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sexta-feira, julho 30, 2004

 

World Gone Wrong*: Ontem, inaugura��o de restaurante japon�s. O dono � um dos meus melhores amigos de liceu da� a raz�o para estar no local certo � hora errada.

Pelas 10h 45, na Rua Miguel Bombarda, restaurante cheio de socia-lights na fila para o sushi. Ningu�m paga nada, est�o l� as revistas e as televis�es. Ah! Varia��es... O corpo � que paga....

Beautiful people. Mesmo a comer de gra�a t�m dificuldades em respeitar regras de etiqueta e boa educa��o, como aguardar pela vez na fila....

Duas horas antes deu-me vontade de chorar ao ver pessoas desesperadas a assistir � queima das suas casas. Subterranean Homesick blues & aliens. Jokers no lado esquerdo: Ignorantes, incompetentes e Ign�beis premiados. E eu preso aqui no meio contigo....

Como diria o grande poeta Renato Russo, nos enormes Legi�o Urbana: "Que Pa�s � Este?"

Chego a casa e ponho a tocar...."London is drowning and I live by the river..."

* ou como aprendi a dar-me com Marylin Manson, Dylan, Clash, Legi�o Urbana, Radiohead, Gerry Raferty, Ant�nio Varia��es e a amar a Bomba.




escrito por Ricardo Salazar �s 5:22 da tarde
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quarta-feira, julho 28, 2004

 

"Ich heisse super fantastische.": E se um desconhecido questionar quais os seus discos para este ver�o? N�o � natural e n�o fica bem ir de f�rias e ter que aturar o djamb� e a m�sica �tnica dos outros sem poder ouvir ou dan�ar "aquela" can��o....

Assim, proponho:

For Rockers:

1. Franz Ferdinand - S/T
2. PJ Harvey - Rid Of Me
3. Morrissey - You�re the Quarry

For Travellers

4. Creedence Clearwater Revival - Green River
5. Dr. John - Gris Gris
6. Frankie Goes to Hollywood - Welcome to The Pleasure Dome

For  Dreamers

7. Belle & Sebastian - The Boy With an Arab Strap;
8. Nick Drake - Way To Blue
9. Big Star - # 1

For Punk Poets

10. Patti Smith - Trampin�
11. Television - Marquee Moon
12. Elvis Costello - Armed Forces

For Dancers

13. Lee Scratch Perry - Arkology
14. James Brown - Best Of
15. Scissor Sisters - S/T

For Lovers

16. Roxy Music - Siren
17. Isaac Hayes - Black Moses
18. Rodrigo Le�o - Cinema

For Beachers

19. Lovin Spoonfull - The Humin Sounds
20. Mamas and The Papas -
21. Beach Boys - Wildflower

For Getting Real Drunk w/ Style

22. Dean Martin - Late AT Night With.... ( martinis )
23. Nouvelle Vague - Nouvele Vague ( vinho verde )
24. Pixies - Bossanova ( whisky, vodka, cerveja, o que houver)

Agora, as vossas....

 




escrito por Ricardo Salazar �s 1:24 da tarde
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segunda-feira, julho 26, 2004

 

Saudade: Acordar hoje de manh� foi como acordar em qualquer outro dia, um supl�cio. Fazer a barba ( j� me criticam q.b. o tamanho do cabelo ), tomar banho, escolher uma roupa e sair. No sleep t�ill Hammersmith e nada de pequeno almo�o quando estou atrasado para um div�rcio numa conservat�ria.

Em dez minutos, est�o separados. Entristece-me, mas apenas porque eu sou o �ltimo dos rom�nticos internacionais anteriormente conhecidos por "playboys". Ah, devia s� fazer crime. Crime e Rock, sempre achei que estavam terrivelmente ligados. Como Eros e Tanathos, para todos os amantes de psicologia e mitos gregos out here.

Passei na remodelada Brit�nica. O Ricardo est� de f�rias, nada de encomendas novas. Compro um livro sobre Elvis e outro sobre os Clash. Nostalgia. Novo demais para um, na idade para as ondas de choque provocadas pelos outros. E tenho vontade de comprar o Sandinista, o que sempre me obriguei a n�o fazer. Porque � grande, porque tem muito lixo, porque n�o dava jeito...

Parei no caf� na pra�a, bebi uma �gua, continuei a ler o "O Enigma de Catilina" de Steven Saylor e senti-me pregui�oso � beira da torre a sentir o sol.

Desci os cl�rigos em direc��o �s Lotarias Atl�ntico onde compro os meus jornais e revistas h� mais de dez anos. Converso com o Z� T�, que � cameraman em free lance. Compro a Mojo e a Uncut, o P�blico e o Jogo.

Tenho que passar no escrit�rio antes de almo�ar no Bolh�o. Sinto saudades quando passo no que foi a Bimotor. Recordo boatos e rumores de como pessoas capazes e bastante conhecedoras, com anos e anos de experi�ncia,  hoje em dia est�o a sujeitar-se a trabalhar no armaz�m de uma grande superf�cie porque as grandes corpora��es mudam de humores. Como diria Milton, "Better to rule in Hell, than to serve in Heaven".....  

Viro a cara quando passo na Tubitek. Penso no Sr. Vitor e lembro-me o quanto lhe devo. Gratid�o. Mais do que saudades, entristece-me ver o sonho de um Homem desfeito. Nestes dias, em que tudo passa mais depressa do que os quinze minutos, sempre que passo na Tubitek recordo-me de A Day In Life. Como que repetida ad eaternum....   






escrito por Ricardo Salazar �s 1:20 da tarde
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PAREDES .SUNSET BOULEVARD.1993: Queria falar de Paredes.At� porque de repente me lembrei que os meus padrinhos, eram aparentados.Ouvia falar disso em miudo.Que era timido.Distante.Socialmente desastrado.Uma especie de  Professor Tornesol da guitarra.Ouvia falar disso em miudoNunca mais me lembrei.Nem quando atravessava o sunset boulevard a caminho de santa monica.Procurava explicar � Lisa, o que era Portugal.Sem net, os documentos que hoje consultamos roboticamente, a tarefa  era bem mais dificil. Um livro de imagens aqui.Um guia cheio de erros acol�.Os meus conhecimentos de Historia.Os Madredeus a come�arem a longa e trabalhosa diaspora artistica.Lembrei-me de procurar o habitualmente esquanzelado sector mundial, entao ainda uma " inven��o".Rodriguez aqui; folclore acol�.Creio que um disco do Rui Veloso e um daqueles numeros , estilo Tony Roma, que ninguem sabe quem �.Nem o proprio.Mas subitamente fez-se luz.Amalia � Amalia.Diva. Estrela internacional.Veloso era pop light, sem calorias.Folclore , � para ser escutado no Minho Verde.E se possivel com Verde Minho a acompanhar.O tal Tony nao sei qu� antecipava o big holocausto, as cantorias matinais do Goucha; a onda executiva-televisiva, n�s gostamos de Penderecki e de Mozart, mas o povo nao gosta.Desportos radicais, com ou sem limites , cantorias , cenarios estilo tv  da bulgaria em 73 durante a crise petrolifera, e o resto j� devem saber...
        De repente lembro-me de Paredes.Exacto. Paredes.Comprei a k7 disponivel.Regresso ao Lumina.Viro para leste no parking da Tower.Sigo para o cora��o de West Hollywood.Vou buscar a girl friend.Subo pelo Beverly Boulevard.Regresso a Sunset atraves da Avenida La Brea.Viro para oeste , como na letra de Babylon Sisters dos Steely Dan..Estou a descer para o Strip.Neons.Billboards.Billboards . Neons.O filme j� tinha come�ado h� mais de 5 minutos( an american prayer. claro)."Queres saber o que � Portugal? "Disse-lhe.Escuta isto.......

