos
c. n�o teria publicado esta blogada
d. n�o poderia contar este episodio na edi��o de hoje do sons da frente do XPTO

BANDA SONORA: ainda masked and anonymous; Dylan parece ter descoberto a Italia pop: vers�es italo-hop e romanticas de algumas das sua can��es. E j� agora uma liga��o: desde que Plant desenterrou One Cup of Coffee, que a can��o tem ressurgido. Na banda sonora por exemplo em vers�o semi mediterr�nica por Sertab




escrito por alvaro �s 3:50 da tarde
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H� DYLAN; E MAIS DYLAN EM 2003; DYLAN: BASTA O SOM E A REFER�NCIA: DYLAN.: "....N�o � o unico a achar que �s um mestre das palavras, mas que n�o percebes nada de musica.." Larry Ratso Sloman, assinalando as criticas de Paul Simon
dirigidas a Bob Dylan.Trata-se de um dos episodios finais de On the Road With Bob Dylan, a descri��o epica da famosa tour de 1975, agora disponivel em disco oficial.O mestre do desconcerto, responde � sua maneira. " � verdade; mas pelo compreendo Leadbelly, John Lee Hooker e Woody Guthrie. Nunca disse que percebia de musica: sou um artista..."
Este numero, vem a proposito de uma ideia base:as can��es de Dylan nunca est�o terminadas, mesmo para o proprio autor.Como por exemplo quando explica que a reac��o entusiastica aos primeiros acordes de Oh Sister, t�m a ver com o facto da " a audi�ncia a confundir com uma can��o mais popular.." O que ali�s me aconteceu ao escutar , em forma auto-movel, a vers�o de Hard Rain s , incluida neste indispensavel Bob Dylan Live 1975.Demorei alguns minutos a apreender que se tratava da velha balada de "protesto" , transformada em 1975, numa tempestade electrica irreconhecivel. Como irreconheciveis," masked and anonymous" , atrav�s das vers�es orientais, italianas, gospel e mexicanas que povoam o sonho alucinado, a vis�o ambigua e criptica de si proprio , na primeira mostra de mais um ano Dylan, marcado por uma serie de edi��es, documentarios, filmes e mais um peda�o da Never Ending Tour...

BANDA SONORA: a poderosa e redentora vers�o de Gotta Serve Somebody, interpretada por Shirley Caesar para a banda sonora de Masked and Anonymous




escrito por alvaro �s 3:16 da tarde
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DEZ ANOS DE OBSCURIDADE, CELEBRADOS COM UMA EDI��O ESPECIAL E DVD: Poderia dizer que um dia todos os "discos" ser�o assim: como a re-edi��o contextualizada, celebrando 10 anos de obscuridade e refor�ada visualmente de Black Tie White Noise , a colheita 93 de Bowie.
O arranque para a " nova epoca" come�a aqui, quando muitos j� lhe faziam o funeral criativo. A escutar, com a ajuda do obscuro album seguinte, The Buddha of Suburbia, cujas ideias sonoras, s�o e de facto, do mais interessante que algum dia, Bowie ter� concretizado; mas o que importa real�ar � o lado hibrido desta edi��o limitada. Com um DVD bonus, composto por uma montagem de entrevistas, peda�os de imagens e sons da epoca o shampoo digital fica completo, e acrescenta o que tenho afirmado aqui : a crescente recomposi��o da ideia de CD , um formato hibrido em absoluta constru��o.

BANDA VISUAL: as poderosas imagens do mago Mark Romanek para Jump They Say




escrito por alvaro �s 5:26 da manhã
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O DUO MARAVILHA: RUFUS WAINWRIGHT E SEAN LENNON: E por falar em Twilight Zone, uma das quest�es da semana , ser� certamente confirmar a presen�a de Bobby Gillespie e do seu bando de audio-terroristas no Sudoeste. Dever� ser desta que finalmente ocupam o espa�o prometido, depois de aventuras, ou melhor desventuras anteriores. E como est�o na Peninsula para um concerto tipo Sul de Espanha como os tios espirituais, os Rolling Stones, pelo menos temos a certeza que dever�o andar por a�. E se querem uma boa pergunta, para o lider do gang, perguntem-lhe onde viu o Celtic- FCPorto. � que na primeira e at� ao momento ultima entrevista que lhe fiz, para alem da pose MC5, Pantera Branca, Gillespie entre as refer�ncias �s revolu��es e aos bros, s� queria falar do Celtic e da final de 1967....