BANDA SONORA: Carlos Paredes. Sunset Boulevard.1993





escrito por alvaro �s 8:46 da manhã
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RADIO RADIO: No static at all.FM: Steely Dan.Perfeito para uma noite como esta.Menos o FM:" nem a lua esta certa", nem � possivel escutar some "funked up music".Do outro lado do mar, o buraco � menos negro.Propositadamente.J� poderia ter falado do novo formato( classic 90s), algures a norte dos nirvana, a leste dos pumpkins e a sul dos pearl jam.Com 14 anos de media, algumas das can��es destes e de outros nomes que fazem parte do menu.Poderia abordar a industria satelite, saida possivel at� para " desperados" como Howard Stern, capazes de continuamente "morder" todas as maos, mesmo as que se oferecem para ajudar.Mas era  sobre uma pe�a da Rolling Stone que queria blogar:basicamente, aborda-se uma nova esta��o.Formato livre organizado.Isto �, comunicadores, lista aberta, e programas especializados e uma especie de centro  radial, .Henry Rollins esta metido na cena; o projecto de negocio � real e tem futuro.Aparentemente, ficou claro que muita gente " abandonou a mae radio".Algo que os engravatados mentais, nunca revelam: os que perdem a paci�ncia.Desistem.Escutam cds.Sou um deles.Exceptuando casos pontuais, nao contribuo para os numeros da Arte de Comunicar por excelencia.E quando vejo e conhe�o talentos que estao condenados a serem meros automatos, robots, mais acredito que em breve, algo vai mesmo mudar.Espa�os vazios, diria eu.Por preencher diriam outros.Acredito que um formato a partir desta base e adaptado � nossa realidade funcionava.E para que fique claro, nao sou do genero, no meu tempo � que era e aquelas cenas de lo habitual.A radio portuguesa esta melhor em varias areas.Suporta-se melhor do que a maioria das congeneres europeias.Mas nao existem alternativas ; modelos economicos privados e muito menos espa�o para a distribui��o, a chamada syndication.Restam espa�os e como eu e o Miguel Q, temos dito, hoje h� conquilhas amanh� nao sabemos, velho LP da influente e demasiado esquecida Banda do Casaco, isto � no nosso caso individual e colectivo( mq 3 e bons rapazes na antena 3; especiais, noites de quinta, grandes eventos na antena 1), encontramos um espa�o nacional, que ambos nao tinhamos , e sem complexos quando nos transferimos para espa�os hertzianos mais modestos, mas que e no meu caso me traz fabulosas recorda��es...comentem.Vox Blog.

BANDA SONORA: numa radio imaginaria: saul davies e o cheiro do backstage.Talk show.




escrito por alvaro �s 2:56 da manhã
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ESCRITORIO: O " escritorio", no glossario VR, o Praia da Luz, ou o renovado RockFish, Companhia do Mar em South Matosinhos, vai bem obrigado.Sumos de manga � parte, por l� passam amigos, colegas e recentemente musicos.Como ontem: o nuno baterista do bandemonio, ex junkie turbo e essencialmente com o outro " black crow", alexandre, os honey bee( se bem me lembro, � assim que se designa), de quem ainda devo ter maquetas em formato k7 do tempo em que rodavam para os lados da azenha D Zameiro, cujas paredes devem manter-se caladas durante muito mais tempo.....espero algumas coisas desta nova fase.Pelo menos que se divirtam e nos divirtam.Algo que anda fugidio de muitas bandas nacionais, demasiado conceptuais e presas, para na dizer prisioneiras da estetica mid 90s , que veio substituir a estetica " urbano depressiva" que se tornou de rigor mortis, para criticos, artistas e industria em geral...

BANDA SONORA: calor...ainda.Prince, Live in Las Vegas




escrito por alvaro �s 2:30 da manhã
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TAJ MAHAL; VATICANO: Adorei a noite de sexta na Praia da Luz.Slimmy a ganhar fans e a mostrar as razoes que me levaram a acreditar num futuro bem mais amplo do que os 700 kms do costume.Um salut para o Quico, um zen master do som; crew; a sensual Suzy; crazy Alberto e claro Saul Davies, pelo trabalho invisivel que tem feito a varios niveis.E por ser um amigo do peito do cora��o como me dizia um pescador caxineiro.Quanto ao resto, quem l� esteve que o diga, mas prova-se que se podem fazer coisas,desde que assentes em cimento e com alicerces.Deveriam conhecer  as reac��es dos " espioes" ingleses que estiveram no Mau Mau, a 30 de Junho passado, para um evento que na sua cidade custaria milhares de euros.E teria de ter o apoio profissional de uma serie de figuras e agencias especializadas.O problema em Portugal, esta mais no conteudo do que na forma.Temos clubes; gente; at� artistas. Mas pouca informa��o e demasiada paroquia.Alguns dos clubes habituais sao vaticanos, taj mahals para o que conheco das cidades onde de facto o biz do show acontece.Mas falta a " cultura" de espectaculo; os horarios; a disponibilidade; a refer�ncia.O interesse solido e consciente.Mas, as coisas melhoram um pouco.Mais para vir nesta area....

BANDA SONORA: calor; verao: Prince.DVD hits




escrito por alvaro �s 1:03 da manhã
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ROAD: Aluguem esta cena; cameos marados( chris cooper, oldman..); banda sonora doida; road movie em acido.Dialogos alucinados.....sunny side of the street, diz Frank.Apetece mesmo voltar � estrada.....

Banda sonora: frank did not go to Hollywood




escrito por alvaro �s 12:46 da manhã
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HELLS BELLS: Rock and roll; suor; energia impressionante.Que noite.Quem l� esteve, esteve.Quem nao esteve..vai estar na proxima; se couber no Triplex.E ser zug, � um prazer, uma honra e acima de tudo , uma extensao do que eu, Q e ZP acreditamos.Custe o que custar, doa a quem doer.Como o filme que estou a " ver" Highway 60, estrada magica , metaforica e acida.A cena actual tem Frankie como banda sonora.Uma das que os warriors usaram.Gracias a todos e a todas...

banda visual: gary oldman e umas maradices na highway 60




escrito por alvaro �s 12:26 da manhã
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quarta-feira, julho 21, 2004

 

PASTELEIRICES: as personas pasteleira dogg, pasteleira city, pasteleira sinatra, come�am a tornar-se mais familiares e os conceitos que as embrulham perfeitamente compreensiveis, mesmo para o seu autor.Esta semana , os 3 estao em tour mundial.Isto � no Bazaar, esta quinta feira; na celebra��o do p�r do sol , um concept que se inicia �s 18.01, sei l� porqu�.Slimmy � uma das atrac��es de uma cena vagamente inspirada numa cerimonia ritual de Key West.Finalmente no sabado, como suplente honrado e orgulhoso da dupla Quintao, Z� Pedro, os zig zag warriors , no Triplex.Estao convidados, ou melhor foram avisados.Tragam amigos, melhor amigas  e nada ilegal no bolso.Passem a noticia

BANDA SONORA: Digital Underground, agora old skool, entao, new skool, algures entre o circo digital e a comedia stand up




escrito por alvaro �s 3:51 da tarde
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A pascoa chegou!: Uaahhhaaaaa?.ok?acabou a hiberna�ao! Pois...pois sou um grande urso e uso autocolantes da green peace que me protegem de bichos feios como o Pedro Pinto pivot da Sport TV, ex-CNN e ex-Hugo. Mas que raio de autopromo!

Adiante?O ultimo abum de Elliot Smith, denominado ? No fio da navalha , em ingles, From A Basement On The Hill ?, ja tem data de lan�amento: 1 de Outubro 2004. A luz divina sera dividida em 15 temas de registro punk/ folk produzidos pelo seu velho produtor, e amigo, Rob Schnapf.
Vou dormir...

Patrocinio: Agencia funeraria de Santa Marta de Penaguiao.

Reporter Internacional AKA la peste




escrito por alvaro �s 12:32 da tarde
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ALBERTO ALMEIDA! u RULE MUTHA...: Chama-se Alberto Almeida.Nao o conhecia, mas foi-me referido , enquanto era produtor do falecido XPTO, que parece estar a "mexer mais " depois de morto, do que quando era vivo.Afinal uma realidade portuguesa , com ou sem bandeirinhas  ao vento norte.:o que esta vivo, incomoda.Mais vale " matar", para se reescrever a historia.A que me coube, estou seguro dela.E basta, para dizer que sem o espa�o proporcionado a alguns, o muito rock and roll fotografo portuense, ainda teria de percorrer uma via sacra bem mais acidentada.Tornamo.nos amigos; faz parte de um gang de pessoas com quem saio e considero muito.Ele sabe-o.Mas este post nao � apenas para expressar o seu talento.� tambem para dizer que existe muoita gente que deveria aprender com uma senhora mexicana com base em Miami, e responsavel pelo catalago Virgin para a America do Sul: mal viu as fotos do " nosso" Alberto, imediatamente s emostrou interessada em as usar e divulgar.Sei que uma parte do futuro de crazy Alberto, podera ser para l� de Pirineus mentais.Mas , o que quero realmente � dizer que precisamos mais de quem seja capaz de ver talento e o proteger e desenvolver do que bandeiras mentais aos ventos da conveni�ncia.Os mesmos que empurram padroes de comunica��o televisiva para os anos 80 dos 2 canais e ideias que j� nem o Menino Jesus aguenta....
 
BANDA SONORA: nem de proposito: o espantoso video dos Incubus sobre a makakada televisiva.




escrito por alvaro �s 1:12 da manhã
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terça-feira, julho 20, 2004

 

O Evangelho Segundo Robert: . 
 

The Times They are a-changin�
 
Woody Guthrie e a Anthology of American Folk Music de Harry Smith por um lado, Elvis, Little Richard e Bo Didley, pelo outro. Influ�ncias imediatas em todos os outros artistas seus contempor�neos como Neil Young, Byrds, Beatles, Rolling Stones, etc, etc, etc. e, por raz�o l�gica, influ�ncia mediata em todo o resto que se fez.

 
A Hard Rain�s Gonna Fall
 
O come�o folk - porque era a m�sica anti-establishment do seu dia, um punk de guitarra ac�stica - a inven��o da escrita com Bringing It All Back Home fazendo com que 1965 seja o ano zero de Dylan enquanto Messias do Rock, da passagem da pr�-hist�ria do beat rockabilly fren�tico adolescente como m�sica de foda para o Rock como express�o maior do Eu enquanto forma de arte do S�culo XX.

 
It�s Alright, Ma, I�m Only Bleeding
 
Dylan, com a convers�o � guitarra el�ctrica vis�vel no Newport Jazz Festival de 1965, provocou ondas de choque semelhantes a uma bomba em Hiroshima, a uma anexa��o da Pol�nia.  "Judas!" quando o momento hist�rico nos entra pelos ouvidos, nos atinge no est�mago e nos muda a forma de ver o mundo. Radio live transmission dan�a, canta, recita, l�, interioriza, idolatra, interpreta e escolhe.... Amar e odiar Dylan � f�cil. Dif�cil � ficar indiferente.

 
Like A Rolling Stone
 
A voz, que serve como refer�ncia �nica chegando ao ponto de ser acusado de n�o saber cantar ( "a voice of sand and glue" ), teria mais elasticidade do que a de Caruso, segundo o pr�prio Zimmerman. Indubit�vel seria a emo��o em detrimento da t�cnica, como nos melhores discos, como nos melhores concertos.
 
As palavras escapam do olhar de Marlon Brando em "� Lodo no Cais", dos livros que Shakespeare e os Simbolistas franceses ( go, Rimbaud, go ) sonharam escrever, dos uivos de Ginsberg e das estradas de Kerouac, de alma de Smokey Robinson e todo os underdogs, do Mundo � volta do Homem e do Homem no Mundo.
 
O som vem de guitarras que tanto encantam como servem para matar fascistas, de harm�nicas que por vezes soam como a trompeta pela qual Heidmall, guardi�o da ponte Bifrost que liga Asgard � terra dos Homens, ir� soprar aquando da chegada dos dias da morte dos Deuses quando Loki, filho de Odin, libertar Fenrir e o Ragnarok descer ao Universo como o final dos tempos.
 

Blood on the Tracks
 
As revolu��es fazem-se na cabe�a, como diria Ian Macdonald como t�tulo da sua excelente e exaustiva an�lise � carreira dos Beatles, can��o a can��o. Antes de Dylan � a adolesc�ncia de "Love Me Do". Com Dylan � o medo de amar o amor que se quer de "You�ve Got to Hide Your Love Away". Depois de Dylan We are The Walrus. Paix�o, Coragem, Mudan�a. � passar do pol�tico N�s para o Universo do Eu. Pregadores em manh�s de nevoeiro com can��es para ti.
 
Com a idade adulta Bobby D. deixa de ser a voz de uma gera��o para ser a sua pr�pria voz. Essa voz est�  em "Mama, You�ve Been In My Mind" ou "She Belongs to Me" para Joan Baez,  em "I�ll Keep It With Mine" ou "Just Like a Woman" para Eddie Sedgwick ou em "Sad-eyed Lady of The Lowlands", "Sara", "Isis" ou em todo Blood on the Tracks, para Sara Lowndes. Est� em "Visions of Johanna" para todas as mulheres e em "It�s Alright Baby Blue, para todos n�s... e "Tonight I�ll Be Staying Here With You"
 

All Along The Watchtower
 
O Dylan que emerge do incidente / acidente de mota em 1966 � diferente. Compar�vel ao David Bowie ap�s o per�odo entre o Major Tom de "Space Oddity" e o de "Ashes To Ashes". Algo se desvanece como fumo e espelhos.
H� ainda momentos �nicos como Nashville Skyline onde o Man in Black Johnny Cash participa em "The Girl From the North Country" e onde "Lay Lady Lay" d� o sucesso comercial que, por vezes, alguns cr�ticos confundem com relev�ncia musical.  H� "The Basement Tapes" e "Music From The Big Pink", como recria��es - com a The Band - do cancioneiro da Am�rica, a profunda, a da grande noite, das dist�ncias, do Oeste, da estrada e dos Wanted Men....  Ou a desola��o e luz de Blood On The Tracks. Ou ainda a Rolling Thunder Revue. Ou Desire. Ou a Never Ending Tour. Ou Love and Theft. 
 
 
Forever Young
 
Existe um clich�, uma frase feita, que afirma que parar � morrer. Dylan sobe aos palcos para tocar, n�o para ser visto. Um int�rprete como Dylan n�o sabe fazer outra coisa. Odeia-se os excessos de megalomania, paran�ia e vedetismo, q.b. mas as can��es est�o l�. A voz, mesmo quebrada, est� l�. Os arranjos adaptam-se �s novas condicionantes para que a Tour nunca termine, para que nunca tenha um fim. Para que Bob Dylan esteja sempre l�. 
  
 





escrito por Ricardo Salazar �s 11:40 da manhã
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MR BOB DYLAN: Tempo de encerrar este " especial" Dylan.O tom da maioria das cronicas que pude ler( e nao foram todas..) � mais ou menos o mesmo, embora e ainda bem sem o fervor televisual e de dedo em riste da cronica do JN.Continuo sem saber quem foi.E nem vou saber.Insisto: detesto a fulaniza��o e aquela ideia insidiosa dos criticos hiperbolicos, sem sentido de humor, uma "escola" ao pior estilo lusitano.Alias a esta hora, j� nos Estados Unidos, a artista deve estar muito preocupado e reunido com o seu staff na casa de praia em Malibu.Dizia .me alguem , que Dylan � um artista " perigoso", mais punk rock que a PJ  e imprevisvel: e acrescento,seja onde for, em que cidade for e perante a audi�ncia que for. Dylan Companion termina com um artigo do influente Robert Hilburn do Los Angeles Times.Como o titulo indica, Aboard the never ending tour bus, passa-se durante a never ending tour de 90, ( que em 04 , j� vai em 66, e apenas termina no Outono, para recome�ar em 2005).Um dos momentos mais hilarariantes acontece quando alguem entrega um livro com todos os concertos e set lists da sua carreira.Dylan, desinteressa-se imediatamente e explica que prefere um livro, que indique para onde vai.Hillburn descreve entao, momentos classicos Dylan que considera provocadores e enigmaticos.Pelos vistos em 2004  e num pa�s do sul da Europa, uma decis�o artistica , estrategica, antipatica, idiossincratica, mensagem anti imagem.Forever Young, disse o poeta um dia.Quem escreveu tanto sobre rugas e idade, que leia.
 
BANDA SONORA: Knocking on Bob s Door.Claro que nao assinou a minha edi��o rara de Tarantula. Ficaria desapontado se o tivesse feito...
 
Mesmo que e segundo Hillburn a relutancia de Dylan em se explicar a si proprio , seja uma estrategia para aumentar a lenda.Mas e essencial, o jornalista do LA Times, que o desinteresse de Dylan pelo seu passado � genuino." As pessoas da minha idade, deixaram de vir aos meus concertos.Nao encontram o que quer que procuravam: serem transportados para os anos 60.Muitos vinham � procura da Lenda, mas nao a encontravam....
 
 
 
 




escrito por alvaro �s 11:09 da manhã
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DYLAN 3: ..." e o que se poder� dizer, deste trovador que nao � um trovador, deste cantor folk que nao � um cantor folk, desta estrela rock que nao � uma estrela rock, que nao seja estupidamente seguidista ou apenas e somente cortinas de fumo sem sentido?"
 