BANDA VISUAL: a magnifica interpreta��o de Craig David , durante a homenagem a NYC/ John Lennon. O unico artista brit a juntar-se � festa, juntamente com o habitual cromo destas celebra��es Dave Stewart que interpreta Instant Karma com a nossa Nelly Furtado




escrito por alvaro �s 5:11 da manhã
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AUDIO TWILIGHT ZONE: Deve ser da hora e da brisa, mas n�o me apetece sair de Headley Grange, e do ano de 1971. Alucina��o? um audio episodio da Twilight Zone ? tamb�m n�o. Simplesmente a ideia de " espreitar" pelas janelas dos estudios, onde os Led Zeppelin, construiam Untitled , ou se quiserem o album de todas as magias: o IV. A sensa��o de estar presente e seguir a constru��o sonora, a forma como de um riff acustico, Black Dog, vai incorporando " carne", e ganhando forma. Ou ent�o como No Quarter, � uma e em 1971 uma especie de hard samba, liderado pelo piano electrico de JPJ, qual George Duke das terras frias.Ou ainda como Battle of Evermore, se transforma numa especie de santa alian�a entre o Delta mais profundo e as neblinas mais espessas, quando Sandy Denny se junta � festa: vozes, passos, bobinas que terminam subitamente, para se tornarem num outro registo , num outro take, sem aviso previo. � cedo para se saber se existe alguma Antologia a la Beatles, em prepara��o.A dimens�o iconografica n�o � necesssariamente a mesma, mas e pelo que pude espreitar neste bootleg,
que uma vez mais a Alexandra Ferreira, colocou � disposi��o, existe material para o concretizar...

BANDA SONORA: Led Zeppelin, em processo criativo.....Headley Grange, 1971




escrito por alvaro �s 4:39 da manhã
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domingo, agosto 03, 2003

 

SE EU FOSSE..UMA ESPECIE DE HISTORIA DA CAROCHINHA: Ser� uma especie de rubrica deste espa�o , vers�o outonal. Reflex�es directas e objectivas sobre varias quest�es . Se eu fosse editor, talvez pensasse seriamente em come�ar a catalogar o futuro de alguns musicos e bandas portuguesas, abrigados desde finais de 80 em majors, com as desvantagens, mas n�o esque�amos, o que � facil em certas ocasi�es, com as vantagens promocionais inerentes. Na hora da verdade, n�o h� campanhas nem comicios que possam justificar a continua��o dos seus contratos....

BANDA SONORA: loop aut�ntico; regresso a 1972 e � Bombaim que escorre do famoso bootleg....




escrito por alvaro �s 4:04 da manhã
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SER� QUE O ALBUM � UM FORMATO EM EXTIN��O? RESPONDA QUEM SOUBER...: As preocupa��es com o estado da industria discografica no seu todo, n�o s�o exclusivamente espanholas , nem e de facto s�o exclusivo de um pa�s. Mas � nos Estados Unidos, como ser� normal, que a quest�o � mais complexa : a sempre atenta e agil Wired convidou 3 pesos-pesados para em poucas linhas tirarem uma especie de polaroid03, sob o tema: ser� que um album � um formato em extin��o?Eis os resultados: para Joe Levy, editor da Rolling Stone, o conceito de CD-ALBUM , come�a a n�o fazer sentido; como tal a industria vai focalizar-se noutras areas de negocio: tons para telemovel, e todo o tipo de sons para alimentar a industria das comunica��es, incluindo novas vers�es de hits . Termina com uma quest�o: ser� que h� mercado para 10 a 20 segundos de uma voz ou de uma can��o conhecida? Levy n�o tem duvidas. Para Ann Powers a actual directora do EMP de Seattle, o formato 6 meses para gravar, outros tantos para promover, mais 1 ano de tour, tem os dias contados; os novos artistas estar�o mais disponiveis para criarem varios formatos, como por exemplo gravarem para um sistema digital como a iTunes, um single ou vers�es especiais , que servir�o de complemento ao trabalho mais tradicional. Finalmente o Papa dos criticos, Robert Christgau, que continua a acreditar que a morte do album ainda n�o vai acontecer, e que enquanto existirem tournees , haver� sempre uma forma de embrulhar can��es, em formatos mais ou menos semelhantes aos de hoje...