   In The Dylan Companion, que por acaso comprei na Livraria Brit�nica do Porto
 
BANDA SONORA: levei cerca de 30 discos de Dylan para as varias viagens que fiz entre o Porto e o verde Minho; fiquei-me quase sempre por New Morning e pela banda sonora de Pat Garrett and Billy The Kid




escrito por alvaro �s 3:23 da manhã
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DYLAN 2: Era de calcular que a quest�o das imagens, fosse centralizada , nas cronicas Dylan.Sei quem escreveu a cronica do DN.N�o sei quem escreveu a do primo JN.Na edi��o net, a que leio, o nome do autor, nao surge no cabe�alho.Tambem nao estou interessado.Nao � uma questao pessoal e se existem coisas que me irritam sao as guerras dos critikos, e o manel disse e a antonia concordou, mas o joaquim acha e o jo�o diz mal deles todos.Apesar de algum excesso formal em rela��o ao caso das imagens( e nao ser� que era o que Dylan pretendia, expressar o excesso de imagem, proibindo-a?), Marcos Cruz, apresenta um texto feliz e competente.Apenas a questao dos classicos: se os que aponta nao surgiram( as op��es sao mais de 200...) outros  que referi no post anterior( e posso acrescentar Dont Think Twice,it Aint Me....) foram " assassinados",  "esventrados".Basta consultar as set lists e perceber que � assim.E ser� sempre assim nesta Never Ending Tour, que dura h� alguns anos.O do JN , apenas merece um comentario: o artista em questao, nao se chama Britney Dylan nem Bob Aguillera.Isto � nao existe num plano de re.presenta��o do espectaculo televisivo.Nao depende de video.Nao � um sex symbol.Nao tem de justificar perante ninguem, que nao existam explos�es, truques, magia branca ou negra.Muito menos a quem , e pela amostra , nao faz a minima ideia do que est� a falar.Ou estava no concerto errado.Ou a pensar na Madonna.Ou entao, e mais grave,nao fez o trabalho de casa e muito menos, ter� lido, consultado, ou observado algumas das centenas de livros publicados.Para nao falar de especiais, artigos originais, e classicos,que poderao ( caso paguem as miseras 17 libras no www.rocksbackpages.com, projecto do mestre Barney Hoskyns do qual fa�o parte) sites de net, ou outras fontes de conhecimento.Se assim fosse, teria pelo menos percebido que a " voz" de Dylan mudou de folk singer, para cantor rock, de crooner para a de um reverendo infernal, que utiliza h� ALGUNS anos.
 
BANDA SONORA: a compila��o de Harry Smith.J��a o disse varias vezes: obrigatorio.Essencial.At� os darlings Cave e Harvey, l� estao como interpretes de classicos bizarros e estranhos que o folklorista e magico compilou nos anos 50, mas com base em grava��es raras dos anos 20 e 30.Acreditem que NINGUEM pode falar de Dylan ser ter viajado por este universo magico e poderoso.E j� agora escutem Dick Boggs.Nao conhe�em? eu tambem nao conhecia...




escrito por alvaro �s 2:22 da manhã
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segunda-feira, julho 19, 2004

 

and the winner is....: obrigado.




escrito por Ricardo Salazar �s 6:26 da tarde
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Polly Paulusma: � bonita in a girlish kind of way. canta como um anjo ( ok, � clich� mas d� a ideia ). tem o profissionalismo dos ne�fitos rom�nticos que gravam discos no anexo no jardim porque n�o t�m nem dinheiro, nem contrato discogr�fico, mas t�m can��es dentro de si. Suas e de Nick Drake, Chet Baker e Dylan.
 
Concerto de dia, pouco p�blico mas a voz encanta enquanto canta e as can��es aguentam-se como o barco na est�ria que est� por detr�s do t�tulo do �lbum, felizmente, n�o ousou aguentar. 
 
Polly explicou que o t�tulo Scissors in My Pocket - primeiro Lp - partiu de um cunning plan que teve aquando crian�a. Construira um barco e a sua m�e deu-lhe confian�a para acreditar que o barco se iria aguentar na �gua. Ent�o levou uma tesoura no bolso para, quando estivesse a alguma dist�ncia, cortar as amarras e zarpar. O barco afundou-se, o disco e o concerto ainda flutuam... � procura das costas selvagens...  




escrito por Ricardo Salazar �s 5:34 da tarde
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"All my favourite singers couldn�t sing": David Berman aka a metade compositora dos Silver Jews, escreveu este verso para todos aqueles que como eu sempre acreditaram que a mensagem era melhor que a imagem.
 
Se n�o estou em erro, tal verso � de "Random Rules". E aleat�rio � qualquer coment�rio que se possa fazer a um concerto de Dylan.
 
Podemos ir pela rever�ncia ou pela decep��o. A rever�ncia faz-nos tremer com a expectativa de assistir a um Homem que est� � direita de Elvis, tal como um Jesus vindo � terra para salvar os pecados de toda a gente ( mas n�o os meus, hu? ) e criar todo o "novo testamento" separando o Rock�n�roll para erigir a pedra da Igreja do Rock.
 
A decep��o � ver a paran�ia de algu�m que tiraniza todo e qualquer meio para que mais pessoas e f�s ausentes possam ver o concerto dado em melhores condi��es. Nada de imagens, nada de aproxima��es - toda a gente a 40 metros e His Bobness passa rodeado de todos os m�sicos. Leva a duvidar que poderiamos estar perante um s�sia � la Saddam H.
 
Mas, sobre o que realmente importa i.� a m�sica, a mesma foi escolhida a dedo. Vers�es mais longas, mais lentas e Dylan nas teclas. Visual cowboy e a voz ainda l�, a par de Highway 61 Revisited como prova do "mercurial sound" de outrora. Ou All Along The Watchtower onde, a cada nova audi��o, as imagens narradas s�o cada vez mais prof�ticas, elevadas pela electricidade que vem de outros palnetas como aquela estrela da constela��o de Hendrix.
 
Estava tudo bem, estavamos apenas a sangrar quando os arranjos modificavam algumas das vers�es em jeito de band casino jazz. Quando tudo estava perdido e a rede l� embaixo podia falhar, a Bobby Houdini Band sempre podia lan�ar Ballad of a Thin Man como prova que realmente algo se estava a passar ali e, por vezes, era m�gico.
 
O Dylan que modificou o mundo, para quem n�o o viu em 64 ou em 74 ou no espa�o temporal entre ambos, encontra-se nos discos. Encontra-se nas palavras, nos sons, no seu andar em Don�t Look Back.
 
Lind�ssimo, prof�tico, imaculado. 
  
Hoje, querer um Dylan assim � como desejar que todos os nossos beijos sejam como o primeiro. � claro que com a idade descobrimos outros momentos �nicos - devemos sempre acreditar que � errado ter sexo aos 12 anos mesmo que seja com embaixadores -  e a arte de Dylan � conseguir revisitar a estrada, olhar para tr�s e estar hoje melhor do que em 84.
   




escrito por Ricardo Salazar �s 4:31 da tarde
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BOB: Nada do que venha a ser dito, sobre Dylan, nao foi dito anteriormente.Poderia escolher clipes de imprensa, artigos originais, peda�os da Dylan Companion, e em vez de St Louis 76, Londres 88,Buffalo 2002 , ou outras datas reais ou imaginarias, colocar Vilar de Mouros 2004.Bastaria consultar o Dylan Companion para o perceber: Bob, � Bob.His Bobness; Bob is in The House.Bobalicious.Bob.O que possivelmente nao se vai dizer, � que a chegada a " Dodge City", a bordo de autocarros negros , estilo Gafanhotos carnivoros, que visualizei por mero acaso,corresponde a uma imagem de filme a la Sam Peckinpah, para quem Bob escreveu a banda sonora de   Pat   Garret and Billy the Kid  .Uma especie de assalto gunslinger, de que a aus�ncia de imagens video � um exemplo concreto, ou a intro longa e em crescendo, usando magistralmente Aaron Copland  e as imagens sonoras epicas e western, a America , essa America estranha e bizarra que Greil Marcus, refere no seu livro sobre o "bootleg " Basement Tapes, com a Band , com base na viagem sonora recolhida nos anos 5o por Harry Smith.Foi por essa America que "andamos" ontem.Com Bob , no papel de um outro Bob, Robert Mitchum, um evangelista do Sul marado, com as palavras Love e Hate tatuadas nos dedos, curiosamente chamado Night of The Hunter.Durante 1 hora e alguns minutos, os " maus"/ e nao se esque�am que na imagistica western, os desperados vestem de preto, usam Stetsons e disparam muito e rapidamente.Como por exemplo dezenas de can��es diferentes entre Santiago e Vilar de Mouros.Ou se quisermos , centenas se juntarmos o " duelo" anterior em Leon....
 
BANDA SONORA:its allright ma,highway 61 revisited,ballad of a thin man seguidas, disparadas sem piedade.Ser� que os que se queixavam da falta de classicos, estariam com muito p� nos ouvidos, ou...as rajadas assassinas, das proprias can��es, ou do que julgamos que elas eram, mas deixaram de ser, eram demasiado violentas?
    




escrito por alvaro �s 9:56 da manhã
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domingo, julho 18, 2004

 

POEIRA NO ARMANI AX: ainda o p�;os mosquitos vampiros;a ruralidade ritual, ou o que chamo de romaria electronica, isto �, a data que se cumpre, seja o Sao Bartolomeu, o Sao Cristovao, ou o Sao Dylan.O staff( pois...etc...) do ViaRapida, em especial o Doc Salazar, vai certamente trazer aqui, algumas ideias.Ainda em movimento, o que posso dizer � que sao concertos como os The Cure, que devolvem a ideia base que um Festival deste genero � tambem, musica.E no caso de Robert Smith, medica��o certa, as enguias , o lauto jantar minhoto, whatever makes him happy, o que no caso da Crow, ser� a sexta vitoria de Armstrong( que aparece em cameo no novo filme de Ben Stiller) , ainda por cima com sabor bilacondense, ou nao fosse Jose Azevedo bileiro rural, e acreditem( conhe�o bem a generosidade americana, quando se faz um bom trabalho) a caminho de algumas recompensas , que se calhar nem ele imagina.Disse anteriormente que Vilar de Mouros, merece RESPEITO.Que se estava a perder.Por razoes economicas? possivelmente.Porque em Portugal nao se vendem discos? ( e nem quero falar de alguns numeros recentes..) ajuda a que as bandas do centro neo rock, nem se preocupem em passar a fronteira.E neste caso podia repetir listas que fiz em 2002.A situa��o � a mesma, com a agravante de em 3 anos existirem mais algumas dezenas de bandas que por este caminho, nao provam as enguias do Roberto.Porque, e insisto, nao sou, nao vou ser, nada tenho a ver com promotores e agencias, em especial com as maiores, porque a falta de concorrencia, tambem nao ajuda a manter a " boa forma" e acima de tudo cria a ideia , que em equipa que ganha nao se mexe, e portanto as criticas, por mais justas e honestas sao sempre sinais( em especial num pais como o nosso com tend�ncias conspirativas, mais velhas que a S� de Braga) que estamos  "contra" , ou a " favor" , ou que fazemos ou nao parte dos eleitos, ou da lista negra, real ou imaginaria.Nao me enganei quando disse que o factor Rio, ia chegar.E nao me enganei quando previ que alguns observadores da cena, iriam ser um pouco mais interventivos e possivelmente abordar quest�es que alguns fantasmas , mais ou menos coloridos nao deixavam fazer.Se sao junkies deste espa�o, ja perceberam que nao me interessa particularmente se � o ( e como se diz, nos meiinhos tipo treino nacional) o " Montez", o " Casimiro" , o "Ramos", o "Braancamp" que organizam estas Festivais.E ao colocar as aspas estou a falar das fun��es, das entidades e nao das pessoas.E do seu trabalho.Acho que estamos entendidos...nao fa�o ideia do que os outros artistas deste espa�o vao dizer.Responsabilidade deles. Como sempre foi e sempre ser�.O que vos posso dizer � que logo que a poeira assentar e as melgas deixarem de me chupar) quero dizer de ...whatever.nao percebo nada de insectos) a gente fala...
 
rock on e poeira nos armanis, dknys e etc
 
 




escrito por alvaro �s 11:31 da manhã
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quinta-feira, julho 15, 2004

 

Something for the weekend in Vilar de Mouros: Ainda no escrit�rio, em rota��o:

PJ Harvey - Uh Huh Her - Island 2004

Em regresso a melodias mais rudes, como em Dry ou Rid Of Me. PJ Harvey � mesmo uma artista a solo, tal como Prince nos anos 80, escrevendo,tocando e produzindo todo o gutural "Uh Huh Her". Mant�m-se apenas o parceiro no crime, Rob Elis, na bateria.

Blues negr�ssimo, recordando os p�ntanos de Beefheart, Rolling Stones e White Stripes. Algures entre o West country ingl�s e o delta. Para Vilar de Mouros v�m Josh Klinghoffer, um baixista chamado Dingo "sacado" aos Fall e Rob Elis. Segundo PJ, esta � a melhor banda que j� teve ao vivo...

The Cure - The Cure - Geffen Records 2004

Sempre achei os Cure uma banda terrivelmente injusti�ada. Inicialmente foram colocados na sombra de outros her�is p�s-punk como os Joy Division, Bauhaus e Siouxie & The Banshees - Robert Smith chegou ao ponto de ser apontado como o "pr�ximo Ian Curtis".

Discos densos como Seventeen Seconds que, a par da velha est�ria de excessos com �lcool e drogas, ajudaram ao intervalo por alturas de Pornography, estando j� bem firmes as bases de um dos mais duradouros cultos dos anos 80.

Tal paragem fez Smith rodar pelos Banshees - per�odo Nocturne e single Dear Prudence - garantindo mais tarde o sucesso comercial com os extraordin�rios Head on The Door e Kiss Me Kiss Me Kiss Me.

Com o sucesso comercial veio o decl�nio. Cr�ticas no NME aos live Paris e Show afirmavam que os Cure eram os Dire Straits indie, seguindo a l�gica: �lbum de originais - tour - disco ao vivo.

Robert Smith esperou pelos primeiros anos da d�cada de 2000 para colher os louros do famoso per�odo de 20 anos na m�sica pop: o revival.

Os Cure hoje, pela dist�ncia temporal dos seus melhores anos, s�o uma refer�ncia para novas bandas. Tivemos Bloodflowers que seria, segundo Smith, o completar de uma trilogia em que estariam tamb�m Pornography e Disintegration.

Para Vilar de Mouros temos o hom�nimo The Cure, produzido por Ross Robison, o homem por detr�s do dito Nu-metal que, filtrou o g�tico dos 80 com o metal anos 90 p�s nirvana.

Contam os Cure que Ross Robinson os fez acreditar no seu valor - pelos vistos o homem tamb�m � f� - e obrigou-os a ser perfecionistas e a trabalharem mais em cada tema.

No meu entender os Cure nunca fizeram um disco mau. O problema � que j� n�o fazem um disco extraordin�rio h� muito tempo.

Como diria Kyle Broflosky no epis�dio da Meicha Streisand - segunda s�rie SouthPark, onde Robert Smith salva o mundo lutando contra Barbra Streisand: "Disintegration is the best rock album ever!"








escrito por Ricardo Salazar �s 4:59 da tarde
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terça-feira, julho 13, 2004

 

METRO DE HAMBURGO; BAGA�OS,HERR FRANCO E O DRAGOSTEA: UMA FRASE: dragostea O tei Din.� assim? se nao for, a diferen�a para o portugu�s dos sms, nao � muita.Nada contra. Estudei Linguistica. 4 anos.Lembro-me do Herr Franco a comparar a cadeira, com o metro de Hamburgo. E do olhar alucinado, do meu mano.Possivelmene devido aos baga�os dos irmaos gemeos que serviam os ditos no bar da Faculdade.Mais do que a interpreta��o germanofila do lendario professor.Que deixou sucessores na cidade .Menos divertidos e teatrais.E menos conhecedores do metro de Hamburgo.Cidade que inspirou o Metro, a lendaria publica��o de recorte Abrunhosa( Nuno e saudoso Paulo; creio que o famoso. ja estava a fazer comicios em Budapeste e em Toquio).Como o professor seguinte me disse( claro que chumbei varias vezes, mesmo em detox, rehab do baga�o marado dos irmaos gemeos), se as linguas nao nascessem, maturassem e morresem ainda falavamos , como o Gil Vicente.Mas: a muta��o genetica das msgs , nem o Jules Verne conseguiu imaginar...