BANDA SONORA: algures entre rock cosmico de 70, proto new age e batidas em loop org�nico, a famosa e controversa " banda-sonora" de Jimmy Page para o filme do satanista Kenneth Anger , soa sob o calor humido do Ver�o 2003, t�o fresca como o gelado interior de Boleskine House em 1973....




escrito por alvaro �s 3:52 da manhã
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DE ESPANA, ROLLAN LAS PIEDRAS: Parece que veio mesmo para ficar; slogan bem popular entre n�s, e que aplico � edi��o castelhana da Rolling Stone, cuja ultima edi��o mistura exemplarmente temas locais com internacionais, embrulhados num grafismo agressivo mas limpido , ainda mais proximo da estetica Blender do que a edi��o m�e norte-americana. Do regresso dos Stones a Espanha, passando por reportagens com o selo Rolling Stone, mas evidentemente de interesse local, como por exemplo a colonia alem� de Maiorca, e a inclus�o de sugest�es e caras novas da musica moderna de Espanha, a revista que enho seguido irregularmente est� e de facto mais castelhana do que nunca.Na capa, uma espantosa "interpreta��o" de Angelina Jolie, amplificada pela tecnologia digital que permite retocar , um design t�o sublime como o que foi criado para a edi��o de Agosto.Mas n�o � sobre a fabulosa forma ,da madame Jolie que gostaria de deixar algumas ideias. Mas sim sobre a forma como em Espanha se est� a enfrentar a " crise", tema base de um dos muitos artigos locais que tornam a RS de Madrid, uma especie de exemplo de franchise inteligente.Chama-se Reengancharse a la musica, e apresenta alguns numeros curiosos: 80.5 milhoes de copias vendidas em Espanha, mais 24 outras copias a circular que a industria considera piratas;numeros indica a revista de 2001, com a certeza que os de 2002 ser�o ainda mais negros.A seguir, o exemplo de duas editoras independentes locais: a Astro e a Rock Indiana, cuja solu��o foi mesmo avan�ar para pre�os competitivos colocando os seus discos a 5 e 6 euros, campanha com 3 meses de exist�ncia , e que parece funcionar: as vendas dos artistas, triplicaram. As receitas, essas s�o iguais ou menores do que as obtidas com as vendas anteriores, mas e pelo menos estimulam a procura e permitem. A Astro , permite uma dupla op��: coloca os discos, com custos de manufactura mais baixos, j� que utiliza materiais mais baratos, a 6 euroos. O estilo criado � o de um disco de bolso, como se fosse um paperback. A edi��o mais luxuosa ou hardback, tem pre�os normais, para os que n�o dispensam uma pe�a de colec��o...

BANDA SONORA: cortesia da webmaster da zeppelin.pt , uma serie de bootlegs de Page, Plant, Jones e Bonham. Como por exemplo as historicas e exoticas grava��es de Bombaim, em 1972, quando Page e Plant , ter�o inventado o conceito de world-rock. O valor das grava��es � historico, no entanto questionavel para os que n�o s�o fans hard-core ou simples estudiosos da materia. Uma experiencia muito estimulante, para todos os outros, eu incluido..




escrito por alvaro �s 3:33 da manhã
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sábado, agosto 02, 2003

 

RIP STEVIE RAY: Agora que o Douro parece mesmo o Mississipi, isto � a humidade e o calor,visual e sonoramente fui buscar uma das mais recentes aquisi��es em rigoroso DVD: Live, da cidade capital do Lone Star State, Austin.Ent�o, inicio de 80, ainda n�o era o centro da maior conven��o de musica do mundo, mas j� centrava algumas aten��es no programa, do ent�o revolucionario sistema de cabo, Austin City Limits. A actua��o dos " filhos da terra" Double Trouble e da sua carismatica estrela Stevie Ray Vaughn, recem saido da aventura pop com David Bowie, � um exemplo do tipo de televis�o musical, mais inocente e pura da epoca: cenario, publico e live music num contexto simples ,mas em que o olhar, mesmo que a realiza��o n�o queira ou procure atenuar, segue a presen�a hipnotica do guitarrista texano....