BANDA SONORA: A Hillary Duff.Mais uma rapariga do Sul.Como a Jessica.A Spears e uma artista que vi em Gainesville.E a Peaches.Mas esta do sul do Canada e de lingerie preta, como dizia uma jornalista num jornal. Novidade; essa da lingerie da Peaches.E porque nao um talk show no canal tia , da sic? era giro: a Peaches, a Romero e o Ze Castel Branco




escrito por alvaro �s 8:09 da manhã
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SEXO, PRESSUPUESTO.� ASSIM QUE SE ESCREVE?: O video deve ser grego, espanhol, aquelas cenas.Umas gajas, um gajo de charuto a olhar e cenas de rua em que gestos eroticos , ou partes do corpo, com essa carga sao censurados.O que torna as imagens de um beijo, de um gelado que se lambe , gestos banais transformados em momentos de alto recorte, exactamente pela alusao ao proibido.Mas o melhor est� para vir: no final um close up do tio Freud.Um must.Ainda por cima , a seguir aquela sexualidade chata dos videos americanos com as mamudas todas , e o lider dos Toxic Town com ar de quem preferia estar a jogar snooker.Mas: se nao foi o Julio Machado Vaz quem realizou , porque raz�o os programas de sexo, nao usam estas imagens, nos divertem ? era giro ter a Ruth Westheimer, 1, 37 de carne austriaca a chicotear um painel de fumadores de cahimbo, ou de programdores de televisao ou a Amy Lee de asas negras no video dos Seether...

BANDA SONORA: A amy Lee. A contar mentirinhas. De corpete.




escrito por alvaro �s 7:08 da manhã
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QUIM BARREIROS! TE SAUDO EM VILA PRAIA: Estive a re.ver algumas das cenas que escrevi sobre Vilar de Mouros 03.Nao tenho nenhuma pretensao sobre a influencia ou a falta dela, na melhoria , relativa, mas melhoria evidente, do menu minhoto de 04.Ainda nao vi expectativas, nem numero lan�ados na semana que habitualmente nos leva � aldeia minhota.Nao fa�o ideia se vao ser 39.000. 38.999, ou se alguem vai embora do Festival porque a Peaches nao mudou de lingerie.O que sei � que apesar da estranha e ecletica noite de Cha Gelado, Gangs artisticos e zoloft sonoro, renovado , ou ter 45 � a nova inf�ncia( ser� para mim? ) de Robert Smith, o cartaz geral j� � digno de um Festival tao importante pela sua verdadeira importancia cultural e pelo respeito � memoria de quem , em tempos tao dificeis , soube sonhar e materializar o "impossivel".Vilar de Mouros � uma memoria cultural viva.Nao pode ser tratado como um Festival menor, mesmo que a sua posi�ao no ranking , possa ser em 04 bem mais modesta.A aguardar: o efeito Rio, nao o das contas de somar e dividir, que nao vejo, ou�o e leio, h� muito tempo( Aleluia), mas o do Festival dos Servi�os.E , o efeito Dylan.Que espero seja tratado com o respeito que merece, e que seja apresentado por jornalustas que pelo menos tenham escutado 3 dos seus discos e fa�am a minima ideia do que estao a falar.E finalmente,saber se o SBSR e o referido Rio, tiveram e de facto alguma influencia na conta bancaria dos fans....

BANDA SONORA: Los Lonely Boys em Vilar de Mouros, 2012.




escrito por alvaro �s 12:39 da manhã
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CALAMITY JOHN: Gosto muito da Mary John. Essa mesmo: a menina do burro das orelhas, dos cowboys e dos cotonetes.Foi-me apresentada pelo MQ a proposito de uma cena tipo trabalho universitario de uma outra Calamity Jane,a Lia.Tenho seguido com aten��o a rota.Dificil, sinuosa e simplificando, mais uma prova que a radio de hoje nao consegue absorver , o muito, que uma jovem como ela teria para oferecer.Se j� � dificil para gajolas como eu , MQ e outros encontrar espa�os que nao sejam, ouvimos e vamos ouvir , e as tretas que os consultores costumam embrulhar em papel de computador, quanto mais conseguir espa�os para quem come�a ou quer come�ar.O que posso dizer, e ela entende-o, sem ter de explicar, que como esperava, a lady tem " cojones".Mais, do que alguns do sexo que realmente os exibem.Ride on , HorseGirl.Estou no Texas em Setembro. Sabes onde....

BANDA SONORA: horse with no name. America




escrito por alvaro �s 12:21 da manhã
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segunda-feira, julho 12, 2004

 

Search & Destroy: E agora, as not�cias...


"I�m a street walkin�cheetah with an heart full of
napalm,
I�m a runaway boy from from a nuclear age
bomb
I�m the worlds forgotten
boy,
the one who searches to
destroy...
And nobody�s gonna save
my soul..."


Pois.

Que pa�s este.
Temos futebol, bandeiras e circo. Temos pol�tica, um estado de direito e uma rep�blica.


Temos ilus�es e decis�es. Temos opini�es. O trabalho liberta ou disciplina � liberdade. Temos frases de efeito.

Temos raz�o. Temos razoabilidade. Temos Elvis, temos Buda, temos Jesus. Pod�amos ter religi�o, se quisessemos.

Mas hoje quero ter o direito de me revoltar. Estou cansado. Estou a sentir aquela fadiga.

O �dio que temos aos outros � natural e fica bem. O que n�o � natural � continuarmos assim.

"i�m no radio etihopia, i�m radio brooklin"

Foda-se R�dio Portugal Livre.

S� a morte do rockanroll liberta.
S� a morte com o rockanroll liberta.
S� a morte pelo rockanroll liberta.

"Louie, louie... oh no... we gotta go now..."

"- I wanna have babies!
- But You can�t have babies, Stan!!! You don�t have a womb...
- Ok. Let�s fight for the right for Stan, sorry, "rebbeca", to have babies."





escrito por Ricardo Salazar �s 11:46 da manhã
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AMO-TE BP DA CATOLICA: Nao li nada sobre o Meco.Amo-te sim.A ti tambem.Obrigado gasolineira da Catolica. E tarados que ali vagueiam.Nao dormi hoje.Mas ninguem quer saber disso.Li a Bola, Record e o Jogo.Nao sei o que disseram da Peaches: nada.Mas presumo: arrebatadora, electrica, intensa, de cuecas pretas , peluda e animal de palco.Atacou um espectador, ro�ou o soutien e disse boa noite Celorico de Basto, e que o meu amigo Pedro Miguel Ramos ia abrir o Amo-te Bronx.Foi ? vou ler a seguir.

BANDA SONORA: summer sunshine i miss u.Diz a Andrea.Corr.Eu levei com uma overdose de Sol e mamas em Miami Beach. Pelos vistos, o sol e as mamas foram-se com o Euro




escrito por alvaro �s 7:57 da manhã
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47 KILOMETROS: Fui a Braga este fim de semana.47 kms.Nem sequer conta , em contexto "confederado" ou yankee; , mas: para que servem as indica��es e placards de estrada, se nao estao iluminados? tal como os postes, pobres , abandonados e presumo falecidos postes da avenida AEP,que se apagaram suave e levemente como quem bate por mim, como dizia o poeta.As obras em frente � Praia da Luz, continuam bem assinaladas, e as bandeiras dos predios em frente ainda ao vento.Ao menos isso.Que se lixem as obras, os postes, os buracos e a irresponsabilidade ou destes ou daqueles ou em geral de ninguem.Temos bandeiras.E em breve , acredito, vamos ter mesmo a primeira grande pop star nacional, a lavar pratos em Londres( metaforicamente) para se tornar no que eu e mais algumas pessoas , acreditamos.Desde Setembro de 2003 que um grupo de agitadores com base no Porto, prepara o artista.Para j� louvar a sua paci�ncia, capacidade de me aturar e de apreender que o caminho estava certo.Ele ja o tinha percebido.Mas desde o dia 30 , e desde o show case do Mau Mau, a que nao pude assistir, por o meu jacto particular estar avariado, e nao me ter trazido a tempo de Key West, Florida...rsssss....o artista em questao chama-se Slimmy. Foi por ele que fiz os tais 47 kms , que em Portugal sabem a 74.E nao me arrpendi.E muito menos de ter dado em su sitio, os parabens a RUM.Em Braga.E: sim ,sei mais sobre o futuro do artista; muito mais do tenho revelado.As razoes, e os motivos, para saberem AQUI ( pare�o um dos gajos dos concursos da TV).Que a procissao nem saiu do adro, isso fica garantido...