BANDA VISUAL : momento preciso em que Vaughn evoca , um ent�o " fora de moda" Jimi Hendrix, com um infernal Voodoo Child, banda sonora ideal para o apocaplitico dia de hoje...




escrito por alvaro �s 9:30 da tarde
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CAMAR�O TIGRE E CHICKEN TERIAKY: O convite j� foi enviado e espero em breve , ver o Lendario Homem Tigre no palco intimista e caloroso, do XPTO da NTV: depois dos blues � moda do Porto e da pop elegante � la EZ, o numero do man do Delta do Mondego, ser� mais do que bem-vindo. Roll on Mr Furtado, diria o inefavel Chuck E Weiss. E depois de uma tour delirante pelo Jap�o, duelos tipo Crossroads ganhos a Bob Log III, elogios de Ben Harper e uma passagem, por Fran�a , com entrevista concedida � Rock et Folk , e a conquista dos " favores" de uma audi�ncia, que como poucas apreende a carga erotico-canibal que envolve a vis�o sonora do musico de Coimbra, creio que o futuro � "t�o brilhante que teremos de usar oculos de sol" como os proto Stripes, Timbuk 3 anunciavam em finais de 80...

BANDA VISUAL: vento quente como aquele que sopra do deserto do Mojave e mais um filme perfeito para um sabado `a tarde, vers�o actual de um filme de drive-in: As aventuras de Buckaroo Banzai. Certamente receberia bola preta e seria embrulhado num discurso de uma pagina, para explicar o que � simples: entretenimento puro e um piscar de olhos a esteticas que incluem Southside Johnny, Huey Lewis e toda a tradi��o r and b , em formato new wave. Confusos ? � possivel, mas Buckaroo Banzai, interpretado por nomes Peter Weller, Jeff Goldblum ou John Lithgow e uma serie de outros cromos da primeira divis�o dos lunaticos made in Hollywood, � um carrossel bizarro que se aprecia mais e melhor quando se suspende o racionalismo...




escrito por alvaro �s 5:47 da tarde
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VOLTA JUNG; EST�S PERDOADO: Presumo que j� se tenham apercebido do volume e quantidade de ruido teorico, que rodeia a blogl�ndia: ensaios academicos, extrapola��es de ordem psquiatrica, comentarios a comentarios, ping-pong entre colunistas.Sempre que passo os olhos por uma dessas disserta��es , chego � conclus�o que se perde um tempo precioso com aut�nticos delirios. No meu caso, e s� posso falar por mim, vejo este espa�o como um complemento, uma vers�o digital das fanzines, jornais de parede, e muito especialmente uma forma de acrescentar, alguns sabores , menos habituais , no menu comunicativo profissional que apresento em " varios restaurantes".N�o vejo nenhum narcisismo, bem como qualquer puls�o secreta nesta forma de comunicar, que chegue ao que j� li para a�, a uma especie de reality-imprensa, ou exercicio de vaidade digital. O que motiva � a abertura de codigos de linguagem, e a utiliza��o deste espa�o , para armazenar ou exercitar memorias que colocadas noutro contexto comunicativo, n�o fariam muito sentido. Por exemplo: a historia alias veridica sobre o concerto dos U2 em Amesterd�o em 1980. Se por qualquer raz�o o abordasse num jornal como o DN, n�o creio que incluisse da forma grafica, com que o fiz na blog-mensagem, a import�ncia da jovem alem�, no facto de ter visto apenas 3 ou 4 can��es.Neste espa�o , desejei abordar a ideia que nem sempre o rock and roll ganha ao sexo, e que a historia s� tem import�ncia, porque os U2 se tornaram no que todos sabemos.Possivelmente abordaria o tema, num programa como o XPTO ou o Cabaret Da Coxa, n�o o faria numa retrospectiva radio ou generalista em televis�o. Narcisismo? claro que n�o;nem de perto nem de longe.� este o espa�o vazio que me interessa , e naturalmente espero que interesse, a todos aqueles que " me visitam" e que entendem ser esta , mais uma extens�o do comunicado que reconhecem de outras paragens, como ali�s tem acontecido com frequ�ncia. Neste caso, � evidente que num determinado momento, quem vem da chamada " old-media" ter� uma vantagem inicial , que se desvanece se o miolo n�o for convenientemente alimentado. Segundo o relogio, s�o 4032 visitas. � muito, � pouco? continuo a n�o fazer a minima ideia. Mas faria mais contas ,se o editor do jornal achasse que era necessario subir as tiragens, simplificar isto ou aquilo, mudar o tom; o mesmo para todos aqueles com quem trabalho na televis�o, radio ou outras formas de comunica��o, onde o envio de comunica��o e a sua recep��o implicam, resultados economicos , definidos por editoriais, livros de estilo ou objectivos de target e audi�ncia.Creio que � esta possibilidade de liberdade , de express�o " pura",que motivar� mais do que os analistas pensam, outros bloguistas.Dinheiro , n�o � de certeza.E ,se em vez das tais 4000 visitas, tivesse 400, n�o mudaria uma virgula � rota que tenho seguido neste espa�o, sem complexos, pr� ou preconceitos de ser ou n�o entendido, bem ou mal interpretado. N�o abdicando de principios de rigor jornalistico,de tratamento de fontes e de responsabiliza��o, n�o me levo demasiado a serio nesta aventura sem pretenciosismos bacocos...