BANDA SONORA: a emma bunton.Porqu�? sempre � menos peluda que a Peaches




escrito por alvaro �s 7:13 da manhã
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TIGER MAN E BRO REIS.PRAISE THE LORD: Sao 6.42 da manha.Memorias ainda frescas de uma passagem blitzkrieg, pelas Curtas, uma tradi��o vilacondense, com que levo na cabe�a julhamente.Boas cenas,ao longo dos anos, entre as quais ,um passeio guiado � maluquice local, que teve como " clientes" o Pedro Paixao e um dos vets do Festival: my bro, Rui Pedro Tendinha, que continuo a pensar, somente num panorama audiovisual como o nosso ainda nao tem o espa�o pessoal e com base em pop cultura,que o seu trabalho por si s�, ja justificava.Como sempre, tive oportunidade de apresentar esse lado tao vilacondense a alguns neofitos.Como o Preacher Man, Furtado TigerMan.Adorei o karma numerico do quarto de hotel: o 322 se nao estou em erro. Numericamente , o mayor de Coimbra B,estava num quarto 7.Infelizmente a rapariga com ar de freira intelectual, nao subiu ao mesmo tempo.Teria sido uma cena digna de Sam Peckinpah.E o que dizer da GRANDEZA do Ze Pedro?em especial , quando a quantidade de has beens,never bes, wanna bes e will bes, por centimetro quadrado, se torna enjoativa.Apenas e s�: obrigado por seres quem �s e o que �s, como pessoa , antes do artista e do icon pop.Uma noite zag ,( faltou o zig Q 3 e o zug estava a beber coca-cola)apimentada ao estilo tex mex a la mondego, para encerrar uma edi��o ,com menos " barbudos e cachimbos" , ou artistas do genero, "o meu filme..."o meu qu�? ou artistas criticos, a la diarios de qualidade nacionais, muito serios e "atentos" aos "cineastas" que falam dos seus filmes, e das suas curtas como fossem o Jim Jarmusch do Bairro Alto...

BANDA VISUAL: o novo clip da Amy Lee.Uma paranoptica( sei l� o que isto quer dizer) observa��o sobre o mundo da moda e do marketing televisual, patrocinado pela franchise Lies.Um dos videos do ano, com a menina de Little Rock a mostrar que " destroi" , porque o quer , a sua presen�a feminina.Bastaria olhar para alguma das personagens do clip para o confirmar




escrito por alvaro �s 6:43 da manhã
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sexta-feira, julho 09, 2004

 

bolinhos de bacalhau: Ao contr�rio do dia do jogo com a Holanda, desta vez n�o h� som nas televis�es do Cidade do Porto enquanto Jorge Sampaio anuncia que n�o vai haver elei��es antecipadas.

Est�o menos pessoas a jantar do que no dia do jogo com a Holanda (pouco menos, mas menos). Nesse dia, podia-se ouvir o comentador aos gritos com os golos de Portugal e as bolas ao lado de Portugal. Hoje, para perceber se vamos ter Santana Lopes como primeiro-ministro ou outra coisa qualquer, daquelas coisas que pesam alguma coisa sobre o presente e o futuro, � necess�rio ir(mos) prestando aten��o aos resumos escritos que a SIC vai lan�ando em rodap� (percebi, finalmente, para que � que aquilo serve).

Ver aquela sequ�ncia de resumos � como ir percebendo que o filme mediano pelo qual pagamos 5 euros vai ter um final rasca e que o suspense todo pr�-filme termina no gen�rico de abertura. Ver aquela sequ�ncia foi infinitamente pior do que ouvir o relato da final do Euro '04 num comboio Intercidades e confirmar que estava pouco menos do que a borrifar-me para o resultado da selec��o Scolari (e j� se percebeu que os 11 que jogaram a final v�o ser os 11 que v�o fazer todos os jogos de qualifica��o do Mundial '06 e que v�o ser qualificados no �ltimo instante, que vamos perder o primeiro jogo do Mundial e que s� a�, com a intelig�ncia prospectiva que o caracteriza, o nosso audaz seleccionador l� vai fazer as trocas que toda a gente, menos ele, j� tinha percebido h� 3 anos, & por a� fora, n�o j�?).

De volta a coisas mais importantes...

Depois de perceber, pelas frases escritas em rodap�, qual a decis�o tomada pelo presidente da Rep�blica, acho que senti pela primeira vez, nos 15 anos de maioridade em que nunca falhei uma elei��o, que o meu voto n�o valia um caralho. N�o o voto em abstracto (bom, esse tamb�m...), n�o o voto nas �ltimas Europeias, nem sequer especialmente o voto nas �ltimas Legislativas (em quem � que votei? em branco? no BE? no PS? n�o me recordo), mesmo que dessa vez tenha votado contra Dur�o Barroso e n�o contra Santana Lopes. Na verdade, o voto meu que senti que n�o valeu um caralho foi mesmo o voto em Jorge Sampaio, h� n�o sei bem quanto tempo.

Espero, ao menos, que os Bloquitos (sim, aqueles que acabam de aprender a usar pontos de exclama��o nos cartazes e nos e-mails) l� continuem a cumprir o seu papel de utilidade na inutilidade e fa�am a vida negra ao novo PM, com a boa vontade medi�tica e os UDPs semi-camuflados e os pacotes de imagina��o.

(Tirando isto, cada vez fico mais convencido que o BE, dos mais l�cidos aos chanfrados que t�m saudades do Prec, s� tem como prop�sito realmente nobre rebentar com o PC e transformar uma (o)posi��o de extrema-esquerda p�ssima numa (o)posi��o de extrema-esquerda apenas m�. Para que, um dia, um outro BE qualquer apare�a para rebentar com o actual BE e criar, sei l�, uma (o)posi��o de esquerda que, ao menos, n�o envergonhe.)

Entretanto, parece que o cad�ver do rock fez 50 anos. Qual ser� a sua prenda? O 3 539 812� desfibrilador?




escrito por Jorge Lopes �s 10:52 da tarde
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BIBA MEXICO E ZAPATA: Duas memorias, vivas: Big Country e Modern English.Esperam.se best ofs, reciclagens, re.etcs.O futuro � ontem , diz-me o fabuloso Aleks Syntek.Eu sei , quando nao se consegue escoar o produto nacional; ainda menos o internacional. como o fazer com um mexicano algures entre Todd Rundgren, um Christopher Cross mais � esquerda e os Steely Dan, via Jellyfish estilo Virgem de Guadalupe? seja como for, � a sul, do sul que estao a surgir ideias frescas e inovadoras. E pessoalmente adoro e "epanol" estilo uted cubano.Fraquinhos pessoais.Quem os nao tem?

BANDA SONORA: pensando nos Big Country e Modern English, com mundo lite de Aleks Syntek




escrito por alvaro �s 6:10 da tarde
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AMEN: Para a Arena, e na sua coluna de tend�ncias, os Postal Service aparecem em grande destaque.A Time e a Newsweek dedicam grandes espa�os a esta forma( que se danem os titulos) de neo , new wave.As versoes digitais da MTV , VH1 , incluem os Ferdinands e Patrols deste mundo nas suas listas.A industria olha para os Keane, Interpol etc como novas apostas fortes ao lado do agora muito Pop, Hip Hop.Tudo isto em 2004.Mas: se sintonizarem os makakos do costume: sergio, calados, quintoes , arrumados nos seus cantinhos e viva o velho que ainda estao no ar. Aleluia. Amen.Dizia, se os sintonizarem percebem que tudo isto ja roda nesses cantinhos mantidos " por favor", desde h� muito.E antes destes artistas mediaticos o descobrirem. Pode ser que agora os que percebem muito disto ( deveriam perceber mais do que deveriam estar a fazer, isto � marketing e almo�os e jantares e catering vip dos Festivais), deixem os que assumem nao perceber de marketing , catering de festivais vip e muito menos de almo�os e jantares, fazer o que assumem saber: de radio, de programa��o de comunica��o.O problema � que os macacos nao estao nos galhos.Ou nos errados.Por isso � que temos os Lamb Apes, os Him Peaches( esta a nova Sandra N dos modernos ) a viver no nosso lindo Portugal.E obrigado Jal( sincero e assumido) por permitires estas migalhas.Como diziam a Banda do Casaco: hoje h� conquilhas; amanh� nao sabemos.Mas se os que t�m poder para o fazer, acreditassem nas conquilhas, nao tenho duvidas que o espirito do Euro( inventei isto agora) ja teria chegado �s ondas de Pensacola.