BANDA VISUAL: sigo ainda as indica��es de Paul Schrader. Fica a sugest�o-convite: alugem Auto- Focus e digam de vossa justi�a.




escrito por alvaro �s 5:21 da tarde
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SEXO. MENTIRAS E OS PRIMEIROS VIDEOS: Mais uma noite de calor intenso, ainda por cima amplificado por um " pequeno filme" que poder� escapar � aten��o de quem visita, sem objectivos particulares, os DVD-Clubes. Creio mesmo e por algumas conversas " cin�filas" que capto, que a observa��o atenta do comportamento dos " alugadores" , � um caso de estudo muito interessante, e recomendavel a muitos daqueles artistas da critica nacional que se levam demasiado a serio e que presumem que as bolas , as estrelas e os pontos , s�o mais importantes que os filmes de que falam e usam, para as suas teses academicas e para paginas inteiras de comicios de imprensa .
Um dia sem sexo � um dia desperdi�ado, � o mote colocado fora de contexto, para abrir o apetite do alugador tradicional. No topo ,encontram Greg Kinnear e William Dafoe e o titulo Auto Focus. Nada que indique a natureza do que v�o encontrar no interior, a n�o ser para os fans de Dafoe, que imediatamente poder�o pegar na caixa e mirar a contra-capa e para alguns observadores de Kinnear, nos quais eu me incluo, at� porque segui a sua carreira de apresentador televisivo, num programa chamado Talk Soup, uma especie de best of ou worst of, do bizarro mundo dos talk-.shows e proto reality TV do inicio da decada de 90. Visualmente mais proxima do efeito saturado, tipo day-glo com que uma boa parte do filme � banhado, a contracapa do DVD indica finalmente o " miolo" de um filme de autor , com base no estranho mundo do actor televisivo Bob Crane, a estrela de Hogan s Heroes e antigo radialista , assassinado num quarto de Motel no Arizona, em 1978, crime ainda sem resolu��o , quase 20 anos depois de ter ocorrido.Pelo meio, uma reflex�o sobre o lado escuro da vida publica,que corre paralelamente ao momento em que os equipamentos de grava��o e reprodu��o caseiros se tornam parte integrante do dia -a -dia, e um factor essencial para se perceber como a descida aos infernos de Crane foi possivel e amplificada pelos meios tecnicos que surgiam para a alimentar ...
Musica de epoca de Angelo Badalamenti, realiza��o de Paul Schrader , uma especie de cientista do misterio do vicio perfeitamente colocado, para fazer deste filme, a melhor experiencia que tive em DVD nos ultimos tempos; juntem o apoio de cast ,de Rita Wilson, Maria Bello e Ron Lieberman e acreditem que v�o passar uma noite bem " humida" de cinema rigoroso, coerente e digital, se bem que e neste caso precisem de seguir os comentarios de Schrader para se aperceberem de como os efeitos digitais se est�o a tornar t�o subtil e economicamente indispensaveis....

BANDA VISUAL: um regresso ao universo de Auto Focus, pela voz de Paul Schrader





escrito por alvaro �s 4:06 da tarde
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