BANDA SONORA: KICK OUT THE JAMS , mc5 ou MOTOR CITY 5




escrito por alvaro �s 5:02 da tarde
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UM CAFE , E UM BAGA�O: No pais do Euro, nao sera possivel alguem dizer aos gajos das obras municipais , para colocarem avisos que se vejam antes de fecharem uma faixa , ou quase ,ali em frente ao Praia da Luz? isto enquanto se treina para o futuro Rallye da Republica de Gondarem, ou se da cabo de mais umas jantes , enquanto se escuta Chris Robinson e as suas juras de amor a amada Kate ?e ja agora na marginal muito bem iluminada, da mesma Foz, nao ser� possivel umas luzinhas para ninguem cair nos buracos , ou ir contra o poste mais proximo?quando cheguei a 4 de Julho , pensei que estava em Marte, mas afinal ja desci � Terra,Esta, claro.A da irresponsabilidade. A dos gajos a quem se pede um caf� , pasme-se num caf�, e ficam a olhar assim meios espantados como se tivesse pedido o ultinmo album dos Radio 4.Euro 05, e j�!!!!!

BANDA SONORA: o sabor domestico; a lareira e o lado hippie design da vida estilo Laurel Canyon do casal Robinson/Hudson




escrito por alvaro �s 4:45 da tarde
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OUT KAST: OU COMO BECKS TEM DE ARRANJAR UMA SVEDIN: Mais do que interessante, a pe�a da Jack( sim, resistiu ao holocausto revisteiro e est� disponivem em Portugal, ou melhor no Porto, ou melhor na Foz, ou melhor no quiosque da dona Emilia, que ainda se lembra de ter o Pizzi como vizinho. PIZZI? sim..whatever).Dizia eu, pe�a da Jack dedicada aos neo Posh-Becks, com mais classe, presen�a e menos cenas de Zoo.Sim, ja perceberam: a queda do idolo, e o novo,( ha quem me diga que os agentes e o Figo s people, estao a come�ar a campanha para o colocar a jogar em Londres) ou pelo menos o contraste, entre as campanhas do numero 7, dos penalties para a bancada ,dos oculos da Policia e as roupas Dolce, Armani etc do casal Caeiro Svedin Figo.Ligeiramente diferente das reportagens feitas no Algarve, diria.Mas � por isso que Figo est� onde est�: receita? arranjem uma Svedin, and u guys understand,,,,,


BANDA SONORA: as rosas dos afro marados Out KAST.




escrito por alvaro �s 4:35 da tarde
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SILLY SAISON: Chegou o Ver�o.E como o sei? simples: j� temos os Festivais de lo habitual, as matriculas francesas,. a Cinha futura dama , nao sei se primeira ou segunda ou quinta, apoia a selec��o e a silly song du jour: depois dos beijinhos, abra�os, macarenas , galinhas e ketchup, temos os romenos, e aquela cena que mete rapaziada, super modelos, a MTV de Timisoara e um titulo incompreensivel.Viva el Verano!!!!!!

BANDA SONORA: os fantasmas de Jeff Tweedy e o disco do Outono.WILCO!!!!!A GHOST IS BORN




escrito por alvaro �s 4:03 da tarde
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segunda-feira, julho 05, 2004

 

1954 - 2004..... 50 anos de Rock �n �roll.:




escrito por Ricardo Salazar �s 5:54 da tarde
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sexta-feira, julho 02, 2004

 

SEE U ALL SOON, AMIGOS!: Digo, see u soon Caya Hueso, nome que os navegadores espanhois deram a esta bizarra ilha dos ossos( nao e complicado perceber que de caya se passou a key e de como huesos se tornou west, e que os ossos sao de piratas, africanos e nativos que aqui encontravam abrigos , conmo hoje ainda e possivel)), a partir da esplanada tropical do Ernest s.Com a Bahama Village em frente e a casa museu do escritor ao lado, re.bobino o filme que me fez voltar a este ponto especifico de uma viagem demasiado longa e pessoal para poder transforma.la em simples carne para blog.E com o cavalo a espera no El Rancho Motel, e a contagem decrescente em movimento, estou precisamente na esquina da US 1, ou Truman, com a Duval Street, de todas as magias e voodoos, a poucos metros do fim , real e fisico,desta America.Fica ali em baixo, o ponto mais a sul.E como tudo por aqui,se visualiza e conceptualiza, arte profundamente americana de criar teatro(s)de comunicacao, temos o bar mais a sul, o restaurante mais a sul, o Hotel mais a sul.Mas e Geografias a parte, diria mais.Muito mais: o ponto mais a sul da condicao humana.A sul de tudo, o que pensamos saber, conhecer, controlar ou dominar.E agora que regresso ao meu norte, apenas o desejo de tal como o fiz em relacao a esta magica ilhota tropical, dizer.vos, see u soon...

BANDA SONORA: o ventos a rocar nas palmas, e nas arvores e nas plantas de Key West...




escrito por alvaro �s 2:24 da tarde
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quinta-feira, julho 01, 2004

 

QUINTA FEIRA?: 28 horas de estrada; de novo em Key West, com os fantasmas dos Piratas e de Ponce de Leon.A ler o Jogo online.Rock and fucking Roll.

BANDA SONORA: All Right Now.Free!




escrito por alvaro �s 3:35 da tarde
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TAMPA BAY: I AM ON MY WAY: A oeste o Alabama, o Mississipi e ainda a Lousiana.Para a frente, isto e para sul e leste, o que ainda me resta para chegar a Key West, mais 600km, a juntar aos 800 que ja fiz durante este dia historico, e o que vira a seguir, mais uns 300 kms,ate Miami e mais importante do que a quilometragem( e cada vez mais os americanos estao a usar esta metrica) o que esta inacreditavel trip , inevitavelmente significa para o meu futuro.Mas sobre isso, nao blogo.Nada.Rigorosamente nada.E aqui, sim , nao interessaria a ninguem, apenas a mim e aos que mais directamente me estao ligados e claro , os que se interessam pelo meu trabalho.On the road, sempre.Venceremos! sim e ontem , a alucinacao colectiva que se chama New Orleans; o espaco perdido e horizontal de Biloxi/Gulfport;as florestas e os Bayous.Os olhos negros e perdidos dos bairros degradados da capital do voodoo.O funeral que segui , poucos minutos de ter passado pelo historico e monumental Antoine s.O altar dedicado a rainha voodoo; os sons aromaticos e misteriosos da noite do Mississipi. Do rio, que espreitei e olhei. O rio Wolf, esse mesmo, escuro como breu que levou um anjo de asas caidas,um pouco mais acima, bem mais perto de Beale Street do que Bourbon Street.On the road. Sempre.Destino as in destiny e nao o lado fate, fatalista do nosso destino, lusomuitacoisa. Gracas a esta tecnologia criativa e espiritual, posso partilhar ,em especial comigo mesmo , para e no minimo tentar perceber o que realmente andei a fazer estes dias , vivendo na casa ambulante ,em que o Dodge Neon bordeaux escuro se transformou. Furtivamente apareco nestes postos que no velho WEST seriam Cliff Dwellers.O cavalo espera/me.Esta impaciente .Eu tambem.On the road.Again.Let s ROLL.....

BANDA SONORA: os discos que comprei em lojas rurais no Alabama: Charlie Daniels,um cd de Train Songs;Atlanta Rythm Section. Musica da America.Desta America. Da minha America.




escrito por alvaro �s 1:31 da manhã
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FOR U DEAR C9: Obrigado Kinko s < obrigado Gainesville pelas lindas mulheres de pele de pessego e pela classe senhorial e universitaria< obrigado centro comercial ao ar livre em forma de mansao colonial sulista< obrigado telemovel por TE teres conseguido ligar.te , apos duas horas ao sol, e me permitir 89 segundos de conversa com um casal lindo( u know who i am talking about , C9 AND L.0.).Sei que Portugal enlouqueceu.Depois de 9 horas de estrada,e 2 horas de entretenimento PURO e DURO( Homem Aranha, anyone?) no Stadium 16, ao qual regressei como um gunslinger, regressaria a um abrigo estilo entreposto para Dodge City.LINDO.Fiquei sem contacto com o mundo exterior tinha a Holanda , feito o seu golo.Nao soube mais nada> nem computadores, nem a Pacific Bell South me trouxe o mundo.Mas e ao melhor estilo reality show, deixei o telemovel ao Sol.Dentro do carro.Resultou durante os 89 segundos que referi......OBRIGADO C AND L.Lobe u ....

BANDA SONORA: que essas bandeiras marquem uma nova fase. E que a competencia e trabalho sejam respeitados um pouco mais.Sera assim tao dificil? e como tinha sentido, chego a tempo de ver a final.




escrito por alvaro �s 1:22 da manhã
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